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Feminicídios em Mato Grosso: delegada Marielle Antonini alerta para números alarmantes e a importância da educação e da rede de proteção

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Por Alisson Gonçalves

 

Em entrevista ao Jornal da Nova, delegada Marielle Antonini reforça que prevenção depende do Estado, da sociedade e da conscientização familiar

 

Mato Grosso, 26 de agosto de 2025 – Nesta terça-feira, a Secretária de Comunicação do Estado de Mato Grosso, Laice  Souza, que apresenta o programa Jornal da Nova ao lado de Israel Alves, entrevistou a delegada Marielle Antonini, coordenadora de enfrentamento à violência contra a mulher da Polícia Civil. O tema central foi o aumento dos casos de feminicídio e agressão contra mulheres no estado.

Durante a entrevista, a delegada destacou que o crime de homicídio contra a companheira ou ex-companheira pode resultar em até 40 anos de prisão, com cumprimento mínimo de 50% da pena. Mesmo assim, os números permanecem alarmantes. Segundo dados apresentados, Mato Grosso registrou 36 casos de feminicídio em 2025, sendo 67% cometidos por maridos ou companheiros e 26% por ex-parceiros.

 

Antonini explicou que a violência doméstica é um fenômeno complexo, muitas vezes marcado por vínculos afetivos, dependência econômica e medo de retaliação, fatores que dificultam que as vítimas busquem ajuda. “Quando uma mulher busca ajuda e se mantém firme na decisão de romper o ciclo, ela é incluída em uma rede de proteção, que inclui acompanhamento psicológico, grupos reflexivos para agressores, patrulha Maria da Penha e o aplicativo SOS Mulher”, afirmou.

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A delegada também ressaltou que qualquer delegacia no estado está preparada para receber vítimas, e que existem nove delegacias especializadas e 25 núcleos de atendimento a mulheres e pessoas vulneráveis, incluindo atendimento 24 horas em cidades como Rondonópolis e Varzagrande. Há ainda um projeto de expansão para mais 21 cidades e capacitação de policiais para atendimento humanizado.

 

O programa destacou a importância da educação familiar na prevenção da violência. “Se uma criança desde cedo aprende que levantar a mão para uma mulher é errado, esse aprendizado reverbera na adolescência, vida adulta e até na fase senil. Precisamos desconstruir a cultura de hegemonia masculina”, afirmou a delegada.

 

A entrevista também abordou sinais precoces de relacionamentos abusivos, frequentemente observados já no namoro, como controle excessivo, ciúmes exagerados e restrição de amizades, que podem evoluir para violência física e feminicídio. Antonini reforçou que o combate à violência doméstica é responsabilidade compartilhada entre Estado, sociedade e famílias.

 

Para mulheres que estejam sofrendo violência, a delegada lembrou que é possível buscar ajuda presencialmente nas delegacias, ou online, pelo aplicativo SOS Mulher, Delegacia Digital ou pelos números 180, 190 e 197.

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A entrevista terminou com um alerta: a prevenção e a conscientização precisam começar em casa, na escola e em toda a sociedade, para quebrar o ciclo de violência doméstica e reduzir o número de feminicídios em Mato Grosso.

Veja na íntegra:

https://youtube.com/live/4PHw1pgHVUc?feature=share

 

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Desembargadora Maria Erotides recebe Diploma Bertha Lutz por atuação no combate à violência contra a mulher

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Da redação

A desembargadora Maria Erotides Kneip, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), será homenageada, nesta quinta-feira (16), com o Diploma Bertha Lutz, uma das mais importantes honrarias do país voltadas à defesa dos direitos das mulheres. A entrega será realizada pela senadora Margareth Buzetti.

A premiação reconhece personalidades que se destacam na promoção da equidade de gênero e na defesa dos direitos femininos em diversas áreas de atuação. Em 2016, 15 pessoas serão homenageadas.

No caso da magistrada mato-grossense, o reconhecimento está diretamente ligado à sua atuação à frente da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT).

À frente da Cemulher, Maria Erotides tem liderado iniciativas voltadas à prevenção e ao enfrentamento da violência doméstica, com foco na articulação institucional, fortalecimento da rede de proteção e desenvolvimento de políticas públicas voltadas à segurança e à autonomia das mulheres.

Entre as ações, destacam-se o número de Redes de Enfrentamento, que atingiu a marca de 103 instaladas, campanhas educativas, como “A Escola Ensina, a Mulher Agradece”; capacitações e o incentivo a projetos que promovem a responsabilização de agressores, a exemplo dos Grupos Reflexivos e o acolhimento de vítimas, por meio de iniciativas como o Núcleo Thays Machado.

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O Diploma Bertha Lutz leva o nome da bióloga e advogada paulista Bertha Maria Julia Lutz, uma das principais referências do feminismo no Brasil. Pioneira na luta pelos direitos políticos das mulheres, ela foi uma das responsáveis pela conquista do direito ao voto feminino no país, oficializado em 1933. Também teve atuação marcante na educação e na inserção das mulheres no serviço público.

Ao receber a honraria, a desembargadora Maria Erotides passa a integrar um grupo de personalidades reconhecidas nacionalmente pela contribuição efetiva na promoção dos direitos das mulheres, destacando o papel do Judiciário mato-grossense no enfrentamento à violência de gênero.

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