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Senador Wellington Fagundes pede intervenção judicial na Rota do Oeste

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Objetivo é garantir boa manutenção da rodovia até nova concessão

O senador Wellington Fagundes (PL-MT) voltou a defender a necessidade de uma intervenção judicial e a nomeação de um interventor para administrar a concessão da BR-163 no trecho entre a divisa com Mato Grosso do Sul e Sinop. Hoje, o trecho continua sob administração da Rosa do Oeste, mas a empresa abriu mão da concessão após alegar problemas financeiras e descumprir o contrato.

Segundo o parlamentar, uma nova concessão, a ser realizada pelo governo federal, pode demorar, prazo em que a rodovia pode se deteriorar ainda mais.

O pedido de intervenção judicial foi apresentado no final de janeiro ao procurador da República em Rondonópolis.

Nesta segunda-feira (14.02), caminhoneiros bloquearam a saída de BR-163 entre Cuiabá e Rondonópolis para protestar contra a cobrança do pedágio e as más condições de conservação da rodovia. Entre Cuiabá e Rondonópolis, três praças de pedágio continuam funcionando. A empresa diz garante que continua realizando os serviços de segurança viária, recuperação, conservação e assegura que o valor arrecadado com o pedágio continua sendo totalmente revertido para a rodovia.

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“Mas a realidade que se apresenta é outra, diz o parlamentar, que preside a Frente Parlamentar de Transportes e Logística, durante a audiência na Assembleia Legislativa.

Na representação, o senador pede que sejam bloqueados os recursos arrecadados na cobrança de pedágio ao longo da BR. Ele alega riscos aos usuários e pede que os valores sejam revertidos em obras, melhorias e assistência aos usuários da rodovia pela concessionária Rota do Oeste.

Wellington enfatizou na representação que, atualmente, quase toda arrecadação da concessionária fica para os bancos.

“Esse interventor teria a tarefa de cuidar de toda essa situação e evitar que o tráfego fique ainda pior nas próximas semanas”, espera.

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Pivetta rebate críticas Lula, diz VLT era “inviável” e garante definição de veículo e entrega do novo modal até o fim do mandato, “ Um verdadeiro pepino” VEJA O VÍDEO

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pir Nayara Cristina

lula critica “obra sem fim” em cuiabá, e pivetta reage ao embate sobre futuro do transporte coletivo

A recente troca de críticas entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador em exercício Otaviano Pivetta reacendeu um dos capítulos mais emblemáticos e prolongados da infraestrutura urbana de Mato Grosso: o impasse envolvendo os modais de transporte coletivo entre Cuiabá e Várzea Grande.

Durante agenda recente, Lula fez críticas diretas à descontinuidade do projeto do VLT e à substituição pelo BRT, classificando o caso como exemplo de obras públicas paralisadas e decisões que resultam em desperdício de recursos. O presidente citou, inclusive, o fato de os vagões originalmente adquiridos para Cuiabá terem sido vendidos ao governo da Bahia e hoje estarem em operação em Salvador. Para ele, a situação evidencia falhas de gestão e a interrupção de projetos por motivações políticas, ressaltando que, na capital mato-grossense, “nem o VLT, nem o BRT, nem qualquer solução está funcionando”  .

A crítica ocorre sobre um histórico que se arrasta há mais de uma década. O VLT começou a ser implantado em 2012 como uma das principais obras de mobilidade para a Copa do Mundo de 2014, com previsão de ligar pontos estratégicos entre Cuiabá e Várzea Grande. No entanto, o projeto foi interrompido em 2015 em meio a investigações sobre irregularidades e suspeitas de fraudes, tornando-se símbolo de atrasos e problemas administrativos  . Em 2020, o governo estadual decidiu abandonar definitivamente o modelo e substituí-lo pelo BRT, alegando inviabilidade econômica e técnica do sistema sobre trilhos.

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Apesar da mudança, o BRT também não avançou no ritmo esperado. As obras seguem incompletas, com sucessivos entraves contratuais e operacionais, alimentando a percepção de um ciclo contínuo de indefinições. Dados recentes apontam que o novo sistema ainda não alcançou sequer um terço da execução prevista  .

A resposta de Pivetta veio em tom firme. O governador rebateu as declarações do presidente e afirmou que Lula não possui conhecimento técnico suficiente para avaliar a viabilidade dos modais. Segundo ele, o VLT era “completamente inviável” desde sua concepção, destacando que houve erros estruturais no projeto, como a compra antecipada dos trens antes mesmo da conclusão da infraestrutura. Pivetta classificou o legado recebido como um “pepino” herdado de gestões anteriores e defendeu que a venda dos vagões foi uma solução para reduzir prejuízos e viabilizar um novo modelo de transporte mais moderno e eficiente  .

O governador também afirmou que os recursos obtidos com a venda dos trens serão integralmente destinados à implantação de um sistema atualizado, com possibilidade de incorporar novas tecnologias e fontes energéticas, como etanol, biodiesel e energia solar. Embora mantenha o BRT como base, ele não descartou a análise de outros formatos de transporte coletivo, indicando que a decisão final ainda está em avaliação técnica.

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O embate político ocorre em meio a uma população que convive há anos com obras inacabadas, desvios viários e a ausência de um sistema estruturado de mobilidade urbana. O caso do VLT/BRT tornou-se um símbolo local de promessas não cumpridas, mudanças de rumo e disputas entre diferentes gestões.

Agora, com o debate reaberto em nível nacional, a pressão aumenta para que o Estado finalmente apresente uma solução definitiva. Enquanto isso, Cuiabá e Várzea Grande seguem aguardando o desfecho de uma obra que começou há mais de uma década e que ainda não conseguiu sair do papel — independentemente do modal escolhido.

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