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Reaproximação entre Lula e Trump muda tabuleiro político no Brasil: Mauro Mendes cobra que diálogo vire “ação concreta”, Veja o vídeo

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por Nayara Cristina

 

O recente encontro virtual entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente norte-americano Donald Trump provocou grande repercussão no cenário político e econômico brasileiro. A conversa, que durou cerca de meia hora e foi marcada por elogios mútuos, reacendeu o debate sobre a relação entre Brasil e Estados Unidos, especialmente após meses de tensão diplomática provocada pelas tarifas impostas por Washington sobre produtos brasileiros. A aproximação foi vista por analistas como um gesto diplomático de peso, que busca reequilibrar as relações comerciais e políticas entre as duas maiores economias do hemisfério.

No Brasil, o gesto repercutiu fortemente entre governadores e lideranças políticas, que vinham cobrando do Planalto uma postura mais pragmática nas negociações internacionais. Entre as vozes mais atentas ao tema está a do governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, que comentou sobre a videochamada entre os dois presidentes e defendeu que o diálogo é fundamental, mas precisa gerar resultados concretos. “Não sei o teor da conversa, mas conversar é sempre bom, é sempre salutável. Espero que o presidente, cumprindo seu papel de representar o nosso país, possa estabelecer um diálogo”, afirmou Mendes, destacando que a relação com os Estados Unidos é vital para a economia brasileira.

O governador lembrou que os Estados Unidos continuam sendo a maior economia do planeta e um dos principais destinos das exportações brasileiras. Segundo ele, a interdependência comercial entre os dois países exige maturidade política e cooperação técnica. “Gostando ou não, os Estados Unidos são um parceiro estratégico, e o Brasil precisa dialogar de forma responsável. O que esperamos é que essa conversa se traduza em ações reais”, reforçou. A declaração veio em meio à repercussão da nota oficial divulgada pelo Palácio do Planalto, que classificou o diálogo entre Lula e Trump como “cordial e produtivo”, ressaltando que ambos manifestaram interesse em um encontro presencial nos próximos meses.

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A reaproximação diplomática marca uma mudança significativa de tom após o impasse gerado pelo chamado “tarifaço” americano, que chegou a elevar em até 50% as tarifas sobre produtos brasileiros. À época, o governo brasileiro foi criticado por governadores e representantes do agronegócio, que temiam prejuízos bilionários nas exportações. Agora, com a retomada das conversas, o governo sinaliza uma tentativa de reabrir canais de negociação que podem beneficiar setores estratégicos, como o agronegócio, a indústria de base e o setor energético.

Nos Estados Unidos, Trump também fez declarações positivas após a videochamada, afirmando que “os países vão se dar muito bem juntos” e que vê no Brasil um parceiro econômico importante para o novo ciclo de expansão americana. Lula, por sua vez, destacou a importância de reequilibrar a balança comercial e de garantir que as sobretaxas sejam revistas, defendendo que o diálogo se baseie em respeito e ganhos mútuos.

O gesto político de aproximação, no entanto, mexeu com os discursos da direita brasileira, que tradicionalmente via em Donald Trump uma referência ideológica oposta ao lulismo. O fato de Trump elogiar publicamente Lula gerou desconforto em setores conservadores, reacendendo debates sobre o pragmatismo na política internacional e os limites da retórica ideológica frente às necessidades econômicas.

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Para analistas, o Brasil busca, com essa reaproximação, reposicionar-se no tabuleiro geopolítico global. Após fortalecer laços com países do BRICS e do Sul Global, o governo Lula tenta agora recuperar influência junto à potência norte-americana, equilibrando diplomacia política e cooperação comercial. Ainda assim, os desafios permanecem grandes: será preciso transformar a boa vontade diplomática em acordos tangíveis, reduzir barreiras tarifárias e garantir segurança jurídica e previsibilidade para investidores e exportadores.

Em meio às tensões internas e expectativas internacionais, a declaração de Mauro Mendes resume o sentimento predominante entre os líderes regionais: o diálogo entre Lula e Trump é positivo, mas precisa gerar frutos concretos. O governador reforçou que, para além das fotos e dos gestos simbólicos, o Brasil precisa de resultados que impulsionem sua economia e fortaleçam sua posição no comércio internacional. “Conversar é sempre bom”, disse Mendes, “mas o que realmente importa é o que vem depois da conversa.”

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De chefe da Abin a foragido internacional: quem é Alexandre Ramagem, aliado de Bolsonaro preso pelo ICE nos Estados Unidos

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Da redação

O ex-deputado federal Alexandre Ramagem foi preso nesta segunda-feira (13) por agentes do Serviço de Imigração e Controle de Aduanas dos Estados Unidos (ICE), após meses foragido da Justiça brasileira. A informação foi confirmada pela Polícia Federal e pelo sistema do Departamento de Segurança Interna dos EUA, que registrou Ramagem como “sob custódia”. 

Delegado de carreira da Polícia Federal, Ramagem ganhou projeção nacional ao integrar a equipe de segurança do então presidente Jair Bolsonaro durante a campanha de 2018. A proximidade com Bolsonaro o levou ao comando da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), cargo que ocupou entre 2019 e 2022. Durante sua gestão, tornou-se um dos nomes centrais do núcleo de confiança do governo federal. 

Em 2022, foi eleito deputado federal pelo Rio de Janeiro. No entanto, sua trajetória política passou a ser marcada por investigações relacionadas ao uso da estrutura de inteligência do Estado. A Polícia Federal apontou que Ramagem teria participado da chamada “Abin paralela”, esquema investigado por suposto monitoramento ilegal de autoridades, jornalistas e adversários políticos. 

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Em setembro de 2025, Ramagem foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 16 anos, um mês e 15 dias de prisão por crimes ligados à tentativa de golpe de Estado e à organização criminosa armada. A decisão também resultou na perda do mandato parlamentar e do cargo de delegado federal. 

Após a condenação, ele deixou o Brasil de forma clandestina e passou a viver nos Estados Unidos. O governo brasileiro formalizou pedido de extradição no fim de 2025. Desde então, Ramagem era considerado foragido da Justiça. 

A prisão ocorreu nos Estados Unidos, onde Ramagem estava em situação migratória irregular, segundo informações preliminares. Até o momento, as autoridades norte-americanas não divulgaram imagens oficiais da prisão nem detalhes sobre eventual audiência de extradição. 

A detenção de Ramagem representa um novo desdobramento internacional do processo que apura a tentativa de ruptura institucional no Brasil após as eleições de 2022. A expectativa agora é sobre os próximos passos da cooperação entre autoridades brasileiras e norte-americanas para definir se o ex-parlamentar será deportado ou extraditado para cumprir a pena no país. 

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