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Paula Calil diz que Plano Diretor de Abilio segue modelo “estilo Curitiba”, mas alerta: Cuiabá não tem o mesmo clima, transporte de qualidade, estrutura para levar polo ecoindustrial à Guia

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JB News

por Nayara Cristina

 

Paula Calil faz alerta sobre proposta de nova zona eco industrial na Guia: “Cuiabá não pode repetir os mesmos erros de expansão do passado sem água, transporte de qualidade e segurança”

A presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, Paula Calil, afirmou ao JBNews que o novo Plano Diretor apresentado pelo prefeito Abilio Brunini na ultima semana ,  representa uma oportunidade histórica de repensar o futuro da capital, mas alertou que as mudanças propostas precisam passar por um amplo debate popular antes de qualquer aprovação no Legislativo.

Ao comentar o projeto que redesenha a lógica de crescimento urbano de Cuiabá para as próximas décadas, Paula destacou que o papel da Câmara será garantir transparência, participação popular e responsabilidade técnica em cada etapa da tramitação. Segundo ela, o plano não pode ser tratado apenas como uma proposta administrativa, mas como um instrumento que vai impactar diretamente a vida de milhares de moradores, desde a mobilidade urbana até a ocupação de novas áreas, passando por saneamento, arborização, resíduos sólidos e infraestrutura.

A presidente da Câmara ressaltou que, neste momento, ainda não faria uma avaliação definitiva do texto porque o projeto precisa ser estudado com profundidade assim que chegar oficialmente ao Legislativo. No entanto, defendeu que os vereadores acompanhem de perto as quatro audiências públicas previstas nas regiões da cidade para ouvir moradores, lideranças comunitárias, técnicos e representantes de diversos setores.

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Para Paula Calil, o maior mérito da proposta apresentada por Abilio é justamente colocar as pessoas no centro do planejamento urbano, rompendo com modelos antigos que priorizavam apenas o trânsito de veículos e a expansão desordenada. Ela avaliou que Cuiabá vive um momento decisivo e precisa discutir uma nova cultura urbana, mais voltada à qualidade de vida, ao meio ambiente e ao desenvolvimento sustentável.

Apesar de considerar positiva a ideia de modernização da capital, Paula fez ponderações importantes sobre a viabilidade prática de algumas propostas. Um dos pontos destacados por ela foi o projeto de incentivar um novo polo de desenvolvimento sustentável na região da Guia, com foco em empresas de energia limpa e indústrias menos poluentes. A vereadora ponderou que, antes de estimular esse tipo de expansão, será necessário avaliar se a região possui estrutura adequada de energia, abastecimento de água, logística e serviços públicos para receber esse novo ciclo de crescimento.

Segundo Paula, Cuiabá precisa aprender com erros do passado, quando bairros e regiões cresceram sem planejamento adequado, deixando moradores e trabalhadores expostos à falta de transporte público eficiente, ausência de espaços de convivência, carência de equipamentos públicos e problemas de mobilidade. Ela citou como exemplo regiões em expansão onde trabalhadores ainda enfrentam longas caminhadas por falta de linhas de ônibus integradas, reflexo de uma cidade que cresceu sem acompanhar o ritmo da própria demanda urbana.

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Na avaliação da presidente do Legislativo cuiabano, o novo Plano Diretor também exige uma mudança de mentalidade da população. Para ela, a proposta de uma cidade mais arborizada, sustentável e com melhor uso dos espaços públicos é necessária diante do clima extremo da capital. Paula defendeu que Cuiabá precisa avançar em temas como coleta seletiva, descarte correto de resíduos, preservação ambiental e educação urbana, afirmando que a transformação da cidade passa também por uma mudança de hábitos da própria população.

Ela ainda revelou que a Câmara pretende ampliar a discussão sobre resíduos sólidos e sustentabilidade. Nos próximos dias, Paula participará de uma agenda técnica em Campo Grande para conhecer de perto experiências de gestão de resíduos sólidos e soluções ambientais adotadas na capital sul-mato-grossense. A intenção, segundo ela, é trazer referências que possam contribuir com futuras políticas públicas em Cuiabá.

Para Paula Calil, Cuiabá ficou por muitos anos sem avanços estruturantes compatíveis com seu potencial econômico e populacional. Por isso, ela entende que o novo Plano Diretor pode representar uma virada de chave para a capital, desde que seja construído com diálogo, responsabilidade e sensibilidade social.

“O plano precisa ser da cidade e para a cidade”, resumiu a presidente, ao defender que a população seja protagonista no debate sobre o futuro urbano da capital mato-grossense.
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Pais podem ganhar poder de barrar aulas sobre gênero nas escolas de Cuiabá

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Antomiel Pontes | Assessoria do vereador Ranalli 
Os pais e responsáveis por menores em idade escolar, em Cuiabá, poderão passar a decidir se os filhos participam ou não de atividades pedagógicas relacionadas a gênero nas escolas públicas e privadas da capital. A previsão está em um projeto de lei protocolado pelo vereador Rafael Ranalli(PL) na Câmara Municipal de Cuiabá, nesta semana.
Pelo texto, as instituições de ensino deverão informar previamente às famílias quando houver ações ou atividades que envolvam temas como identidade de gênero, orientação sexual, diversidade sexual, igualdade de gênero e assuntos semelhantes. Depois disso, os responsáveis terão de manifestar, por escrito, se concordam ou discordam da participação do estudante.
A proposta de Ranalli também estabelece que as escolas deverão cumprir a decisão tomada pelos pais ou responsáveis. Em caso de descumprimento, o projeto prevê sanções administrativas, respeitando o contraditório, ampla defesa e proporcionalidade.
Na justificativa, Ranalli afirma que o objetivo não é impedir a realização das atividades pedagógicas, mas assegurar transparência, comunicação prévia e participação das famílias em temas considerados sensíveis dentro do ambiente escolar. O texto cita como base a Constituição Federal, o Estatuto da Criança e do Adolescente e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação.
A proposta apresentada em Cuiabá segue a mesma linha da Lei nº 19.776, em Santa Catarina, que assegurou aos pais e responsáveis o direito de vedar a participação dos filhos em atividades pedagógicas de gênero nas redes pública e privada. A norma foi sancionada pelo governador Jorginho Mello(PL).
Em Santa Catarina, a lei virou um dos principais exemplos recentes desse tipo de iniciativa no país. O texto catarinense também prevê comunicação prévia às famílias e manifestação expressa dos responsáveis sobre a participação dos alunos.
Em Cuiabá, o projeto deverá ser analisado nas próximas semanas pelo Legislativo cuiabano.

Fonte: Câmara de Cuiabá – MT

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