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Provas do concurso para carreiras das Forças de Segurança acontecem neste domingo

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Provas do concurso para sete carreiras das Forças de Segurança acontecem neste domingo (20)

Mais de 66 mil candidatos estão inscritos nos sete editais; Na ocasião, secretário e chefes das Forças de Segurança atenderão a imprensa

Julia Oviedo | Sesp-MT

Fachada do prédio da Sesp-MT
Foto por: Assessoria/Sesp
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As provas objetivas do concurso da Segurança Pública acontecem neste domingo (20.02), em sete cidades de Mato Grosso e uma de Goiás. Os candidatos podem consultar o local e horário de provas no site da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).

Mais de 66 mil candidatos estão inscritos para compor os quadros de servidores da Polícia Militar (PM), da Polícia Civil, do Corpo de Bombeiros Militar (CBM) e da Politec. As provas serão realizadas em Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis, Sinop, Barra do Garças, Cáceres, Pontal do Araguaia e Aragarças (GO).

No período matutino, as provas serão destinadas aos candidatos aos cargos de oficial e oficial de Saúde da PM, de oficial do CBM, de escrivão e investigador da Polícia Civil e de perito oficial criminal, perito médico legista e perito odonto legista da Politec. Os portões fecham às 8h, e os candidatos devem chegar com antecedência mínima de uma hora.

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Já no período vespertino, as provas serão destinadas aos cargos de soldado da PM e do CBM, com fechamento dos portões às 15h. O candidato deve apresentar documento pessoal original com foto, levar água potável para consumo em material transparente e caneta esferográfica azul ou preta, também em material transparente.

Apesar de as vagas serem destinadas ao cadastro de reserva, o Estado prevê a nomeação de pelo menos 1.200 novos servidores ainda em 2022. Os salários variam entre R$ 3.545,31 e R$ 14.961,17.

Mais informações: www.ufmt.br/concursos ou pelo email [email protected].

Atendimento à imprensa

Na ocasião, o secretário de Estado de Segurança Pública, Alexandre Bustamante, e os chefes das quatro Forças de Segurança farão o atendimento à imprensa a partir das 8h, no saguão do Instituto de Linguagens, na UFMT.

Não será permitido filmar ou fotografar os candidatos nas salas de aula ou no corredor que dá acesso às salas de prova. Em razão desta determinação, a sugestão é de que os veículos de imprensa cheguem às 7h para o registro das imagens.

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Serviço

Provas do concurso da Segurança
Data e hora: domingo (20.02), às 7h (imagens) e 8h (entrevistas)
Local: Saguão do Instituto de Linguagens, na UFMT – Av. Fernando Correa da Costa, 2.367, bairro Boa Esperança

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Com assassinato de advogado, Riva entra na disputa milionária de R$ 200 milhões no TJ-MT

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JB News

por Emerson Teixeira

A morte do advogado Roberto Zampieri, executado a tiros em Cuiabá em dezembro de 2023, continua produzindo efeitos no Judiciário de Mato Grosso. Nesta semana, a Quarta Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT) voltou a analisar recursos ligados a uma disputa fundiária que envolve cerca de R$ 200 milhões e que se tornou ainda mais complexa após o assassinato do advogado.

O processo gira em torno de um conflito judicial envolvendo o espólio de Itagiba Carvalho Diniz e produtores rurais da região de Querência, no nordeste do estado, relacionado à área conhecida como Fazenda Poconé. O caso ganhou grande repercussão após a morte de Zampieri, que representava uma das partes no litígio e tinha atuação direta nas negociações e estratégias jurídicas relacionadas ao processo.

Com o assassinato do advogado, a fração do espólio que estava sob condução de Zampieri acabou sendo formalmente cedida à empresa J.G.R. Imobiliária Ltda., representada pelo ex-deputado estadual José Geraldo Riva. A mudança reposicionou os interesses dentro da disputa judicial, fazendo com que o grupo ligado a Riva passasse a conduzir a batalha jurídica que tramita no Tribunal de Justiça.

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O caso judicial, no entanto, ganhou dimensão ainda maior por causa das circunstâncias violentas que cercaram a morte do advogado. Roberto Zampieri foi assassinado na noite de 5 de dezembro de 2023, no bairro Bosque da Saúde, em Cuiabá, quando deixava seu escritório e entrava em seu veículo. Ele foi surpreendido por um atirador que efetuou diversos disparos de arma de fogo, atingindo-o várias vezes. O advogado não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local. 

As investigações da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa apontaram que o crime foi cometido de forma premeditada e mediante pagamento. Segundo o Ministério Público de Mato Grosso, três homens foram denunciados por homicídio triplamente qualificado, incluindo o executor e os intermediários que forneceram a arma e ajudaram na execução. O atirador teria recebido cerca de R$ 40 mil para cometer o crime. 

A apuração policial também indicou que o assassinato pode ter sido motivado por disputas envolvendo propriedades rurais avaliadas em valores milionários no estado. Em uma das linhas investigativas, a morte do advogado estaria ligada a uma disputa judicial por terras avaliadas em mais de R$ 100 milhões. 

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Com o avanço das investigações, o caso passou a chamar atenção nacional. A Polícia Federal identificou conexões que apontam para a atuação de um grupo envolvido em assassinatos por encomenda e monitoramento de autoridades, revelação que ampliou o alcance das apurações e levou a novas operações policiais. 

Enquanto o processo criminal segue em andamento e os acusados respondem judicialmente pela execução do advogado, o litígio fundiário que estava no centro das negociações conduzidas por Zampieri continua tramitando no Tribunal de Justiça de Mato Grosso. A retomada do julgamento dos agravos de instrumento pela Quarta Câmara de Direito Privado representa mais um capítulo de uma disputa jurídica de alto valor financeiro, marcada por conflitos intensos e por um crime que abalou o meio jurídico mato-grossense.

Quase dois anos após o assassinato que chocou a capital, a morte de Roberto Zampieri segue lançando sombras sobre uma das maiores batalhas judiciais envolvendo terras no estado, enquanto os desdobramentos do processo continuam sendo acompanhados de perto por advogados, produtores rurais e autoridades do sistema de Justiça.

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