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Com assassinato de advogado, Riva entra na disputa milionária de R$ 200 milhões no TJ-MT

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JB News

por Emerson Teixeira

A morte do advogado Roberto Zampieri, executado a tiros em Cuiabá em dezembro de 2023, continua produzindo efeitos no Judiciário de Mato Grosso. Nesta semana, a Quarta Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT) voltou a analisar recursos ligados a uma disputa fundiária que envolve cerca de R$ 200 milhões e que se tornou ainda mais complexa após o assassinato do advogado.

O processo gira em torno de um conflito judicial envolvendo o espólio de Itagiba Carvalho Diniz e produtores rurais da região de Querência, no nordeste do estado, relacionado à área conhecida como Fazenda Poconé. O caso ganhou grande repercussão após a morte de Zampieri, que representava uma das partes no litígio e tinha atuação direta nas negociações e estratégias jurídicas relacionadas ao processo.

Com o assassinato do advogado, a fração do espólio que estava sob condução de Zampieri acabou sendo formalmente cedida à empresa J.G.R. Imobiliária Ltda., representada pelo ex-deputado estadual José Geraldo Riva. A mudança reposicionou os interesses dentro da disputa judicial, fazendo com que o grupo ligado a Riva passasse a conduzir a batalha jurídica que tramita no Tribunal de Justiça.

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O caso judicial, no entanto, ganhou dimensão ainda maior por causa das circunstâncias violentas que cercaram a morte do advogado. Roberto Zampieri foi assassinado na noite de 5 de dezembro de 2023, no bairro Bosque da Saúde, em Cuiabá, quando deixava seu escritório e entrava em seu veículo. Ele foi surpreendido por um atirador que efetuou diversos disparos de arma de fogo, atingindo-o várias vezes. O advogado não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local. 

As investigações da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa apontaram que o crime foi cometido de forma premeditada e mediante pagamento. Segundo o Ministério Público de Mato Grosso, três homens foram denunciados por homicídio triplamente qualificado, incluindo o executor e os intermediários que forneceram a arma e ajudaram na execução. O atirador teria recebido cerca de R$ 40 mil para cometer o crime. 

A apuração policial também indicou que o assassinato pode ter sido motivado por disputas envolvendo propriedades rurais avaliadas em valores milionários no estado. Em uma das linhas investigativas, a morte do advogado estaria ligada a uma disputa judicial por terras avaliadas em mais de R$ 100 milhões. 

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Com o avanço das investigações, o caso passou a chamar atenção nacional. A Polícia Federal identificou conexões que apontam para a atuação de um grupo envolvido em assassinatos por encomenda e monitoramento de autoridades, revelação que ampliou o alcance das apurações e levou a novas operações policiais. 

Enquanto o processo criminal segue em andamento e os acusados respondem judicialmente pela execução do advogado, o litígio fundiário que estava no centro das negociações conduzidas por Zampieri continua tramitando no Tribunal de Justiça de Mato Grosso. A retomada do julgamento dos agravos de instrumento pela Quarta Câmara de Direito Privado representa mais um capítulo de uma disputa jurídica de alto valor financeiro, marcada por conflitos intensos e por um crime que abalou o meio jurídico mato-grossense.

Quase dois anos após o assassinato que chocou a capital, a morte de Roberto Zampieri segue lançando sombras sobre uma das maiores batalhas judiciais envolvendo terras no estado, enquanto os desdobramentos do processo continuam sendo acompanhados de perto por advogados, produtores rurais e autoridades do sistema de Justiça.

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Integração entre Samu e Corpo de Bombeiros amplia atendimento pré-hospitalar em Mato Grosso

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Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) não será interrompido e seguirá atendendo normalmente

Ana Lazarini | SES-MT
Integração permite maior agilidade no socorro às vítimas
Crédito – Secom-MT

A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) reforça que o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) segue ativo e não será interrompido em Mato Grosso. O serviço é essencial para a assistência à população e continuará operando normalmente, de forma integrada ao Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT).

Firmada em junho de 2025, a atuação conjunta entre Samu e Corpo de Bombeiros ampliou a capacidade de resposta no atendimento pré-hospitalar em todo o Estado. O tempo-resposta às chamadas já foi reduzido em 36%, enquanto o número de atendimentos prestados à população aumentou em 30%. A cooperação também possibilitou a ampliação em 100% da cobertura na região da Baixada Cuiabana.

A integração permite maior agilidade no socorro às vítimas, especialmente em ocorrências como acidentes de trânsito, emergências clínicas, resgates e situações de risco.

“O Samu permanece como um dos pilares do atendimento de urgência e emergência em Mato Grosso. A integração com o Corpo de Bombeiros vem para somar esforços e garantir um serviço ainda mais eficiente à população”, destacou o secretário de Estado de Saúde, Juliano Melo.

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Com a cooperação entre as instituições, o Samu passou a fazer parte do Centro Integrado de Operações da Segurança Pública (Ciosp) e as chamadas para os números de emergência médica 192, do SAMU, e 193, do Corpo de Bombeiros, são direcionadas para uma única central de atendimento, que envia a ambulância mais próxima da ocorrência, agilizando o resgate.

A SES faz a gestão direta do Samu da Baixada Cuiabana – nos municípios de Cuiabá, Várzea Grande, Chapada dos Guimarães e Poconé. Os 20 serviços de Samu que estão ativos em outras cidades do interior são administrados pelos próprios municípios.

A Secretaria enfatiza que não há qualquer medida para o encerramento do Samu. Ao contrário, o Estado tem promovido ações para qualificar o serviço, como a renovação da frota de ambulâncias, a capacitação de profissionais, o aprimoramento da estrutura de regulação e a implantação de pelo menos 20 novos serviços municipais do Samu, com aporte financeiro do Estado.

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