Nacional
Ministra dos Direitos Humanos participa de ato em defesa dos direitos indígenas
A ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Macaé Evaristo, compareceu ao último dia da 21ª edição do Acampamento Terra Livre (ATL), onde dialogou com a equipe da Secretaria-Executiva do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea) sobre o desenvolvimento de ações voltadas à garantia da segurança alimentar e nutricional dos povos originários. O encontro aconteceu na tenda da Articulação dos Povos e Organizações Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo (APOINME) com a participação de dirigentes da organização e membros acampados no ATL.
Segundo a ministra, o debate sobre a segurança alimentar e nutricional dos indígenas é essencial e precisa estar interligado às tradições desses povos. “O debate da segurança alimentar é importantíssimo e está conectado fortemente à cultura, ao jeito de pensar o mundo e ao jeito de estar no mundo”, destacou.
Os caminhos que levam a melhores condições de alimentação às comunidades indígenas, de acordo com a ministra, passam pela garantia ao direito à terra, proteção dos defensores de direitos humanos indígenas e o respeito às tradições. “A possibilidade de plantar os próprios alimentos, de fazer uma agricultura sustentável, saudável e poder comer os alimentos que estão ligados à cultura, à ancestralidade, à memória – inclusive às plantas dos rituais, que são muito importantes – alimenta o corpo e a alma”, declarou.
A ministra também ressaltou a importância de uma articulação integrada entre diferentes órgãos governamentais nas decisões que afetam a vida dos povos indígenas, citando como exemplos o Ministério da Educação (MEC), o Ministério dos Povos Indígenas (MPI) e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai).
A educação como instrumento de combate à fome e à desnutrição
Macaé Evaristo apontou a melhoria da educação escolar indígena como um elemento fundamental para fortalecer a segurança alimentar e nutricional. Entre as ações conjuntas com o MEC, está a aquisição de alimentos de produtores locais para abastecer as escolas indígenas.
A ministra enfatizou que o acesso à alimentação deve ser garantido a todos, não apenas aos estudantes, e compartilhou uma experiência pessoal. “Eu acompanho há muitos anos os povos indígenas de Minas Gerais e para o povo Maxakali a alimentação é uma parte fundamental das relações humanas e sociais. Então, para os povos Maxakali, não existe um lugar em que uma pessoa come e outra não”, explicou.
De acordo com ela, essa compreensão cultural muitas vezes entra em choque com a lógica institucional. “Isso é um debate quando a gente pensa em alimentação escolar, porque o Ministério da Educação, as Secretarias de Educação, compreendem que a alimentação é só do ambiente escolar, então não preveem a situação do pai indígena chegar e comer junto com as crianças, não compreendem que dentro dessa cultura a alimentação é um processo coletivo. Então tudo isso é cultura, a gente compreender essa epistemologia, compreender essa cultura e como é que a gente coloca em diálogo as culturas próprias de cada povo”, frisou.
Outras ações
Diversas iniciativas estão sendo implementadas para promover mais qualidade de vida aos povos indígenas. Entre elas estão O Programa de Proteção a Defensores de Direitos Humanos, Ambientalistas e Jornalistas; o Programa Bem Viver Mais Cidadania LGBTQIA+ que visa contribuir com a formação profissional dos jovens e a inserção no mercado de trabalho e também as políticas voltadas ao bem-estar dos indígenas mais idosos. Todas essas ações são estruturadas de modo a respeitar as organizações sociológicas locais, evitando conflitos culturais.
A proteção dos direitos de crianças e adolescentes é uma prioridade do Ministério dos Direitos Humanos. A formação de conselheiros tutelares considera as especificidades culturais das comunidades indígenas, buscando evitar o preconceito. Para a ministra, esse cuidado é fundamental para garantir um tratamento adequado aos povos indígenas. “A gente atua muito na pauta do direito da criança e do adolescente. Sabemos que, especialmente nos territórios onde tem mais conflito, as crianças são aquelas que mais sofrem – com insegurança alimentar, violência, e com dificuldade de acesso à escolarização”, ressaltou.
Preparativos para a COP30
Por fim, a ministra Macaé Evaristo comentou sobre os preparativos do ministério para a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), destacando a importância da participação de crianças e adolescentes no evento. “A COP está pensando o futuro do planeta e as crianças e a juventude têm muito o que dizer. Por isso, nós estamos firmes em uma agenda muito importante dos conselheiros nossos, dos direitos da criança e do adolescente, para a COP30”, finalizou.
Fonte: Secretaria-Geral
Nacional
Silveira projeta liderança brasileira em segurança energética e transição sustentável na Alemanha
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, defendeu nesta segunda-feira (20/4), em Hanôver, na Alemanha, o fortalecimento da cooperação internacional em biocombustíveis como estratégia para ampliar a segurança energética e acelerar a transição sustentável. A declaração foi feita na reunião bilateral com a ministra federal de Assuntos Econômicos e Energia da Alemanha, Katherina Reiche, durante agenda oficial na feira mundial de tecnologia industrial, Hannover Messe.
Para o ministro Alexandre Silveira, a experiência brasileira demonstra como a diversificação da matriz energética pode fortalecer a segurança e reduzir vulnerabilidades externas. “A pluralidade energética é um grande desafio e, ao mesmo tempo, nossa maior força motriz. O Brasil já é exportador de petróleo e avançou para a autossuficiência na gasolina com a ampliação da mistura de etanol para E30. Quando utilizávamos E27, ainda havia necessidade de importação. Com o avanço do etanol, passamos a ser autossuficientes nesse segmento”, afirmou.
Na reunião, o ministro destacou a posição do Brasil como referência global em energia limpa, com uma matriz diversificada, sustentável e superavitária, especialmente no setor elétrico.
No campo dos combustíveis, Alexandre Silveira ressaltou o avanço do Brasil rumo à autossuficiência no refino, com destaque para o diesel. Atualmente, cerca de 80% do consumo nacional é atendido pela produção interna, o que amplia a resiliência diante de cenários internacionais de instabilidade. O ministro de Minas e Energia defendeu também que existe uma expectativa de que o país alcance a autossuficiência nesse segmento nos próximos anos.
O ministro ainda afirmou que o atual contexto internacional, marcado por instabilidades no setor energético, exige maior integração entre países com capacidades complementares. Nesse cenário, segundo Alexandre Silveira, o Brasil se apresenta como parceiro estratégico, especialmente na agenda de descarbonização dos transportes e da indústria.
Parcerias estratégicas
O diálogo bilateral evidenciou oportunidades concretas de parceria entre Brasil e Alemanha em áreas como pesquisa, desenvolvimento tecnológico e inovação. Entre os destaques estão os combustíveis sustentáveis de aviação e novas rotas para biocombustíveis avançados. A experiência brasileira na produção, certificação e uso em larga escala desses combustíveis foi apontada como diferencial competitivo no cenário global.
Ao defender o aprofundamento da cooperação, o ministro Alexandre Silveira reforçou a importância de avançar em soluções conjuntas para o setor. “Contem com o Brasil e com a sinergia que devemos criar, especialmente neste momento de instabilidade energética, com suas consequências e desafios. Precisamos aproximar nossas equipes, trocar informações e avançar na construção de soluções conjuntas que garantam segurança energética aos nossos países”, destacou.
Durante o encontro, Silveira também propôs maior integração entre as equipes técnicas e o fortalecimento da cooperação institucional, com foco na articulação de políticas públicas que viabilizem investimentos, inovação e desenvolvimento no setor energético. O ministro de Minas e Energia ressaltou que o Brasil reúne condições favoráveis para esse avanço, com estabilidade regulatória, segurança jurídica e ampla capacidade produtiva.
A reunião integra um contexto mais amplo de fortalecimento da Parceria Energética Brasil-Alemanha, consolidada como instrumento estratégico para alinhar prioridades em temas como transição energética, descarbonização industrial e modernização dos sistemas energéticos.
Ao final, o ministro Alexandre Silveira reiterou o convite para que a delegação alemã visite o Brasil e aprofunde o diálogo sobre projetos conjuntos. A expectativa é que a cooperação avance com foco em resultados concretos, ampliando investimentos e contribuindo para uma transição energética equilibrada, justa e sustentável.
Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
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