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Max Russi recebe Flávio Bolsonaro em Sinop e gesto acende sinal de apoio e articulação da direita para 2026, VEJA O VÍDEO

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por Nayara Cristina

 

A presença do senador Flávio Bolsonaro em Mato Grosso, durante agenda na Norte Show, em Sinop, ganhou dimensão política relevante ao ser recepcionado pelo presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi. O encontro, realizado em um dos principais eventos do agronegócio do estado, ultrapassou o caráter institucional e passou a ser interpretado, nos bastidores, como parte de um movimento mais amplo de articulação dentro do campo da direita brasileira.

A aproximação entre Russi e Flávio ocorre em um momento em que lideranças políticas começam a se posicionar de forma mais clara em relação ao cenário eleitoral nacional. Embora ainda distante do calendário oficial, o ambiente político já apresenta sinais de reorganização, com nomes sendo testados e alianças sendo costuradas de maneira antecipada. Nesse contexto, o senador surge como uma das figuras em evidência dentro do grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro, sendo citado por aliados como possível opção em uma futura disputa presidencial.

O gesto de Max Russi, ao recepcionar e acompanhar a agenda de Flávio Bolsonaro, é visto por interlocutores como um indicativo de alinhamento político e abertura para a construção de pontes entre lideranças regionais e projetos nacionais. Mato Grosso, que tem histórico recente de forte apoio ao bolsonarismo e abriga um dos setores do agronegócio mais influentes do país, ocupa posição estratégica nesse processo, funcionando como base de sustentação política e econômica para candidaturas alinhadas a esse campo ideológico.

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O próprio Max Russi reforçou o tom político da agenda ao comentar a presença do senador no estado. Segundo ele, por se tratar de um nome do mesmo partido, o movimento é natural dentro do processo de construção política. “É um nome do partido, do PL, então é natural que, dentro do mesmo partido, deva haver essa escolha, essa definição, ou até de outros nomes também. Existe um período pela frente, outros partidos devem vir apoiar, estarão juntos nessa construção, e esse processo precisa ser feito agora, até as convenções”, afirmou.

A escolha da Norte Show como cenário para esse encontro também não é casual. Consolidado como vitrine do agronegócio mato-grossense, o evento reúne produtores, empresários e autoridades políticas, tornando-se um ambiente propício para articulações que vão além do setor produtivo e alcançam o debate político nacional. A presença simultânea de lideranças políticas e econômicas reforça a leitura de que o agronegócio segue desempenhando papel central na definição de alianças e estratégias eleitorais.

Nos bastidores, a movimentação é interpretada como parte de um processo mais amplo de reorganização da direita, que busca consolidar nomes, ampliar apoios regionais e construir uma base competitiva para os próximos ciclos eleitorais. Em Mato Grosso, esse cenário se entrelaça com a atuação de outras lideranças influentes, como o senador Jayme Campos, o governador em exercício Otaviano Pivetta e integrantes do grupo político que sustentou Jair Bolsonaro nas últimas eleições, formando um ambiente de disputa, mas também de possíveis convergências.

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A leitura predominante entre analistas é de que gestos como o protagonizado por Max Russi dificilmente ocorrem de forma isolada. Ao contrário, fazem parte de uma estratégia gradual de posicionamento político, em que sinais públicos de aproximação funcionam como indicativos para a construção de alianças futuras. A agenda em Sinop, portanto, não apenas reforça a presença de Flávio Bolsonaro no estado, mas também evidencia que o tabuleiro político já está em movimento, com articulações sendo desenhadas muito antes do início formal da corrida eleitoral.
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Prefeito de Jangada é condenado a devolver valores pagos irregularmente a suposto funcionário fantasma da prefeitura

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Por Emerson Teixeira

 

Uma decisão recente do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso, proferida em 14 de abril de 2026, manteve a condenação do prefeito de Jangada, Rogério Meira (PSD), por irregularidades no pagamento de salário a um suposto “funcionário fantasma”, em um caso que evidencia fragilidades no controle interno da administração pública municipal. O conselheiro José Carlos Novelli rejeitou recurso apresentado pela defesa e confirmou a obrigação de devolução de R$ 28.581,56 aos cofres públicos, além da aplicação de multas administrativas.

De acordo com informações do processo, a irregularidade veio à tona durante auditoria técnica realizada pelo próprio TCE-MT, que analisava rotinas administrativas e a folha de pagamento da Prefeitura de Jangada. Os auditores identificaram inconsistências nos registros funcionais de um servidor que constava como ativo e recebendo regularmente, mas sem comprovação efetiva de prestação de serviço.

A apuração apontou que não havia registros de frequência, relatórios de atividades ou qualquer evidência concreta de que o funcionário exercia as funções para as quais estava formalmente contratado. Além disso, diligências realizadas in loco e cruzamento de dados administrativos indicaram que o servidor sequer era conhecido por colegas de trabalho em sua suposta lotação, o que reforçou a caracterização de “funcionário fantasma”.

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Outro ponto que chamou atenção dos técnicos foi a fragilidade dos mecanismos de controle interno da prefeitura, que permitiram a manutenção dos pagamentos por período prolongado sem qualquer verificação efetiva. Para o TCE, a responsabilidade recai sobre o gestor, que tem o dever legal de garantir a regularidade dos atos administrativos e a correta aplicação dos recursos públicos.

Na decisão, Novelli destacou que não foram apresentados elementos capazes de afastar as irregularidades já constatadas, nem provas de que o servidor tenha desempenhado suas funções. Por isso, manteve integralmente o entendimento anterior, determinando o ressarcimento ao erário e reforçando a aplicação das penalidades.

O caso se insere em um contexto mais amplo de fiscalização intensificada por parte do TCE-MT sobre contratações e gestão de pessoal em municípios do estado, especialmente em situações que envolvem possíveis desvios ou má utilização de recursos públicos. A Corte de Contas tem adotado ferramentas de cruzamento de dados e auditorias mais rigorosas para identificar inconsistências como essa.

Até o momento, a defesa do prefeito não apresentou novos elementos públicos após a decisão que confirmem eventual reversão do entendimento. O espaço segue aberto para manifestações.

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A condenação reforça o alerta sobre a necessidade de transparência, controle e responsabilidade na gestão pública, especialmente em municípios de menor porte, onde falhas administrativas podem passar despercebidas por mais tempo — mas, quando identificadas, resultam em responsabilização direta dos gestores.

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