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MP recomenda reserva de leitos para cirurgias: Max Russi comemora iniciativa

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Procedimentos fazem parte de uma parceria para atender 19 municípios por meio do programa “Fila Zero”

O Ministério Público de Mato Grosso (MP-MT) emitiu notificação recomendatória, através da promotora Joana Maria Bortoni Ninis da Promotoria da Cidadania de Rondonópolis, direcionada à Santa Casa de Misericórdia. A recomendação solicita a reserva de leitos no Centro Cirúrgico exclusivamente para atender pacientes do programa “Fila Zero”. A iniciativa foi comemorada pelo deputado Max Russi (PSB).

“Meus parabéns à promotora Joana Maria por sua iniciativa louvável. É fundamental assegurar que aqueles que aguardam há anos tenham finalmente acesso a serviços de saúde de qualidade. Não podemos tolerar interferências que comprometam esse acesso essencial”, comemorou.

Primeiro-secretário da Assembleia Legislativa, Max foi um dos principais atores para os desdobramentos, junto ao governador Mauro Mendes (UB), que resultaram na assinatura do convênio na ordem de R$ 20 milhões entre o governo do estado e o Consórcio Regional de Saúde Sul de Mato Grosso (Coress/MT).

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O acordo trata de um mutirão de 27 mil procedimentos médicos, incluindo cirurgias eletivas, para atender pacientes regulados de 19 municípios das regiões sul e sudeste do estado.

No início de fevereiro, o deputado Max Russi criticou fortemente o Conselho Regional de Medicina (CRM-MT) por sua solicitação de desabilitação da empresa responsável pelos atendimentos médico-cirúrgicos na Santa Casa, relacionados ao programa.

Russi afirmou que a intenção de paralisar os serviços partia de um grupo de médicos credores da instituição, descontentes com o atraso no recebimento de pagamentos. Ele ressaltou que é inaceitável desviar recursos do convênio para quitar outras dívidas.

” Embora essas dívidas precisem ser pagas e precisemos sim buscar a solução, o atendimento à população não pode parar. Não se pode desvirtuar dinheiro do convênio para pagar outras contas que tenham lá”, ponderou.

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Pivetta rebate críticas Lula, diz VLT era “inviável” e garante definição de veículo e entrega do novo modal até o fim do mandato, “ Um verdadeiro pepino” VEJA O VÍDEO

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pir Nayara Cristina

lula critica “obra sem fim” em cuiabá, e pivetta reage ao embate sobre futuro do transporte coletivo

A recente troca de críticas entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador em exercício Otaviano Pivetta reacendeu um dos capítulos mais emblemáticos e prolongados da infraestrutura urbana de Mato Grosso: o impasse envolvendo os modais de transporte coletivo entre Cuiabá e Várzea Grande.

Durante agenda recente, Lula fez críticas diretas à descontinuidade do projeto do VLT e à substituição pelo BRT, classificando o caso como exemplo de obras públicas paralisadas e decisões que resultam em desperdício de recursos. O presidente citou, inclusive, o fato de os vagões originalmente adquiridos para Cuiabá terem sido vendidos ao governo da Bahia e hoje estarem em operação em Salvador. Para ele, a situação evidencia falhas de gestão e a interrupção de projetos por motivações políticas, ressaltando que, na capital mato-grossense, “nem o VLT, nem o BRT, nem qualquer solução está funcionando”  .

A crítica ocorre sobre um histórico que se arrasta há mais de uma década. O VLT começou a ser implantado em 2012 como uma das principais obras de mobilidade para a Copa do Mundo de 2014, com previsão de ligar pontos estratégicos entre Cuiabá e Várzea Grande. No entanto, o projeto foi interrompido em 2015 em meio a investigações sobre irregularidades e suspeitas de fraudes, tornando-se símbolo de atrasos e problemas administrativos  . Em 2020, o governo estadual decidiu abandonar definitivamente o modelo e substituí-lo pelo BRT, alegando inviabilidade econômica e técnica do sistema sobre trilhos.

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Apesar da mudança, o BRT também não avançou no ritmo esperado. As obras seguem incompletas, com sucessivos entraves contratuais e operacionais, alimentando a percepção de um ciclo contínuo de indefinições. Dados recentes apontam que o novo sistema ainda não alcançou sequer um terço da execução prevista  .

A resposta de Pivetta veio em tom firme. O governador rebateu as declarações do presidente e afirmou que Lula não possui conhecimento técnico suficiente para avaliar a viabilidade dos modais. Segundo ele, o VLT era “completamente inviável” desde sua concepção, destacando que houve erros estruturais no projeto, como a compra antecipada dos trens antes mesmo da conclusão da infraestrutura. Pivetta classificou o legado recebido como um “pepino” herdado de gestões anteriores e defendeu que a venda dos vagões foi uma solução para reduzir prejuízos e viabilizar um novo modelo de transporte mais moderno e eficiente  .

O governador também afirmou que os recursos obtidos com a venda dos trens serão integralmente destinados à implantação de um sistema atualizado, com possibilidade de incorporar novas tecnologias e fontes energéticas, como etanol, biodiesel e energia solar. Embora mantenha o BRT como base, ele não descartou a análise de outros formatos de transporte coletivo, indicando que a decisão final ainda está em avaliação técnica.

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O embate político ocorre em meio a uma população que convive há anos com obras inacabadas, desvios viários e a ausência de um sistema estruturado de mobilidade urbana. O caso do VLT/BRT tornou-se um símbolo local de promessas não cumpridas, mudanças de rumo e disputas entre diferentes gestões.

Agora, com o debate reaberto em nível nacional, a pressão aumenta para que o Estado finalmente apresente uma solução definitiva. Enquanto isso, Cuiabá e Várzea Grande seguem aguardando o desfecho de uma obra que começou há mais de uma década e que ainda não conseguiu sair do papel — independentemente do modal escolhido.

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