Destaque
Mato Grosso está na final do Programa Federal Mulheres Inovadoras
JB News
Por Victor Cabral
A final da 3ª edição do Programa Mulheres Inovadoras, do Governo Federal, contará com uma representante de Mato Grosso, a Bemdito.app. A startup liderada pela diretora de Pesquisa e Inovação Kassia Masson, é única do Estado a ser classificada pelo Programa da Finep e MCTI.
O lançamento do edital do Programa, ocorrido no Dia Internacional da Mulher, contou com a presença do presidente da República, Jair Bolsonaro, do ministro do MCTI, Marcos Pontes, e do presidente da Finep, Waldemar Barroso. O ato foi realizado durante a cerimônia “Brasil Pra Elas, Por Elas e Com Elas”, no Palácio do Planalto, em Brasília (DF).
A diretora de Pesquisa e Inovação da Bemdito, Kassia Masson, destaca que, “é com uma responsabilidade do tamanho da força das mulheres que encara o desafio de representar Mato Grosso na grande final da 3ª Edição do Programa Mulheres Inovadoras 2022”.
O Programa é um incentivo a startups brasileiras lideradas por mulheres, com o objetivo de contribuir para o aumento da representatividade feminina no empreendedorismo nacional, através da capacitação e reconhecimento.
Com a terceira edição, a chamada vai agraciar 15 startups, sendo três em cada região do País, com o prêmio de R$ 120 mil.
A seleção se dará em duas etapas, Aceleração e Banca Avaliadora. A Aceleração é o processo que prepara as empresas, de forma rápida e eficaz, para se apresentarem competitivamente no mercado. A agenda de atividades inclui mentorias individuais e palestras.
Para essa primeira fase serão escolhidas 30 empresas, seis por região do País. Como conclusão desta etapa, cada concorrente deverá fazer a apresentação de seu plano de negócio a uma banca avaliadora, que é próximo estágio do processo seletivo.
As bancas examinadoras serão regionais, como forma de melhor avaliar a aderência e viabilidade de cada proposta com base nos temas indicados no Edital, vis-à-vis o contexto local.
A Finep/MCTI busca projetos que desenvolvam regionalmente tecnologia e modelo de negócios inovador ou produtos, serviços ou processos marcadamente inovadores, produzidos a partir de novas tecnologias ou da integração daquelas existentes, mas que contenham desenvolvimento novo.
São elegíveis startups que possuam pelo menos uma mulher entre seus empreendedores em função executiva ou gerencial.
Mas não basta um nome feminino figurando entre os sócios para que a empresa possa se candidatar. Essa mulher precisa ter participação societária igual ou superior às participações individuais dos demais empreendedores. Se não tiver, a soma das participações femininas no empreendimento deve ser pelo menos igual à soma da participação dos demais sócios.
Além disso, as mentorias do programa Aceleração são dirigidas especificamente às gestoras e executivas. Homens nesse processo, só os analistas da Finep ou palestrantes.
Para a premiada diretora da Bemdito.app, recentemente vítima de Trust das Big Techs Apple e Google, “o empoderamento feminino é o ato de conceder o poder de participação empresarial, política e social às mulheres; garantindo que possam estar cientes sobre a luta pelos seus direitos, como a total igualdade entre os gêneros, por exemplo”.
Kassia Masson cita como um bom exemplo a ser seguido a União Europeia (UE), que chegou a um acordo para criar uma lei que impõe metas de “equilíbrio de gênero” para as empresas de capital aberto do bloco.
O texto prevê que, em colegiados sem função executiva, o percentual mínimo de mulheres deve ser de 40% dos assentos. Em conselhos com funções executivas, o mínimo será de 33%. Em ambos os casos, o prazo de adequação às metas é metade de 2026.

O Programa Mulheres Inovadoras é uma iniciativa da Finep e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) para estimular startups lideradas por mulheres, de forma a contribuir para o aumento da representatividade feminina no cenário empreendedor nacional, por meio da capacitação e do reconhecimento de empreendimentos que possam favorecer o incremento da competitividade brasileira.
Kassia Masson ainda enfatiza que “o empoderamento feminino ou delegação de autoridade é uma abordagem a projetos de trabalho, que se baseia na delegação de poderes de decisão, autonomia e participação das mulheres na administração pública e privada”.
A representante de Mato Grosso na 3ª edição do Programa Mulheres Inovadoras (MCTI/Finep), Mulheres Inovadoras 2022, acredita que inovar é uma benção e cita o slogan do programa “Juntas somos mais fortes, misturadas somos imbatíveis!”
Para outras informações acesse (https://bemdito.app)
Destaque
TJMT abre debate sobre sigilo judicial e convoca imprensa para ajudar a frear escalada da violência contra a mulher em Mato Grosso
JB News
por Nayara Cristina
Diante do avanço dos casos de violência doméstica e feminicídio em Mato Grosso, o Tribunal de Justiça do Estado decidiu transformar a informação em ferramenta de prevenção. Na manhã desta quarta-feira (15), a Corte abriu as portas de sua sede, em Cuiabá, para reunir jornalistas, magistrados, especialistas e representantes da rede de proteção em um encontro que marcou o início de uma nova estratégia institucional para enfrentar a violência de gênero. O “Café com a Imprensa – Diálogo e Proteção à Mulher” foi mais do que uma agenda institucional: foi um chamado público para construir, junto com quem leva a notícia à população, uma rede de alerta, acolhimento e proteção às mulheres.

Recepcionado pelo presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, José Zuquim Nogueira, e pela vice-presidente da Corte, Maria Erotides Kneip Baranjak, o encontro foi idealizado pela Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT), em parceria com a Coordenadoria de Comunicação do TJMT. A proposta foi construir uma comunicação mais responsável, mais humana e mais eficiente para orientar vítimas, reduzir a revitimização e conter os efeitos sociais que a cobertura inadequada de crimes dessa natureza pode provocar.

O alerta do Judiciário tem como pano de fundo uma realidade preocupante. Mato Grosso encerrou 2025 com 53 feminicídios consumados, número superior ao registrado em 2024, quando houve 47 casos. A maioria das vítimas foi assassinada dentro de casa e, em grande parte das ocorrências, o autor era companheiro ou ex-companheiro. O cenário evidencia a persistência da violência doméstica como principal porta de entrada para crimes letais contra mulheres. Só no primeiro trimestre de 2026, o Estado já acumulava novos casos, mantendo a curva de preocupação em alta.

Ao abrir o encontro, José Zuquim defendeu que o Judiciário não pode atuar apenas depois da tragédia consumada. Segundo ele, a imprensa tem papel central nesse esforço porque chega primeiro à sociedade e pode ajudar a romper o ciclo da violência ao informar com responsabilidade, orientar vítimas e divulgar caminhos de proteção. Para o presidente do TJMT, comunicar bem também é uma forma de prevenir crimes.

Maria Erotides reforçou que a cobertura de violência de gênero precisa ir além do impacto do fato policial. A desembargadora defendeu uma mudança de cultura na forma de noticiar esses casos, evitando a exposição excessiva da vítima, a culpabilização da mulher e a reprodução de estigmas que acabam naturalizando a agressão. Segundo ela, uma narrativa comprometida com os direitos humanos pode salvar vidas antes mesmo da intervenção do Estado.

Um dos pontos centrais do encontro foi a palestra do delegado do Distrito Federal, Marcelo Zago, que apresentou estudos sobre o chamado efeito “copycat” — fenômeno em que crimes violentos podem ser reproduzidos ou estimulados a partir da repetição massiva de imagens chocantes, detalhes cruéis ou narrativas sensacionalistas. A recomendação aos jornalistas foi clara: evitar descrições mórbidas, preservar a dignidade da vítima e sempre incluir informações úteis sobre canais de ajuda.

A juíza Ana Graziela Vaz de Campos Alves Corrêa afirmou que a informação de qualidade é uma ponte entre o sistema de Justiça e a mulher em situação de risco. Para ela, combater a desinformação e garantir uma linguagem acessível e acolhedora é parte essencial da política de enfrentamento à violência doméstica.

Durante o debate, jornalistas também foram diretos ao cobrar mais transparência do Judiciário em relação aos casos de violência doméstica e feminicídio. O principal ponto levantado foi o excesso de informações mantidas sob segredo de justiça, o que, na avaliação dos profissionais da imprensa, muitas vezes dificulta explicar à sociedade a gravidade do crime, o andamento do processo, as decisões judiciais e as responsabilizações dos autores.

Em resposta, Maria Erotides reconheceu que o sigilo processual, embora necessário para resguardar a intimidade da vítima, preservar provas e evitar constrangimentos em casos de violência familiar, precisa ser constantemente revisto para não se transformar em barreira à informação de interesse público. A desembargadora sinalizou que o Tribunal vai estudar formas de aperfeiçoar esse fluxo de comunicação, buscando um equilíbrio entre a proteção legal das partes e o direito da sociedade de compreender como a Justiça atua nesses casos.
A discussão abriu espaço para um novo eixo de trabalho entre Judiciário e imprensa: a construção de protocolos que permitam divulgar, com mais clareza, decisões, medidas protetivas, condenações e estágios processuais, sem violar a intimidade das vítimas. A ideia é que a sociedade tenha acesso a informações mais completas sobre punições, respostas do Estado e instrumentos de proteção, fortalecendo a confiança no sistema de Justiça e ampliando o efeito preventivo da informação.

Entre os representantes da imprensa que participaram do encontro, o diretor do portal JB News em Mato Grosso, José Teixeira, popularmente conhecido como Jota de Sá, que reforçou o compromisso do veículo com a construção de uma comunicação mais responsável no enfrentamento à violência contra a mulher. Segundo ele, o jornalismo tem papel essencial não apenas na divulgação dos fatos, mas também na orientação da sociedade e na proteção de quem vive em situação de risco.

Jota de Sá afirmou que o JB News estará ao lado do Poder Judiciário nessa mobilização permanente em defesa da vida. “O JB News assume esse compromisso de caminhar junto com o Judiciário, levando informação com responsabilidade, sensibilidade e compromisso social. Nosso papel é ajudar a orientar, acolher e dar visibilidade aos caminhos de proteção. Não podemos aceitar a escalada da violência como algo normal. Vamos somar forças para que a informação ajude a construir paz, segurança e dignidade para as mulheres e para as famílias de Mato Grosso”, destacou.

O coordenador de Comunicação do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, Ranieri Queiroz, destacou que o encontro com os jornalistas foi estruturado a partir de uma escuta ativa dos próprios profissionais da imprensa, com o objetivo de compreender dificuldades, demandas e possibilidades de construção conjunta. Segundo ele, a proposta do Judiciário não é interferir na liberdade editorial dos veículos, mas abrir um espaço de diálogo para refletir sobre o impacto social da informação e sobre a responsabilidade coletiva na cobertura de casos de violência contra a mulher.

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Outro dado destacado no encontro foi o alto índice de esclarecimento dos feminicídios em Mato Grosso. Segundo magistrados e integrantes da rede de proteção, praticamente todos os casos recentes tiveram resposta rápida das forças de segurança, com identificação dos autores, prisões e responsabilização penal, restando raríssimas exceções de suspeitos ainda foragidos. O dado foi usado como argumento para reforçar que, embora a resposta repressiva exista, o grande desafio ainda está na prevenção e na capacidade de impedir que a violência chegue ao desfecho fatal.

Como encaminhamento prático, Judiciário e imprensa começaram a discutir a criação de um protocolo de cobertura responsável para casos de violência doméstica e feminicídio. Entre as diretrizes em debate estão evitar exposição indevida da vítima, não reproduzir versões que a culpem, não divulgar imagens degradantes e sempre informar onde buscar ajuda.
Em Mato Grosso, mulheres em situação de violência podem buscar ajuda pelo telefone 180, canal nacional gratuito que funciona 24 horas. Em situações de emergência, a orientação é acionar imediatamente a Polícia Militar pelo 190. O Estado também conta com Delegacias Especializadas de Defesa da Mulher em cidades como Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis e Sinop, além da Patrulha Maria da Penha e da rede de apoio psicossocial do próprio Judiciário. O recado final do encontro foi claro: em um estado onde os números ainda assustam, a informação correta — dada na hora certa — pode ser decisiva para impedir que uma ameaça vire tragédia.
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