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Temos que cuidar para o céu nao cai sobre nossas cabeças

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Por Paulk Fernandes Silvestre Jr.

 

Os fãs de Asterix (em primeiro plano na imagem), genial herói gaulês de quadrinhos, sabem que o único medo que ele e seus amigos tinham era que o céu caísse sobre suas cabeças!

Bem, isso nunca aconteceu. Mas agora, 2.070 anos após suas aventuras, a coisa pode mudar de figura.

É o que explica didaticamente o filme “Não Olhe Para Cima”, que chegou à Netflix na sexta passada. Na história, graças ao negacionismo de alguns políticos, da mídia oportunista e de empresários, um enorme cometa pode acabar com a vida na Terra.

A sátira incomoda tanto porque demonstra que, guardadas as devidas proporções, isso acontece agora mesmo em nossas vidas. Nem mesmo uma tragédia apocalíptica impede o negacionismo, pois ele não se refere à escala dos fatos, e sim às pessoas quererem acreditar no que lhes for mais conveniente, por mais que seja uma aberração explícita.

A manipulação de um povo para que grupos de poder atinjam seus objetivos mesquinhos tem um exemplar tristemente inesquecível: o nazismo, que convenceu os alemães a apoiar Hitler em seus delírios, que levaram à Segunda Guerra Mundial e ao Holocausto.

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Você acha que nada disso aconteceria de novo? Bem, lamento informar que talvez já esteja acontecendo. A desinformação é uma ferramenta poderosa de convencimento das massas, que foi incrivelmente turbinada pelas redes sociais.

Para entender os mecanismos que levam a isso e como se proteger dessa praga, convido você a assistir ao vídeo da minha Pílula de Cultura Digital dessa semana.

 

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Acordo de R$ 30 milhões abre caminho para salvar a Santa Casa e encerrar dívida histórica

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O governador Mauro Mendes e o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo Crédito – Mayke Toscano/Secom

JB News

por Nayara Cristina

 

A proposta de R$ 30 milhões apresentada pelo Governo de Mato Grosso para a aquisição definitiva do prédio da Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá foi aceita pela comissão de credores e pode representar o avanço mais concreto dos últimos anos para encerrar um passivo trabalhista que se arrasta há quase uma década. A sinalização favorável no processo que tramita no Tribunal Regional do Trabalho da 23ª Região reacende a esperança de um desfecho para uma das crises mais emblemáticas da saúde pública mato-grossense.

 

O entendimento foi consolidado após meses de negociação entre o Estado e os representantes dos trabalhadores. A proposta inicial, de R$ 25 milhões, foi ampliada para R$ 30 milhões à vista pelo então secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, em ofício encaminhado ao TRT em março. O pagamento imediato foi determinante para a concordância dos credores, que convivem há anos com a incerteza sobre o recebimento de verbas rescisórias e outros direitos acumulados.

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O passivo trabalhista da antiga Santa Casa é estimado entre R$ 41 milhões e R$ 43,7 milhões e atinge cerca de 860 ex-funcionários, muitos deles à espera de uma solução desde o fechamento da unidade, em 2019. A dimensão da dívida tornou o caso símbolo da crise estrutural enfrentada por um dos hospitais mais tradicionais de Mato Grosso.

O tamanho do impasse ficou ainda mais evidente nas tentativas frustradas de leiloar o prédio histórico. A Santa Casa foi colocada à venda judicial em duas ocasiões no ano passado: na primeira, com lance mínimo de R$ 54,7 milhões, equivalente a 70% da avaliação do imóvel; na segunda, com valor reduzido para R$ 39,1 milhões. Em nenhuma das tentativas houve interessados. O fracasso dos leilões reforçou a dificuldade de encontrar uma saída viável para o prédio e para os trabalhadores que aguardam reparação.

Fundada no século XIX, a Santa Casa de Cuiabá se tornou ao longo de décadas uma referência em atendimentos de média e alta complexidade e símbolo da assistência hospitalar em Mato Grosso. O prédio carrega valor histórico, social e afetivo para a população cuiabana, o que torna ainda mais sensível qualquer decisão sobre seu destino.

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Mais do que uma solução financeira, a proposta do Estado abre caminho para reposicionar a unidade dentro da rede pública de saúde. O plano do governo prevê manter serviços estratégicos já existentes, como oncologia, nefrologia, cirurgias e atendimentos ambulatoriais, além de ampliar áreas consideradas prioritárias, como cuidados paliativos, home care, hospital-dia, central de diagnósticos e o Serviço de Verificação de Óbito.

A reestruturação projetada busca transformar a Santa Casa em um polo estadual de atendimento especializado, ajudando a desafogar a rede hospitalar da capital e da Baixada Cuiabana. Se o acordo for homologado e a compra for concluída, Mato Grosso poderá não apenas encerrar um longo capítulo de insegurança jurídica e trabalhista, mas também preservar um patrimônio centenário e devolvê-lo à população com uma nova função estratégica no SUS.

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