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Senadora Margareth critica falta de homens em defesa de pautas femininas

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Por Jad Laranjeira

 

A senadora Margareth Buzetti abriu o verbo nesta semana durante audiência pública na Comissão de Direitos Humanos (CDH), na tarde desta quarta-feira (29), e criticou a ausência de homens em defesa das pautas femininas na política.

 

“Me dá a impressão de que a gente brinca de casinha, porque é papo de mulher para mulher com mulher. E os homens não participam, quando eles deveriam estar aqui ouvindo. Eu sonho com o mês de março tocado pelos homens, porque essas pautas deveriam ser deles, defendidas por eles. Os projetos e relatorias abraçadas por eles, e não por nos. Por que quem são as agressões? Eu nunca vi uma mulher praticar violência política contra outra mulher, mas os homens sim”, afirmou.

 

A senadora que assumiu a titularidade recentemente no Congresso Nacional, ressaltou em sua fala que o tema deve ser falado com os próprios possíveis agressores, ou seja, os homens. “Porque aqui nós estamos falando para nós mesmas, é ruim isso. Me dá uma sensação de impotência, porque os números estão aí, os relatos estão ai e nada modifica. Eles estão resolvendo os problemas deles e nós aqui resolvendo os nossos. Mas nós temos que pensar em mudar essa estrutura e fazer com que eles abracem as nossas causas”.

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Para a parlamentar é importante que os homens saibam que mulher sabe falar de tudo. “Sabe o que mais me ofende? Quando alguém me pergunta, quais são as pautas que a senhora defende. Todas, mulher sabe falar de economia, sabe falar de segurança pública, sabe fazer de juros altos, sabe falar de tudo, porque temos que falar só coisas de mulheres? Quem deveria falar de coisas de mulheres seriam os homens para nós. Fica essa reflexão”, ressaltou.

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Otaviano Pivetta endurece regras no sistema prisional e veta visitas íntimas para condenados por feminicídio, estupro e pedofilia em MT

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por Nayara Cristina

O governador em exercício Otaviano Pivetta sancionou uma nova lei que endurece o tratamento a presos condenados por crimes de extrema gravidade em Mato Grosso. A norma, publicada nesta terça-feira (15), proíbe visitas íntimas a detentos com condenação definitiva por feminicídio, estupro e pedofilia em todas as unidades do sistema penitenciário estadual.

A nova legislação, de autoria do deputado estadual Eduardo Botelho, estabelece que a restrição vale exclusivamente para condenados com sentença transitada em julgado — ou seja, quando já não há possibilidade de recurso. A medida atinge diretamente autores de crimes marcados pela violência extrema, especialmente aqueles praticados contra mulheres, crianças e adolescentes.

Pelo texto sancionado, visita íntima é caracterizada como o encontro realizado em ambiente reservado, sem acompanhamento direto dos agentes penitenciários, em espaço fechado e com a presença exclusiva do preso e do visitante. A partir da entrada em vigor da lei, esse tipo de benefício passa a ser expressamente proibido para os condenados enquadrados nas condutas previstas.

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Apesar do endurecimento, a norma mantém o direito às visitas sociais, asseguradas pela Lei de Execução Penal. Esse tipo de visita continua permitido em espaços apropriados dentro das unidades prisionais, com supervisão dos servidores e dentro dos protocolos de segurança já existentes.

A sanção ocorre em meio ao debate nacional sobre o fortalecimento das políticas de proteção às vítimas de violência e o aperfeiçoamento das regras de execução penal. Com a nova regra, o governo de Mato Grosso reforça um posicionamento de maior rigor no enfrentamento a crimes que causam forte impacto social e amplia o recado institucional de intolerância à violência contra os grupos mais vulneráveis.

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