Destaque
Senador Carlos Fávaro tem nome usado por golpistas
Nota ao público
JB News
O senador Carlos Fávaro (PSD),vem a público informar que tomou conhecimento de que golpistas estão usando seu nome para aplicar golpes.
Estes criminosos estão ligando para diversas pessoas informando da existência de um jantar de negócios, com o senador, cuja presença deve ser confirmada por meio de um link.
Ao clicar neste link, na verdade, a vítima abre a possibilidade para que estes golpistas tenham acesso ao aparelho telefônico delas.
Por isso, o senador pede que, ao receber qualquer ligação com este tipo de conteúdo, o destinatário bloqueie o número e o denuncie.
O senador destaca que por meio de sua assessoria jurídica, já registrou uma ocorrência junto às autoridades competentes e lamenta o fato.
Destaque
“Me sinto constrangido pelo quadro apresentado de feminicídio no nosso estado”, diz presidente do TJMT, José Zuquim, VEJA O VÍDEO
JB News
por Nayara Cristina
Constrangimento institucional expõe crise: presidente do TJMT convoca imprensa para conter avanço do feminicídio
O presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador José Zuquim, fez um apelo direto à imprensa mato-grossense durante café da manhã realizado nesta semana, em Cuiabá, ao reconhecer o cenário alarmante de violência contra a mulher no estado e admitir constrangimento diante dos números crescentes de feminicídio.
A reunião, que contou com a presença de magistrados e integrantes do corpo jurídico da Corte, teve como foco central mobilizar veículos de comunicação para atuarem como aliados no enfrentamento à violência de gênero. Em sua fala, Zuquim destacou que Mato Grosso tem figurado entre os estados com maiores índices de feminicídio no país, situação que, segundo ele, expõe não apenas falhas estruturais, mas também um desafio coletivo que envolve instituições e sociedade.
O desembargador afirmou que se sente “constrangido” enquanto chefe do Judiciário estadual ao ver a repetição de casos brutais contra mulheres, muitos deles marcados por histórico de violência doméstica já conhecido. Para ele, o cenário revela que apenas a atuação repressiva do Estado não tem sido suficiente para conter a escalada dos crimes.
Durante o encontro, foi reforçada a importância da comunicação responsável. A Corte chamou atenção para o papel da imprensa na forma como os casos são noticiados, destacando que a exposição excessiva, a espetacularização ou até mesmo abordagens inadequadas podem, de maneira indireta, contribuir para a banalização da violência. Esse ponto dialoga com discussões recentes levantadas por especialistas e autoridades, incluindo um delegado federal que esteve no estado e apontou possíveis efeitos colaterais da divulgação massiva de crimes, sobretudo quando há repetição e detalhamento excessivo.
A iniciativa do Judiciário busca, portanto, estabelecer uma parceria com jornalistas, radialistas e apresentadores de televisão para que a cobertura contribua com a conscientização, a prevenção e a orientação das vítimas, sem reforçar padrões de violência ou estimular comportamentos de risco.
Dados recentes mostram que Mato Grosso segue acima da média nacional em casos de feminicídio. Os registros apontam que grande parte dos crimes ocorre dentro de casa e é praticada por companheiros ou ex-companheiros das vítimas. A reincidência de agressões, muitas vezes ignoradas ou subnotificadas, também aparece como fator determinante nos desfechos trágicos.
Além do debate institucional, o encontro também reforçou a necessidade de ampliar a divulgação de canais de denúncia e redes de proteção. Mulheres em situação de risco podem buscar ajuda por meio do telefone 190, da Polícia Militar, ou pelo 197, da Polícia Civil. O canal nacional de apoio à mulher, o 180, funciona 24 horas e recebe denúncias de violência doméstica em todo o país.
Em Mato Grosso, a Polícia Civil de Mato Grosso mantém Delegacias Especializadas de Defesa da Mulher em cidades como Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis e Sinop, com atendimento específico para vítimas. Em casos de emergência, o Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso também pode ser acionado pelo 193.
Casas de amparo e centros de referência, vinculados às prefeituras e ao governo estadual, oferecem acolhimento psicológico, jurídico e social às vítimas, funcionando como suporte fundamental para romper ciclos de violência.
Ao final do encontro, Zuquim reforçou que o enfrentamento ao feminicídio exige uma atuação conjunta e contínua. Segundo ele, o Judiciário seguirá adotando medidas rigorosas, mas a mudança efetiva depende de transformação cultural, informação de qualidade e engajamento coletivo — cenário em que a imprensa, segundo o magistrado, tem papel decisivo.
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