VÁRZEA GRANDE
Paratleta várzea-grandense conquista três medalhas no Chile
Competindo na modalidade tênis de mesa, Ana brilhou ao garantir ouro na dupla feminina, prata na dupla mista e bronze na disputa individual
A jovem atleta paralímpica Ana Beatriz, de apenas 17 anos, fez história ao conquistar três medalhas nos Jogos Parapan-Americanos de Jovens, realizados em Santiago, no Chile. Competindo na modalidade tênis de mesa, Ana brilhou ao garantir ouro na dupla feminina, prata na dupla mista e bronze na disputa individual, resultados que colocam o nome de Várzea Grande e de Mato Grosso em destaque no cenário esportivo internacional.
Ela é atleta do Centro de Referência Paralímpica Brasileiro de Várzea Grande (CRPBVG), projeto que tem se tornado referência na formação e no desenvolvimento de talentos do paradesporto. Com o apoio da Superintendência de Esportes e Lazer e da Secretaria de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (SMECEL), a jovem vem colecionando conquistas e se consolidando como uma das grandes promessas do esporte paralímpico brasileiro.
O titular da SMECEL, Igor Cunha, participou da recepção realizada para a atleta no ginásio Fiotão, “a Ana Beatriz é motivo de orgulho para nós, porque eu um dia fui atleta e sonhei em conquistar o mundo. Que ela sirva de inspiração para todos jovens atletas”, destacou o secretário.
Para o superintendente de Esporte e Lazer, Edmilson Piranha, a conquista da Ana Beatriz, é o sinal da união de esforços para levar qualidade para o desporto e paradesporto que é referência no Município, “graças ao apoio da prefeita Flávia Moretti e do vice Tião da Zaeli, e o respaldo do secretário Igor Cunha, hoje Várzea Grande tem apoio para todas as modalidades esportivas. Que possamos descobrir novas Ana Beatriz, que tenhamos mais atletas paralímpicos para representar nosso Município para o mundo”, enfatizou.
Emocionada, a mesatenista revelou o que representam as medalhas conquistadas em Santiago no Chile. “Essas medalhas representam todo o esforço, dedicação e o apoio que recebo da minha família, dos treinadores e do Centro Paralímpico de Várzea Grande. Estou muito feliz por levar o nome da minha cidade e do meu estado para o pódio internacional”, pontuou Ana Beatriz.
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POLITICA
“São pessoas que não tocam a vida pra frente”, dispara Flávia Moretti ao reagir a áudios e suposto grampo em Várzea Grande
JB News
por Nayara Cristina
A suspeita de um possível esquema de escuta clandestina no gabinete da prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, ganhou novos contornos e aprofundou o clima de tensão política no município, já marcado por embates entre o Executivo e o Legislativo e por rupturas internas na própria gestão. O caso passou a ser investigado pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Decor), após a identificação de sinais eletromagnéticos considerados atípicos durante uma varredura técnica realizada no último dia 19 de março.
A inspeção teve início por volta das 8h, com o objetivo de detectar eventuais dispositivos clandestinos de captação e transmissão de áudio e vídeo. Durante o procedimento, um detector portátil de radiofrequência modelo K18 indicou atividade incomum em três tomadas instaladas no gabinete da prefeita. Os pontos, originalmente ligados ao sistema de campanha e atualmente inoperantes, não tinham função aparente, mas ainda assim apresentaram resposta ativa ao equipamento, sugerindo possível emissão de sinais compatíveis com transmissões ocultas. Dois desses pontos foram isolados e o material recolhido encaminhado à Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), responsável por apontar se há, de fato, algum tipo de escuta ou outro dispositivo irregular.
Em meio à repercussão, Flávia Moretti se pronunciou na manhã desta sexta-feira, durante evento do Governo do Estado voltado ao combate à violência contra a mulher, realizado em parceria com o Ministério Público, Tribunal de Justiça, Tribunal de Contas e Assembleia Legislativa. Ao abordar o caso, a prefeita adotou cautela e afirmou que não há qualquer conclusão até o momento.
“Foi para a perícia. Eu não tenho resultado da Politec. Eu não sei se é uma escuta, se é uma câmera, o que que é. Às vezes é só um aparelho eletrônico que já estava ali há algum tempo”, disse, ao explicar que o dispositivo identificado ficava em sua mesa e, até então, era visto como algo comum, possivelmente até uma simples campainha sem funcionamento.
A prefeita também afirmou não ter suspeitas sobre quem poderia ter tido acesso ao local para eventual instalação de equipamento clandestino, destacando o fluxo constante de pessoas em seu gabinete. “A sala é de porta aberta, entram servidores, secretárias, muita gente. Eu sou uma prefeita de porta aberta mesmo”, declarou.
O episódio ocorre paralelamente à circulação de áudios atribuídos à prefeita, que passaram a ser divulgados nos bastidores políticos e nas redes, aumentando ainda mais a instabilidade. Moretti afirmou desconhecer o conteúdo e colocou em dúvida a autenticidade das gravações. “Eu desconheço esses áudios, não reconheço ter falado algumas coisas que estão sendo ditas”, afirmou.
Segundo ela, a situação já está sendo tratada pelo setor jurídico da prefeitura, que deve apurar a origem e possíveis manipulações do material. “O meu jurídico vai tomar as providências para saber quem está fazendo isso, como estão fazendo e por que estão fazendo”, disse.
Ao relacionar os episódios ao cenário político local, a prefeita foi direta ao apontar motivações por trás da crise. “Querem criar confusão, querem criar pecuinha em Várzea Grande. São pessoas inconformadas, talvez até por questões eleitorais, que querem me tirar o foco de administrar”, afirmou.
A declaração ocorre em meio a um ambiente de desgaste político envolvendo a gestão municipal. Desde o início do mandato, Moretti enfrenta embates com vereadores e também passou por uma crise interna que culminou na saída do então vice-prefeito Sebastião dos Reis, episódio que evidenciou divisões dentro da administração e ampliou o cenário de instabilidade.
Apesar das turbulências, a prefeita reforçou que não pretende se desviar da condução da gestão. “Pode ter certeza que eu não vou tirar esse foco”, garantiu.
A confirmação sobre a existência ou não de escutas clandestinas depende agora do laudo técnico da Politec. Até lá, o caso segue sob investigação e se soma a um contexto político já tensionado, onde denúncias, vazamentos e disputas de poder têm marcado o ritmo da administração municipal em Várzea Grande.
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