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Influenciadores presos pela Polícia Civil de MT faturaram R$ 12,8 milhões em seis meses com o jogo do Tigrinho
JB News
Por Nayara Cristina
A Operação 777, deflagrada pela Polícia Civil de Mato Grosso, revelou que seis influenciadores digitais, que atuavam na promoção de jogos online ilegais, faturaram a impressionante quantia de R$ 12.869.572,00 no primeiro semestre de 2024.
A investigação, conduzida pelas Delegacias Especializadas do Consumidor e de Estelionatos e Outras Fraudes, apura a atuação dos influenciadores no marketing de jogos e rifas fraudulentas.
De acordo com a polícia, os suspeitos criavam plataformas de apostas quase diariamente, induzindo os seguidores a apostar em sites onde os ganhos eram simulados.
Quando alguns apostadores supostamente ganhavam grandes quantias, não recebiam os prêmios, sendo forçados a continuar apostando em novas plataformas, sempre sem retorno.
Além disso, o esquema envolvia a promoção de rifas fraudulentas, nas quais os influenciadores controlavam a maioria dos números vendidos e manipulavam os sorteios, ficando com os prêmios.
A operação resultou na prisão de três influenciadores em Cuiabá e Várzea Grande, e dois em Pindamonhangaba e Taubaté, além das prisões das mães de três deles. Um suspeito está foragido.
A Justiça também determinou o bloqueio de valores de contas dos investigados, suspensão de empresas ligadas ao grupo e o bloqueio de sete redes sociais

As investigações seguem para identificar a extensão do esquema, com a proibição de novos anúncios de jogos ilegais e medidas cautelares, como a apreensão de passaportes dos envolvidos.
Entre os alvos estão:
Briel Olivieira – influenciador digital em Cuiabá.
Vitor Vinicius – influenciador digital em São Paulo.
Carlos Henrique Morgado- empresário e influenciador de VG.
Nicholas Guilherme – influenciador digital em São Paulo.
Veja Vídeos da quadrilha:
Geral
Policial penal de Tangará da Serra é condenado a mais de 11 anos por esquema de tráfico e corrupção dentro de presídio
JB News
Por Emerson Teixeira
A condenação de um policial penal por envolvimento em um esquema de entrada de celulares e drogas no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Tangará da Serra expõe uma grave quebra de confiança dentro do sistema prisional de Mato Grosso. A sentença foi assinada pelo juiz Ricardo Frazon Menegucci, que reconheceu a prática de tráfico de drogas, corrupção passiva e facilitação da entrada de aparelhos telefônicos na unidade.
Segundo a decisão judicial, o servidor se aproveitou da função pública para introduzir de forma clandestina celulares, acessórios e entorpecentes dentro do presídio, beneficiando detentos e recebendo vantagens indevidas para isso. Em uma das situações investigadas, ficou comprovado que ele recebeu R$ 2,5 mil para facilitar a entrada de um aparelho celular no interior da unidade prisional.
As investigações reuniram um conjunto de provas que incluiu apreensão de celulares, drogas e acessórios, além de depoimentos de testemunhas e imagens do sistema de monitoramento interno. O processo apontou que o policial utilizava o acesso privilegiado a áreas restritas do CDP para viabilizar a entrada dos materiais ilícitos, driblando a fiscalização interna.
Em um dos episódios, ele foi flagrado ao tentar ingressar novamente com celulares e acessórios no presídio, mas acabou interceptado antes de concluir a ação. Em outro caso, ficou comprovada a entrada de porções de maconha e cocaína destinadas a presos da unidade.
Na sentença, o magistrado ressaltou a gravidade da conduta, principalmente pelo fato de o condenado ser um agente público encarregado de zelar pela segurança do sistema prisional. Para o juiz, a atuação do servidor comprometeu a confiança da administração pública e fortaleceu a atuação de grupos criminosos dentro do cárcere.
Ao final do julgamento, o policial penal foi condenado a 11 anos e 6 meses de reclusão, além de 5 meses e 18 dias de detenção, em razão do concurso material dos crimes, e ao pagamento de multa. A decisão também determinou a perda do cargo público e do porte de arma, por incompatibilidade entre a permanência na função e a gravidade dos crimes praticados.
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