EDUCAÇÃO
Professores e alunos tiveram o primeiro contato com as aulas online nesta segunda-feira em MT
Ano letivo nas escolas estaduais inicia com aulas online e off-line; saiba como foi
Utilizando a plataforma Microsoft Teams ou através do aplicativo WhatsApp, professores e alunos tiveram o primeiro contato com as aulas online
Adilson Rosa
Com informações Seduc MT
A primeira semana das aulas online e off-line na rede estadual de ensino foi tranquila e com muito aprendizado – tanto dos alunos como dos professores -, conforme alguns gestores ouvidos. Utilizando a plataforma Microsoft Teams ou pelo aplicativo WhatsApp, professores e alunos tiveram o primeiro contato com as aulas online pelos celulares ou estão estudando nas apostilas impressas.
Na Escola Estadual Vinícius de Moraes, localizada no município de Apiacás (a 1.010 quilômetros ao norte da Capital), o resultado foi considerado dentro do esperado, pois alguns professores e alunos tiveram que se ajustar a plataforma Microsoft Teams usada nas aulas online juntamente com o aplicativo WhatsApp.
“Para aqueles com inconsistência no Teams, o professor colocar a aula gravada no WhatsApp, com as atividades a serem realizadas. Em alguns casos, a realização das tarefas é comprovada por foto que o aluno envia do caderno. E temos também as apostilas que foram entregues”, salienta a diretora Jaqueline Marrafão.
A professora Cirlei Aparecida Silva, que leciona para 16 alunos uma turma do 2º ano do ensino fundamental teve problemas técnicos somente no primeiro dia de aula. Uma semana antes, Cirlei fez um teste com a apresentação dos alunos se apresentando aso colegas, o que os motivou mais ainda para o início das atividades não presenciais.
Na terça-feira (04.08), as aulas ocorreram normalmente. “Tudo tranquilo, com explicação de conteúdo, participação dos alunos com questionamentos e resolução das tarefas propostas. Os estudantes sem acesso à internet, atendo via ligação telefônica”, destaca. Dos 16 alunos da turma quatro utilizam o material impresso. Para a professora, as aulas online, ainda é uma novidade e, para isso, tem que pensar em estratégias novas.
A EE Rui Barbosa, tem cerca de 470 alunos matriculados sendo ensino fundamental na sede da unidade escolar, ensino médio nas escolas de campo e fundamental e médio nas comunidades indígenas. “Nas salas indígenas, temos que levar apostilas, pois a comunidade só dispõe de uma hora de geral e não há sinal de celular”, explica a diretora Jaqueline.
Créditos: Divulgação
Na EE Mundo Novo, em Alta Floresta (a 803 quilômetros ao norte de Cuiabá), a diretora Darlene Cristina Delarincy classificou de uma semana muito produtiva, o início das aulas online e off-line. A gestora e os professores estavam na expectativa das aulas remotas.
“Nossos professores participaram do curso de formação para dominar a nova tecnologia. Quem aprende primeiro, ajuda os demais. E assim iniciamos as aulas não presenciais. Com alunos usando notebook, quem não tem foi pelo celular. Para alunos sem acesso à internet, disponibilizamos as apostilas com acompanhamento via telefone”, salienta.
A diretora acrescenta que, pela plataforma, os alunos conseguem ter a explicação do professor e também tem os grupos de WhatApp da sala – cada turma tem o seu sob coordenação dos professores e equipe técnica.
Como tudo é novidade, professores utilizaram metodologias diferentes – com links no Youtube, outros com material disponibilizado no WhatsApp, tanto áudio como vídeos pequenos e imagens.
“Tivemos professores fizeram a correção das atividades interagindo com os alunos. No caso do WhatsApp, as chamadas são somente para grupo de oito. Então, o professor dividiu a sala em oito e assim vão indo criando sempre uma novidade que motiva os alunos”, comemora.
Nas primeiras séries, que a equipe gestora está dando atenção especial, as mães disponibilizaram o telefone, e com isso, conseguido ter um retorno satisfatório. No final, os alunos avaliaram a aula com vídeos curtos.
Várzea Grande
Em Várzea Grande, a coordenadora pedagógica Jandira Célia Martins Souza, da EE Fernando Leite de Campos, uma das maiores do município, explica que a primeira semana foi de ajustes, uma vez que os alunos e professores tiraram as dúvidas mais frequentes, mesmo durante as aulas. Nesse período, foram criados os grupos de WhatsApp de alunos e pais para que tirassem as dúvidas.
“Enfim, uma semana de estruturação de nossas aulas. Acredito que a maior parte das dúvidas foram esclarecidas. Os maiores acessos foram dos alunos do ensino médio”, frisa Jandira.
EDUCAÇÃO
Pé-de-Meia: confira tutorial para pais autorizarem uso da conta
Os estudantes participantes do Pé-de-Meia recebem suas parcelas em uma conta digital, aberta automaticamente pela Caixa para quem cumpre os critérios do programa, sem necessidade de solicitação. A movimentação do dinheiro — que pode chegar a R$ 9,2 mil por aluno durante todo o ensino médio — é feita pelo aplicativo Caixa Tem, da Caixa Econômica Federal.
Para participantes com menos de 18 anos, o acesso à conta deve ser liberado pela mãe, pai ou responsável legal. A mãe ou o pai poderá autorizar o uso do estudante pelo mesmo aplicativo, o Caixa Tem. Os demais responsáveis legais deverão realizar o procedimento em uma agência da Caixa. Após a autorização, o adolescente poderá utilizar a conta normalmente.
Para auxiliar os pais nessa tarefa, o Ministério da Educação (MEC) disponibilizou uma página com o passo a passo do processo. As principais dúvidas sobre o assunto também são respondidas na seção “Sou responsável por um estudante” da página de Perguntas Frequentes (FAQ) do programa.
No caso de pessoas com 18 anos ou mais, o acesso é liberado automaticamente — basta acessar o aplicativo com seu CPF e cadastrar uma senha para movimentar o dinheiro.
Condições – O programa beneficia estudantes matriculados nas redes públicas de ensino que atendem aos seguintes critérios:
- Ter entre 14 e 24 anos no ensino médio regular ou entre 19 e 24 anos na educação de jovens e adultos (EJA);
- Integrar uma família inscrita no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), com renda familiar mensal de até meio salário mínimo por pessoa;
- Possuir Cadastro de Pessoa Física (CPF) regular;
- Manter frequência escolar mínima de 80% nas aulas.
Neste ano, o MEC verificará se o jovem pode participar do programa a partir dos dados do CadÚnico incluídos até 7 de agosto de 2026.
Programa – Instituído pela Lei nº 14.818/2024, o Pé-de-Meia tem como objetivo democratizar o acesso e reduzir a desigualdade social entre os jovens, além de garantir mais inclusão social pela educação, estimulando a mobilidade social. Ao comprovar matrícula e frequência, o estudante do ensino regular recebe o pagamento de incentivos mensais de R$ 200, que podem ser sacados em qualquer momento. No caso da educação de jovens e adultos (EJA), ao comprovar matrícula, o estudante recebe um incentivo de R$ 200, além de incentivos de R$ 225 pela frequência, ambos disponíveis para saque.
O beneficiário do Pé-de-Meia ainda recebe R$ 1.000 ao final de cada ano concluído, que só podem ser retirados da poupança após a formatura no ensino médio. Considerando as parcelas de incentivo, os depósitos anuais e o adicional de R$ 200 pela participação no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), os valores chegam a R$ 9,2 mil por aluno.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Básica (SEB)
Fonte: Ministério da Educação
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