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Polícias Civil e Militar fecham ponto de venda de drogas e prendem traficante em Canarana

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Um ponto de venda de drogas que funcionava em Canarana foi desarticulado, nesta terça-feira (26.8), durante a Operação Quimera, deflagrada pela Polícia Civil e Polícia Militar no município. A operação resultou na apreensão de grande quantidade de entorpecentes já embalado para venda e diversos apetrechos relacionados ao tráfico.

Um homem responsável pelo comércio ilícito foi preso em flagrante por tráfico de drogas.

A operação teve início após a equipe da Polícia Civil receber informações de que um conhecido traficante da cidade receberia grande quantidade de maconha que seria comercializada no município e região. Com base nas informações, os policiais passaram a monitorar o endereço do suspeito, flagrando o momento em que ele chegou ao local de mototáxi.

Ao perceber a presença dos policiais nas proximidades, o suspeito tentou fugir pulando muros. Durante buscas na casa dele, foram encontrados apetrechos relacionados ao comércio de entorpecentes como, material plástico para embalo da droga, balança de precisão e diversas porções de maconha já embaladas para venda.

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Dentro de um berço, foi encontrado mais um tablete grande de maconha, escondido embaixo de algumas roupas. O suspeito foi localizado escondido em uma residência na área do imóvel. Com ele foi encontrado grande quantidade de dinheiro e um celular quebrado, possivelmente destruído para apagar outras evidências de atuação com o tráfico.

Diante dos fatos, todo material ilícito foi apreendido e o suspeito conduzido à Delegacia de Canarana, onde após ser interrogado, foi autuado em flagrante pelo crime de tráfico de drogas.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Ciúme, rejeição e crime brutal: empresário é condenado a 13 anos de prisão por matar mulher trans e abandonar corpo em lavoura de MT

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Lá JB News

por Emerson Teixeira

A condenação do empresário Jorlan Cristiano Ferreira a 13 anos e seis meses de prisão, decidida nesta quarta-feira (15), encerra uma das etapas mais marcantes de um caso que chocou Mato Grosso pela crueldade, pela tentativa de apagar vestígios do crime e pelo reconhecimento, pelo Tribunal do Júri, de que a vítima foi morta em razão de sua condição de mulher. A sentença foi proferida em Lucas do Rio Verde e reconheceu os crimes de feminicídio, fraude processual e ocultação de cadáver.

A vítima, Mayla Rafaela Martins, foi assassinada na madrugada de 16 de janeiro de 2024, nos fundos de um estabelecimento comercial localizado no bairro Parque das Emas. Segundo a denúncia do Ministério Público, Mayla foi morta com golpes de arma branca depois de recusar manter um relacionamento com o empresário. Para a acusação, o crime teve como pano de fundo o inconformismo do réu diante da negativa da vítima, revelando sentimento de posse, intolerância e desprezo à autonomia de Mayla.

Durante o julgamento, os jurados acolheram a tese do Ministério Público de que o homicídio foi praticado em razão da condição feminina da vítima. O reconhecimento de feminicídio em um caso envolvendo uma mulher transexual foi apontado pela acusação como um avanço importante na aplicação da lei e no combate à violência de gênero. A decisão reforça o entendimento de que mulheres trans também estão protegidas pela legislação que pune crimes motivados por misoginia, discriminação e menosprezo.

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As investigações mostraram que, após matar Mayla, o empresário tentou eliminar qualquer vestígio que pudesse ligá-lo ao crime. Conforme os autos, ele limpou o local do assassinato, descartou pertences pessoais da vítima e organizou o transporte do corpo para longe da cena do crime. O cadáver foi levado até uma área rural no município de Sorriso, onde foi abandonado em uma lavoura, numa tentativa de dificultar a localização e retardar o trabalho da polícia.

A frieza demonstrada na tentativa de ocultação do corpo e de manipular a cena do crime foi um dos pontos centrais levados em consideração durante o processo. A acusação sustentou que não se tratava de um crime impulsivo isolado, mas de uma sequência de atos voltados a esconder a autoria e impedir a responsabilização penal. O Tribunal do Júri acolheu essa linha de argumentação ao também condenar o réu por fraude processual e ocultação de cadáver.

O promotor de Justiça Samuel Telles Costa, que atuou no plenário, afirmou que a decisão representa uma resposta firme contra a violência motivada por preconceito de gênero. Para ele, o julgamento reafirma que crimes praticados contra mulheres — inclusive mulheres trans — não podem ser relativizados nem tratados com tolerância institucional.

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O caso provocou grande repercussão desde o início, tanto pela violência do assassinato quanto pelo simbolismo da vítima: uma jovem que teve a vida interrompida de forma brutal. A condenação de Jorlan não apaga a dor da perda, mas estabelece um precedente importante no enfrentamento à violência contra a população trans, historicamente exposta a altos índices de agressão, discriminação e mortes violentas.

Para familiares, amigos e movimentos de defesa dos direitos humanos, a sentença representa um passo importante por justiça. A história de Mayla agora se transforma também em símbolo de resistência e de luta para que crimes motivados por ódio, rejeição e discriminação sejam punidos com o rigor da lei.

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