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Polícia Civil prende homem que atacou mulher durante apresentação de empreendimento em VG

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Um homem, de 29 anos, foi preso em flagrante pela Polícia Civil, na quarta-feira (18.6), em Várzea Grande, pelos crimes de estupro, importunação sexual, ameaça, perseguição, desobediência e desacato.

A vítima, de 27 anos, registrou o boletim de ocorrência de forma online na Delegacia Digital e imediatamente as informações foram repassadas à Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, Criança e Idoso de Várzea Grande, que iniciou as diligências para apurar os fatos.

Conforme narrativa, a mulher foi atender um cliente interessado em conhecer um empreendimento e foi solicitada por ele a acompanhá-lo até o local para apresentação do projeto. Inicialmente, a visita seria realizada utilizando o veículo da comunicante, contudo, o cliente insistiu para que fossem juntos no seu próprio carro.

Conforme a vítima, desde o início, o suposto cliente passou a apresentar comportamento alterado. Durante o trajeto e, posteriormente, já no local de destino, ele passou a proferir declarações desconexas.

Ao estacionar o veículo, o suspeito passou a assediar fisicamente a comunicante, que, de forma contínua, pedia para que ele cessasse a conduta, reiterando que estava ali exclusivamente para apresentar o empreendimento.

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Mesmo diante da recusa e dos pedidos da comunicante, o suspeito chegou a apontar uma arma para a perna da vítima e, em seguida, exibiu vídeos de cunho sexual envolvendo outras mulheres, apesar da explícita recusa da comunicante em vê-los.

Assustada, a vítima conseguiu sair correndo do veículo. O suspeito ainda insistiu em levá-la de volta à empresa, o que foi feito com ela em estado de choque. No retorno, o homem tentou repetir os atos de abuso físico, momento em que a vítima novamente saiu correndo e procurou ajuda.

Logo que informados acerca do crime os policiais civis foram a campo para qualificar o suspeito, buscar filmagens, identificar testemunhas, localizar o carro do suspeito, dentre outras providências.

A equipe localizou o suspeito e o veículo dele. Ao proceder à busca pessoal e veicular, foi encontrado um simulacro de arma de fogo, o que corroborou ainda mais a narrativa da vítima. O suspeito também desacatou os policiais civis e desobedeceu às ordens emanadas.

Diante dos fatos e da conduta criminosa o suspeito foi conduzido até a Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, Criança e Idoso de Várzea Grande, onde foi interrogado pela delegada Jessica Cristina de Assis, e autuado em flagrante delito.

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Após a confecção dos autos, foi representado pela conversão da prisão em flagrante por prisão preventiva do autuado, que foi apresentado e colocado à disposição da Justiça.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Ciúme, rejeição e crime brutal: empresário é condenado a 13 anos de prisão por matar mulher trans e abandonar corpo em lavoura de MT

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Lá JB News

por Emerson Teixeira

A condenação do empresário Jorlan Cristiano Ferreira a 13 anos e seis meses de prisão, decidida nesta quarta-feira (15), encerra uma das etapas mais marcantes de um caso que chocou Mato Grosso pela crueldade, pela tentativa de apagar vestígios do crime e pelo reconhecimento, pelo Tribunal do Júri, de que a vítima foi morta em razão de sua condição de mulher. A sentença foi proferida em Lucas do Rio Verde e reconheceu os crimes de feminicídio, fraude processual e ocultação de cadáver.

A vítima, Mayla Rafaela Martins, foi assassinada na madrugada de 16 de janeiro de 2024, nos fundos de um estabelecimento comercial localizado no bairro Parque das Emas. Segundo a denúncia do Ministério Público, Mayla foi morta com golpes de arma branca depois de recusar manter um relacionamento com o empresário. Para a acusação, o crime teve como pano de fundo o inconformismo do réu diante da negativa da vítima, revelando sentimento de posse, intolerância e desprezo à autonomia de Mayla.

Durante o julgamento, os jurados acolheram a tese do Ministério Público de que o homicídio foi praticado em razão da condição feminina da vítima. O reconhecimento de feminicídio em um caso envolvendo uma mulher transexual foi apontado pela acusação como um avanço importante na aplicação da lei e no combate à violência de gênero. A decisão reforça o entendimento de que mulheres trans também estão protegidas pela legislação que pune crimes motivados por misoginia, discriminação e menosprezo.

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As investigações mostraram que, após matar Mayla, o empresário tentou eliminar qualquer vestígio que pudesse ligá-lo ao crime. Conforme os autos, ele limpou o local do assassinato, descartou pertences pessoais da vítima e organizou o transporte do corpo para longe da cena do crime. O cadáver foi levado até uma área rural no município de Sorriso, onde foi abandonado em uma lavoura, numa tentativa de dificultar a localização e retardar o trabalho da polícia.

A frieza demonstrada na tentativa de ocultação do corpo e de manipular a cena do crime foi um dos pontos centrais levados em consideração durante o processo. A acusação sustentou que não se tratava de um crime impulsivo isolado, mas de uma sequência de atos voltados a esconder a autoria e impedir a responsabilização penal. O Tribunal do Júri acolheu essa linha de argumentação ao também condenar o réu por fraude processual e ocultação de cadáver.

O promotor de Justiça Samuel Telles Costa, que atuou no plenário, afirmou que a decisão representa uma resposta firme contra a violência motivada por preconceito de gênero. Para ele, o julgamento reafirma que crimes praticados contra mulheres — inclusive mulheres trans — não podem ser relativizados nem tratados com tolerância institucional.

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O caso provocou grande repercussão desde o início, tanto pela violência do assassinato quanto pelo simbolismo da vítima: uma jovem que teve a vida interrompida de forma brutal. A condenação de Jorlan não apaga a dor da perda, mas estabelece um precedente importante no enfrentamento à violência contra a população trans, historicamente exposta a altos índices de agressão, discriminação e mortes violentas.

Para familiares, amigos e movimentos de defesa dos direitos humanos, a sentença representa um passo importante por justiça. A história de Mayla agora se transforma também em símbolo de resistência e de luta para que crimes motivados por ódio, rejeição e discriminação sejam punidos com o rigor da lei.

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