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Paralisação das obras no Portão do Inferno gera prejuízos ao turismo e produtores locais, destaca Max Russi

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Por Alisson Gonçalves

 

O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Max Russi (PSB), voltou a cobrar do governo estadual uma solução urgente para os acessos à cidade turística de Chapada dos Guimarães, paralisados desde a interrupção da obra no trecho conhecido como Portão do Inferno, na Rodovia Emanuel Pinheiro (MT-251).

Orçada em R$ 29,5 milhões, a intervenção tinha como objetivo conter deslizamentos na região, mas enfrenta obstáculos técnicos e administrativos que comprometeram seu andamento.

“A gente tem que procurar minimizar isso o mais rápido possível, pelo que significa Chapada em tempo de fortalecimento até do turismo do estado”, afirmou Russi, em entrevista concedida nesta quarta-feira,02.

Para ele, a construção de um túnel é a única solução definitiva para o problema, cuja inércia já impacta negativamente a economia local.

O prefeito de Chapada dos Guimarães, Osmar Froner de Mello (PSD), reforçou a gravidade da situação ao enviar, na última semana, um ofício à ALMT pedindo medidas emergenciais para reduzir os prejuízos à cidade. Max Russi revelou que já se reuniu com o governador Mauro Mendes (União Brasil) e que a responsabilidade foi repassada ao secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Garcia, e ao titular da Sinfra, Marcelo de Oliveira, o “Marcelo Padeiro”.

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A crítica mais contundente do parlamentar recai sobre o modelo de contratação da empresa responsável pela obra, a Lotufo Engenharia e Construção, que venceu o contrato mesmo antes da liberação da licença ambiental.

“É algo até estranho. Já sabiam quem ia fazer a obra quando ainda se discutia a licença. Eu nunca vi isso”, disparou.

O projeto, anunciado em março de 2024, previa a conclusão em 120 dias, com técnicas de retaludamento e recuo da estrada em dez metros para melhorar a segurança no trecho. Porém, análises geológicas recentes identificaram falhas nos estudos iniciais e indicaram que o tipo de solo tornava “quase impossível” seguir com a execução conforme o traçado original, segundo declarou o governador Mauro Mendes.

Max Russi lamentou a paralisação e classificou o impacto como severo: “Frustrou, frustrou, lógico. O prejuízo é grande, né?”. Ele também criticou as restrições impostas à estrada Água Fria durante o período seco, alegando que isso impede investimentos importantes dos produtores rurais locais.

A indefinição em torno da continuidade da obra e a ausência de soluções rápidas acentuam o desgaste político e social em uma das regiões mais visitadas do estado. Chapada dos Guimarães, conhecida por suas belezas naturais, vive o contraste entre o potencial turístico e a fragilidade da sua principal via de acesso.

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Pivetta rebate críticas Lula, diz VLT era “inviável” e garante definição de veículo e entrega do novo modal até o fim do mandato, “ Um verdadeiro pepino” VEJA O VÍDEO

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pir Nayara Cristina

lula critica “obra sem fim” em cuiabá, e pivetta reage ao embate sobre futuro do transporte coletivo

A recente troca de críticas entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador em exercício Otaviano Pivetta reacendeu um dos capítulos mais emblemáticos e prolongados da infraestrutura urbana de Mato Grosso: o impasse envolvendo os modais de transporte coletivo entre Cuiabá e Várzea Grande.

Durante agenda recente, Lula fez críticas diretas à descontinuidade do projeto do VLT e à substituição pelo BRT, classificando o caso como exemplo de obras públicas paralisadas e decisões que resultam em desperdício de recursos. O presidente citou, inclusive, o fato de os vagões originalmente adquiridos para Cuiabá terem sido vendidos ao governo da Bahia e hoje estarem em operação em Salvador. Para ele, a situação evidencia falhas de gestão e a interrupção de projetos por motivações políticas, ressaltando que, na capital mato-grossense, “nem o VLT, nem o BRT, nem qualquer solução está funcionando”  .

A crítica ocorre sobre um histórico que se arrasta há mais de uma década. O VLT começou a ser implantado em 2012 como uma das principais obras de mobilidade para a Copa do Mundo de 2014, com previsão de ligar pontos estratégicos entre Cuiabá e Várzea Grande. No entanto, o projeto foi interrompido em 2015 em meio a investigações sobre irregularidades e suspeitas de fraudes, tornando-se símbolo de atrasos e problemas administrativos  . Em 2020, o governo estadual decidiu abandonar definitivamente o modelo e substituí-lo pelo BRT, alegando inviabilidade econômica e técnica do sistema sobre trilhos.

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Apesar da mudança, o BRT também não avançou no ritmo esperado. As obras seguem incompletas, com sucessivos entraves contratuais e operacionais, alimentando a percepção de um ciclo contínuo de indefinições. Dados recentes apontam que o novo sistema ainda não alcançou sequer um terço da execução prevista  .

A resposta de Pivetta veio em tom firme. O governador rebateu as declarações do presidente e afirmou que Lula não possui conhecimento técnico suficiente para avaliar a viabilidade dos modais. Segundo ele, o VLT era “completamente inviável” desde sua concepção, destacando que houve erros estruturais no projeto, como a compra antecipada dos trens antes mesmo da conclusão da infraestrutura. Pivetta classificou o legado recebido como um “pepino” herdado de gestões anteriores e defendeu que a venda dos vagões foi uma solução para reduzir prejuízos e viabilizar um novo modelo de transporte mais moderno e eficiente  .

O governador também afirmou que os recursos obtidos com a venda dos trens serão integralmente destinados à implantação de um sistema atualizado, com possibilidade de incorporar novas tecnologias e fontes energéticas, como etanol, biodiesel e energia solar. Embora mantenha o BRT como base, ele não descartou a análise de outros formatos de transporte coletivo, indicando que a decisão final ainda está em avaliação técnica.

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O embate político ocorre em meio a uma população que convive há anos com obras inacabadas, desvios viários e a ausência de um sistema estruturado de mobilidade urbana. O caso do VLT/BRT tornou-se um símbolo local de promessas não cumpridas, mudanças de rumo e disputas entre diferentes gestões.

Agora, com o debate reaberto em nível nacional, a pressão aumenta para que o Estado finalmente apresente uma solução definitiva. Enquanto isso, Cuiabá e Várzea Grande seguem aguardando o desfecho de uma obra que começou há mais de uma década e que ainda não conseguiu sair do papel — independentemente do modal escolhido.

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