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Pantanal começa a registrar primeiros focos de incêndios

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Tragédia à vista: Pantanal começa a registrar incêndios

Imagens de satélite mostra que fogo começou na terra indígena dos Guatós

Os produtores rurais do Pantanal Mato-grossense estão preocupados com um foco de incêndio registrado ontem na área dos indígenas Guatós. O fogo começou por volta das 11h desta segunda-feira (5) e, às 17h, já havia consumido uma área de 2 km, conforme mostram as imagens de satélite.

O presidente do Sindicato Rural de Poconé e membro do Guardiões do Pantanal, Raul Santos, explica que o combate ao fogo na região é complicado porque, como se trata de terra indígena, é necessária uma autorização da Fundação Nacional do Índio (Funai) para os bombeiros entrarem no local. Até o final da tarde de ontem, eles não haviam conseguido o contato.

Segundo Júnior Íris, que é proprietário de uma área no entorno da reserva, a situação gera pânico na região devido ao cenário vivido no ano passado, quando os incêndios atingiram 2,1 milhões de hectares.

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O medo é que as chamas se espalhem rapidamente, dificultando o combate por parte dos bombeiros, brigadistas e pantaneiros, que foram qualificados para o combate ao fogo.

Tanto a Secretaria de Estado de Meio Ambiente, como o Corpo de Bombeiros, foram acionados e tentam fazer a intervenção na área, que todos anos tem registro de incêndio neste período.

 

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Registro de 99 espécies entre Cerrado e Pantanal ajuda cientistas a analisarem futuro dos biomas

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JB News

O mapeamento de espécies tem papel fundamental para orientar ações de conservação e preservação da fauna. Para acompanhar os impactos das mudanças climáticas e os efeitos causados pelo homem, pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisa do Pantanal (INPP) e da Universidade Federal de Mato Grosso registraram 99 espécies do Cerrado e do Pantanal, entre elas, 36 espécies de anfíbios. A pesquisa foi feita no Parque Sesc Serra Azul, em Mato Grosso (MT), no decorrer de 11 meses.

Leia o estudo sobre a diversidade de anfíbios e répteis do Parque Sesc Serra Azul (inglês)

Para o biólogo e pesquisador do INPP Leonardo Moreira, a partir desse estudo será possível criar uma linha base para identificar mudanças a longo prazo, como a diminuição ou o desaparecimento de espécies mais sensíveis ou a expansão de outras em ambientes mais alterados. O especialista, que é um dos autores do levantamento, destaca que muitas dessas alterações não acontecem isoladamente. “É necessário um conjunto de fatores, como clima, expansão agrícola e mineração para que isso ocorra”, pontua.

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Segundo Moreira, a transformação das áreas naturais afeta o regime hídrico. O excesso de água na estação das chuvas no Cerrado abastece a planície pantaneira. Porém, o uso indevido das áreas úmidas, como o abastecimento, a irrigação e a indústria, interfere no armazenamento de água no Pantanal. Isso impacta diretamente nas áreas fundamentais para a reprodução de anfíbios.

O estudo contou com a participação de colaboradores locais do parque. Os pesquisadores passaram instruções sobre como fotografar e registrar os animais e as informações que eles precisavam enviar com os registros. Quinze voluntários participaram e ajudaram a registrar 38 espécies de répteis.

A participação das pessoas que vivem ou trabalham na região pode fazer uma diferença enorme para a ciência. O grupo de pesquisadores registrou 36 espécies de anfíbios (entre sapos, rãs e pererecas) e 63 répteis (incluindo cobras, lagartos, jabutis, cágados e jacarés). Desse total, 11 não teriam sido encontrados pela equipe de pesquisadores sem a participação da população.

O crescimento de infraestruturas, como estradas e áreas urbanas, tem uma série de efeitos negativos sobre a fauna, juntando-se aos desafios impostos pela mudança do clima em andamento. Algumas espécies tendem a ser mais dependentes de condições específicas e assim acabam sendo mais vulneráveis a mudanças no ambiente. Entender como esses animais estão lidando com o efeito dos conjuntos de tanta transformação é essencial para uma melhor ação de preservação.

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As informações Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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