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No Araguaia, Gisela Simona reúne população e diz que mandato precisa de ouvir para propor

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NA ESTRADA

Por Marisa Batalha

Foto arte: Emerson Teixeira-JB News

A deputada federal Gisela Simona (União Brasil) iniciou nesta semana, a segunda fase do projeto ‘Gisela na Estrada’, agora voltada ao Leste do Araguaia, em uma travessia que reafirma seu compromisso com a presença territorial e o diálogo direto com as realidades do interior de Mato Grosso. O novo roteiro inclui Paranatinga, Gaúcha do Norte, Confresa, Nova Nazaré e Campinápolis, municípios estratégicos de uma região que por décadas esteve à margem das decisões políticas e que vive atualmente uma transformação econômica e social.

São 1.058 quilômetros percorridos, em trechos que mesclam rodovias asfaltadas e ainda algumas estradas de chão, atravessando um dos principais eixos produtivos do Estado, marcado pela força do agronegócio, pela expansão de distritos industriais e por investimentos em infraestrutura realizados pelo governo do Estado.

Mais do que cumprir agenda, a deputada aposta nesta jornada como um comprometimento político, ao escutar lideranças locais, dialogar com a população e transformar demandas concretas em proposições legislativas.

Vice-líder do maior bloco parlamentar, formado por oito partidos e 363 parlamentares e ainda líder da bancada feminina do União Brasil, na Câmara dos Deputados, Gisela ao reeditar esta travessia pelo interior de Mato Grosso, sinaliza mais uma vez que o mandato não se limita à Brasília, mas na escuta ativa e no diálogo permanente com diferentes representantes políticos e da sociedade civil.

A escolha, aliás, do período reforça seu compromisso de aprofundar o diálogo com municípios que, ao longo dos últimos 30 meses, receberam suas emendas parlamentares, especialmente na área da saúde. Além, obviamente, de ser uma oportunidade única de avaliar de perto os impactos dessas ações na vida da população.

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Para Gisela Simona, a jornada pelo Araguaia carrega um forte simbolismo histórico. Conhecida por décadas como o ‘Vale dos Esquecido’, a região passa hoje por um processo de reconfiguração econômica, impulsionado por investimentos públicos e privados, especialmente em logística e infraestrutura viária. “Estamos falando de um território que por muito tempo ficou à margem das decisões. Hoje, com investimentos do governo do Estado e articulação política séria, estamos transformando esse espaço em um verdadeiro Vale da Prosperidade”, afirma a deputada.

A agenda inclui reuniões com prefeitos, vereadores, lideranças comunitárias, gestores públicos e representantes do setor produtivo, além de encontros com mulheres indígenas, com destaque para Gaúcha do Norte, onde Gisela ministra palestra sobre o combate à violência contra a mulher. A ação dialoga diretamente com uma das frentes mais consistentes de seu mandato: a defesa dos direitos das mulheres, sobretudo daquelas que vivem em contextos de maior vulnerabilidade social e institucional.

Outro eixo central da viagem é a defesa do consumidor, área que projetou nacionalmente a atuação de Gisela Simona e consolidou sua identidade política como Gisela do Procon. Durante a passagem pelos municípios, a deputada realiza palestras e orientações sobre os golpes que têm vitimado aposentados, pensionistas do INSS, idosos e pessoas com deficiência. Entre os temas abordados estão fraudes financeiras, empréstimos consignados irregulares e contratos abusivos, com foco tanto na prevenção quanto na orientação sobre direitos e mecanismos de reparação.

A segunda fase do Gisela na Estrada acontece na sequência de uma intensa agenda cumprida recentemente no norte de Mato Grosso. Na semana anterior, a parlamentar percorreu cerca de 2.200 quilômetros, visitando municípios como Colíder, Alta Floresta, Paranaíta, Carlinda, Nova Canaã do Norte, Santa Helena e Santa Carmem. O roteiro incluiu reuniões, e longas rodas de rodas, reforçando a estratégia de aproximação direta com os territórios e com suas lideranças mais proeminentes.

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Embora tenha ganhado novo fôlego em 2026, o ‘Gisela na Estrada’ não é uma iniciativa recente. Sua primeira edição foi realizada em julho do ano passado, quando a deputada dedicou duas semanas do recesso parlamentar para percorrer inicialmente nove cidades do Meio-Oeste e, posteriormente, outras 11 do Noroeste de Mato Grosso. À época, o projeto já se consolidava como um instrumento de mapeamento político e social, capaz de levar à Câmara Federal demandas reais colhidas diretamente nos municípios.

“Foi uma oportunidade única de observar prioridades, vivenciar necessidades e conhecer comunidades que muitas vezes estão fora do radar das decisões nacionais”, definiu Gisela naquela ocasião.

Conhecedora de grande parte dos 142 municípios de Mato Grosso, a deputada intensifica agora uma estratégia que combina presença física, articulação institucional e produção legislativa ancorada na realidade dos territórios.

Ao cruzar estradas asfaltadas e de chão batido, a parlamentar reafirma um conceito que tem orientado o seu mandato: a política não se faz apenas dentro do plenário da Câmara dos Deputados ou em seus corredores, mas também na escuta qualificada, nas conversas francas e na disposição de transformar demandas locais em políticas públicas concretas.

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Pivetta rebate críticas Lula, diz VLT era “inviável” e garante definição de veículo e entrega do novo modal até o fim do mandato, “ Um verdadeiro pepino” VEJA O VÍDEO

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pir Nayara Cristina

lula critica “obra sem fim” em cuiabá, e pivetta reage ao embate sobre futuro do transporte coletivo

A recente troca de críticas entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador em exercício Otaviano Pivetta reacendeu um dos capítulos mais emblemáticos e prolongados da infraestrutura urbana de Mato Grosso: o impasse envolvendo os modais de transporte coletivo entre Cuiabá e Várzea Grande.

Durante agenda recente, Lula fez críticas diretas à descontinuidade do projeto do VLT e à substituição pelo BRT, classificando o caso como exemplo de obras públicas paralisadas e decisões que resultam em desperdício de recursos. O presidente citou, inclusive, o fato de os vagões originalmente adquiridos para Cuiabá terem sido vendidos ao governo da Bahia e hoje estarem em operação em Salvador. Para ele, a situação evidencia falhas de gestão e a interrupção de projetos por motivações políticas, ressaltando que, na capital mato-grossense, “nem o VLT, nem o BRT, nem qualquer solução está funcionando”  .

A crítica ocorre sobre um histórico que se arrasta há mais de uma década. O VLT começou a ser implantado em 2012 como uma das principais obras de mobilidade para a Copa do Mundo de 2014, com previsão de ligar pontos estratégicos entre Cuiabá e Várzea Grande. No entanto, o projeto foi interrompido em 2015 em meio a investigações sobre irregularidades e suspeitas de fraudes, tornando-se símbolo de atrasos e problemas administrativos  . Em 2020, o governo estadual decidiu abandonar definitivamente o modelo e substituí-lo pelo BRT, alegando inviabilidade econômica e técnica do sistema sobre trilhos.

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Apesar da mudança, o BRT também não avançou no ritmo esperado. As obras seguem incompletas, com sucessivos entraves contratuais e operacionais, alimentando a percepção de um ciclo contínuo de indefinições. Dados recentes apontam que o novo sistema ainda não alcançou sequer um terço da execução prevista  .

A resposta de Pivetta veio em tom firme. O governador rebateu as declarações do presidente e afirmou que Lula não possui conhecimento técnico suficiente para avaliar a viabilidade dos modais. Segundo ele, o VLT era “completamente inviável” desde sua concepção, destacando que houve erros estruturais no projeto, como a compra antecipada dos trens antes mesmo da conclusão da infraestrutura. Pivetta classificou o legado recebido como um “pepino” herdado de gestões anteriores e defendeu que a venda dos vagões foi uma solução para reduzir prejuízos e viabilizar um novo modelo de transporte mais moderno e eficiente  .

O governador também afirmou que os recursos obtidos com a venda dos trens serão integralmente destinados à implantação de um sistema atualizado, com possibilidade de incorporar novas tecnologias e fontes energéticas, como etanol, biodiesel e energia solar. Embora mantenha o BRT como base, ele não descartou a análise de outros formatos de transporte coletivo, indicando que a decisão final ainda está em avaliação técnica.

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O embate político ocorre em meio a uma população que convive há anos com obras inacabadas, desvios viários e a ausência de um sistema estruturado de mobilidade urbana. O caso do VLT/BRT tornou-se um símbolo local de promessas não cumpridas, mudanças de rumo e disputas entre diferentes gestões.

Agora, com o debate reaberto em nível nacional, a pressão aumenta para que o Estado finalmente apresente uma solução definitiva. Enquanto isso, Cuiabá e Várzea Grande seguem aguardando o desfecho de uma obra que começou há mais de uma década e que ainda não conseguiu sair do papel — independentemente do modal escolhido.

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