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PL de Buzetti, que combate a pedofilia, é aprovado no Senado e agora segue para a Câmara

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Por Jad Laranjeira

Com menos de um mês entre a apresentação e a votação final no Senado, o PL 2810/2025, da senadora Margareth Buzetti (PSD-MT), avançou nesta terça-feira (09) em decisão terminativa na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

A proposta, que aumenta penas para crimes sexuais contra crianças, dificulta a progressão de regime para condenados por pedofilia e proíbe criminosos sexuais de trabalhar em locais com circulação de crianças, segue agora para a Câmara dos Deputados.

“Quero chamar a atenção para o que aprovamos aqui hoje. É um projeto robusto, que não trata apenas do aumento de pena, que normalmente figura nas manchetes.

A gente ignora que um pedófilo hoje tem o mesmo direito de progredir de regime que alguém que roubou um carro, por exemplo. O futuro de uma criança tem o mesmo valor que um carro? Essa é uma das mudanças que propomos”, defendeu Margareth durante a votação do projeto.

Para o relator, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), a proposta apresentada pela senadora de Mato Grosso ficou robusta e enfrenta de forma direta o crime contra menores.

“O projeto traz endurecimento penal, medidas de proteção para as vítimas e está inserido num contexto que se alinha com o que o Congresso vem fazendo. Essa proposta assegura proteção às vítimas de crimes que estão enraizados na sociedade”, afirmou.

O senador Sérgio Moro (União-PR) elogiou a proposta e apresentou duas emendas. A primeira sugere que investigados e condenados por crimes contra a dignidade sexual sejam submetidos obrigatoriamente à identificação do perfil genético, com coleta de DNA, no momento da prisão preventiva ou do ingresso no sistema prisional.

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Outra emenda apresentada endurece ainda mais o acesso a benefícios penais: determina que o condenado por crimes sexuais só poderá progredir de regime ou obter outros benefícios, como saídas temporárias, caso o exame criminológico comprove que não há indícios de que voltará a cometer crimes do mesmo tipo. Ambas foram acatadas pelo relator, senador Alessandro Vieira.

Confira as principais mudanças propostas:

Pedófilos longe das crianças
Entre as inovações do projeto está a proibição de que agressores trabalhem em locais com presença de crianças. De acordo com o texto, o juiz poderá determinar essa restrição em qualquer fase da investigação ou do processo, desde que haja indícios suficientes do crime e risco à integridade da vítima. A medida vale para escolas, creches, clubes, igrejas ou qualquer outro ambiente frequentado por crianças e pessoas vulneráveis.

Regime fechado
Diferente do que ocorre na lei do Pacote Antifeminicídio, também de autoria da senadora Margareth Buzetti, em que o condenado precisa cumprir 55% da pena para progredir de regime, no PL apresentado Buzetti condiciona a progressão de pena ao exame criminológico. Ou seja: se no exame for constatado que o condenado ainda oferece risco à sociedade, ele terá que continuar em regime fechado, garantindo segurança às crianças e adolescentes.

Segurança nas redes sociais
Outro ponto relevante do projeto é a responsabilização das plataformas digitais, que passam a ser obrigadas não apenas a remover imediatamente conteúdos abusivos envolvendo crianças e adolescentes, mas também a comunicar o caso às autoridades e entregar o material às forças de segurança, com dados que auxiliem na investigação e na identificação dos autores.

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Tornozeleira na hora
Margareth Buzetti também incluiu no texto a possibilidade de aplicação imediata de medidas protetivas, nos moldes da Lei Maria da Penha, como o uso de tornozeleira eletrônica.

Descumprir medida protetiva será crime
O projeto ainda tipifica como crime o descumprimento dessas medidas protetivas quando concedidas a crianças, adolescentes ou pessoas em condição de vulnerabilidade.

“O projeto é duro, sim, mas também é responsável. Ele pune com mais rigor, protege a vítima desde o primeiro momento e atua para evitar que o crime volte a acontecer. Estamos fazendo a nossa parte para proteger a infância brasileira”, defende a senadora.

Tratamento psicológico
O projeto também prevê o acolhimento psicológico, tanto para a vítima quanto para seus familiares e, quando necessário, para o próprio agressor. No Estatuto da Criança e do Adolescente, o texto altera o artigo 101 para garantir tratamento médico, psicológico ou psiquiátrico extensivo às famílias, especialmente em casos de crimes contra a dignidade sexual. Já no Estatuto da Pessoa com Deficiência, assegura-se atendimento psicológico especializado às vítimas e também aos seus familiares e cuidadores. Para os agressores, o projeto prevê, entre as medidas protetivas urgentes, a possibilidade de encaminhamento a programas de recuperação, reeducação e acompanhamento psicossocial, desde que autorizado judicialmente, como forma de reduzir o risco de reincidência.

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Pivetta rebate críticas Lula, diz VLT era “inviável” e garante definição de veículo e entrega do novo modal até o fim do mandato, “ Um verdadeiro pepino” VEJA O VÍDEO

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pir Nayara Cristina

lula critica “obra sem fim” em cuiabá, e pivetta reage ao embate sobre futuro do transporte coletivo

A recente troca de críticas entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador em exercício Otaviano Pivetta reacendeu um dos capítulos mais emblemáticos e prolongados da infraestrutura urbana de Mato Grosso: o impasse envolvendo os modais de transporte coletivo entre Cuiabá e Várzea Grande.

Durante agenda recente, Lula fez críticas diretas à descontinuidade do projeto do VLT e à substituição pelo BRT, classificando o caso como exemplo de obras públicas paralisadas e decisões que resultam em desperdício de recursos. O presidente citou, inclusive, o fato de os vagões originalmente adquiridos para Cuiabá terem sido vendidos ao governo da Bahia e hoje estarem em operação em Salvador. Para ele, a situação evidencia falhas de gestão e a interrupção de projetos por motivações políticas, ressaltando que, na capital mato-grossense, “nem o VLT, nem o BRT, nem qualquer solução está funcionando”  .

A crítica ocorre sobre um histórico que se arrasta há mais de uma década. O VLT começou a ser implantado em 2012 como uma das principais obras de mobilidade para a Copa do Mundo de 2014, com previsão de ligar pontos estratégicos entre Cuiabá e Várzea Grande. No entanto, o projeto foi interrompido em 2015 em meio a investigações sobre irregularidades e suspeitas de fraudes, tornando-se símbolo de atrasos e problemas administrativos  . Em 2020, o governo estadual decidiu abandonar definitivamente o modelo e substituí-lo pelo BRT, alegando inviabilidade econômica e técnica do sistema sobre trilhos.

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Apesar da mudança, o BRT também não avançou no ritmo esperado. As obras seguem incompletas, com sucessivos entraves contratuais e operacionais, alimentando a percepção de um ciclo contínuo de indefinições. Dados recentes apontam que o novo sistema ainda não alcançou sequer um terço da execução prevista  .

A resposta de Pivetta veio em tom firme. O governador rebateu as declarações do presidente e afirmou que Lula não possui conhecimento técnico suficiente para avaliar a viabilidade dos modais. Segundo ele, o VLT era “completamente inviável” desde sua concepção, destacando que houve erros estruturais no projeto, como a compra antecipada dos trens antes mesmo da conclusão da infraestrutura. Pivetta classificou o legado recebido como um “pepino” herdado de gestões anteriores e defendeu que a venda dos vagões foi uma solução para reduzir prejuízos e viabilizar um novo modelo de transporte mais moderno e eficiente  .

O governador também afirmou que os recursos obtidos com a venda dos trens serão integralmente destinados à implantação de um sistema atualizado, com possibilidade de incorporar novas tecnologias e fontes energéticas, como etanol, biodiesel e energia solar. Embora mantenha o BRT como base, ele não descartou a análise de outros formatos de transporte coletivo, indicando que a decisão final ainda está em avaliação técnica.

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O embate político ocorre em meio a uma população que convive há anos com obras inacabadas, desvios viários e a ausência de um sistema estruturado de mobilidade urbana. O caso do VLT/BRT tornou-se um símbolo local de promessas não cumpridas, mudanças de rumo e disputas entre diferentes gestões.

Agora, com o debate reaberto em nível nacional, a pressão aumenta para que o Estado finalmente apresente uma solução definitiva. Enquanto isso, Cuiabá e Várzea Grande seguem aguardando o desfecho de uma obra que começou há mais de uma década e que ainda não conseguiu sair do papel — independentemente do modal escolhido.

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