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Não deixe sua visibilidade nas redes torturar você no cotidiano

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 Paulo Fernando Silvestre Jr.

 

Quem nunca fez uma publicação nas redes sociais e ficou feliz quando ganhou um monte de “curtidas” ou seu post “viralizou”?

Fenômeno criado por uma vida hiperconectada, essa sensação não se relaciona a futilidade. As “curtidas” estimulam a produção de dopamina, um neurotransmissor produzido pelo nosso cérebro que provoca sensações de prazer e alegria. Essas plataformas digitais sabem disso e deliberadamente criam mecanismos para incentivar os usuários a buscar a tal “viralização”. Dessa maneira, ficam ligados a seus produtos.

Do lado das empresas, uma boa exibição nas redes sociais potencialmente se reverte em bons negócios. Compreender o funcionamento dos algoritmos e entregar conteúdos interessantes para seu público se tornaram ferramentas poderosas para se conseguir clientes.

O problema é quando isso sai do controle. Não nos viciamos em “curtidas”, mas podemos ficar dependentes quimicamente da dopamina que ela nos proporciona. Da mesma forma, empresas podem ficar atreladas ao digital para continuar operando.

Como disse Edward Tufte, professor da Universidade de Yale (EUA), no documentário “O Dilema das Redes” (disponível na Netflix), “existem apenas duas indústrias que chamam seus clientes de usuários: a de drogas e a de software”.

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O problema é que, em última instância, nós não temos nenhum controle sobre esses mecanismos. Algo que traz ótimos resultados nas redes sociais hoje pode literalmente parar de funcionar amanhã. Isso acontece porque as plataformas mudam continuamente os critérios de relevância de seus algoritmos.

Se isso acontece, não há nada a se fazer, a não ser tentar encontrar um novo caminho de sucesso de acordo com os novos critérios, que nunca são totalmente conhecidos. Nessa busca, muitas pessoas se deprimem e muitos gestores enlouquecem.

Não caia nessa armadilha! Um uso saudável das redes sociais e mesmo negócios derivados dela não podem depender umbilicalmente das curtidas. O que realmente importa é fazer sua mensagem chegar às pessoas certas, que não precisam ser muitas. Quando se consegue fazer isso, elas passam a interagir mais com as publicações, despertando a atenção dos algoritmos das redes sociais, que passam, então, a entregar as publicações para mais gente.

Abordo esse e outros temas relacionados no vídeo da minha Pílula de Cultura Digital dessa semana. Confira e diga nos comentários como você se relaciona com esse assédio das redes sociais.

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Tecnologia

MCTI e CNPq realizam monitoramento e avaliação de projetos de pesquisa sobre mudança do clima

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O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), por meio da Coordenação-Geral de Ciência do Clima, e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), iniciaram na terça-feira (14), em Brasília (DF), a avaliação e monitoramento de projetos de pesquisa sobre mudança do clima. Ao longo de três dias, coordenadores de 30 dos 68 projetos selecionados por meio do edital 59/2022, apresentarão informações sobre os avanços e resultados alcançados.

O seminário concentra os projetos envolvendo meteorologia e projeções. Os dados são avaliados por um comitê científico formado por três renomados pesquisadores na área de mudança do clima. Os demais 38 projetos serão avaliados em outro seminário.

A chamada investiu R$ 50 milhões de recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) no desenvolvimento de projetos voltados à produção de conhecimento para soluções e tecnologias associadas à mitigação e adaptação à mudança do clima. O edital contemplou cinco linhas de pesquisa envolvendo modelagem do sistema climático global, impactos, vulnerabilidade e adaptação, e monitoramento e previsão de desastres; desenvolvimento em tecnologias para redução de emissões de gases de efeito estufa; conscientização e aumento da difusão do conhecimento; simulações econômicas para crescimento verde e projetos de grupos de pesquisa emergentes.

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Segundo o coordenador de Mudanças Ambientais Globais do MCTI, Antonio Marcos Mendonça, os resultados apresentados têm colaborado para avançar na fronteira do conhecimento sobre diferentes aspectos da agenda climática, considerando a realidade nacional, e alguns dos resultados têm potencial para serem utilizados em plataformas, como o AdaptaBrasil, e relacionados a emissões de gases de efeito estufa. Um dos trabalhos, por exemplo, abordou o índice de vulnerabilidade costeira, com produção de dados que podem ser relevantes para as questões de adaptação no país.

Previsto em edital, o seminário é um mecanismo para acompanhamento dos avanços e desafios encontrados durante a execução dos projetos. Conforme a coordenadora dos Programas de Pesquisa em Ciências Ambientais e do Mar do CNPq, Margareth Carvalho, além de obter o retorno dos pesquisadores, o momento permite que o comitê científico avalie consistência e coerência entre o projeto apresentado e os resultados alcançados. “A gente precisa entender se o que foi previsto e o que foi avaliado pelo comitê faz sentido, porque haverá outras chamadas pela frente”, afirma Carvalho sobre a importância das reuniões de acompanhamento.

Em maio de 2025, o conselho diretor do FNDCT aprovou o programa SOS Clima Brasil, voltado ao monitoramento e enfrentamento da mudança do clima. O MCTI e o CNPq são responsáveis pela elaboração dos editais que contemple as demandas. Nesse sentido, o seminário também apresenta subsídios que ajudam a pensar as próximas chamadas.

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Integração de pesquisadores

O pesquisador do Instituto de Energia e Ambiente da Universidade de São Paulo (USP), Tércio Ambrizzi, integra o comitê científico de avaliação dos projetos. Ele destacou como o seminário é um ambiente que fomenta a integração dos diferentes grupos de pesquisa, especialmente na área climática, que é transversal com forte característica inter e multidisciplinar. “Temos uma oportunidade única de discutir o que está sendo desenvolvido e formar sinergias”, expressou.

Ambrizzi afirmou que os resultados apresentados no primeiro dia do seminário sinalizam como a ciência tem evoluído e a capacidade de resiliência dos pesquisadores diante de dificuldades. Sobre uma das linhas do edital ter sido direcionada a grupos emergentes, o pesquisador disse que esse tipo de ação é fundamental para apoiar as novas gerações e que os resultados observados até o momento revelam produção de ciência de qualidade. Ele ainda defendeu a continuidade de chamadas para pesquisa, desenvolvimento e inovação. Além de ser uma discussão atual, o fomento à pesquisa na área climática beneficia a sociedade brasileira e tem impacto global.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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