Geral
MT Muxirum e Alfabetiza MT são lançados na Assembleia: Max destaca apoio do Parlamento nos encaminhamentos
“É triste saber que Mato Grosso tem praticamente 6% de analfabetos. Precisamos avançar. Não adianta sermos reconhecidos como o celeiro do país, campeão na produção de soja, milho, algodão e de rebanho bovino e receber destaque no analfabetismo”.
Por Márcia Martins
Foram lançados na manhã desta quarta-feira (11), no Teatro do Cerrado Zulmira Canavarros, dois programas educacionais: O Alfabetiza MT e o Mais MT Muxirum. O primeiro privilegia alfabetizar crianças até o 2º ano do Ensino Fundamental e o segundo favorece o aumento do índice educacional entre jovens e adultos – pessoas com mais de 15 anos, em 5 anos. Durante o evento, o presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi (PSB), destacou a forte participação do Parlamento na aprovação dos projetos, garantindo apoio para o governo dar início ao início aos programas.
Max parabenizou o trabalho do governador Mauro Mendes (DEM), do secretário de Educação, Alan Porto e toda a equipe da Seduc/MT pela condução dos trabalhos. O presidente disse que é desmotivante saber que, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Mato Grosso tem maior o percentual de analfabetos do Centro-Oeste, sendo maior que a nacional.
“É triste saber que o nosso Estado tem praticamente 6% de analfabetos. Precisamos avançar. Não adianta sermos reconhecidos como o celeiro do país, campeão na produção de soja, milho, algodão e de rebanho bovino e receber destaque no analfabetismo. É cruel e supressivo, a pessoa não saber ler e escrever”, desabafou Russi.
Max Russi avalia que, tanto o Alfabetiza MT, quanto o Mais MT Muxirum são caminhos garantidos para se chegar aos mato-grossenses excluídos do direito educacional.
“Os projetos lançados hoje, sem sombra de dúvidas, vão ter forte foco na erradicação do analfabetismo. Se a gente não investir no conhecimento, dando condições desses mato-grossenses se prepararem, até mesmo para o mercado de trabalho, nós não vamos conseguir diminuir as diferenças do nosso Mato Grosso”, complementou.
A previsão de investimentos no Mais MT Muxirum – será de R$ 14,7 milhões ao ano. O programa vai alcançar, somente este ano, 48.399 pessoas em 60 municípios. Já o Alfabetiza MT terá investimentos de mais de R$ 16 milhões ao ano e será desenvolvido em regime de colaboração com os municípios.
O governo dará apoio técnico e pedagógico, fará a formação de profissionais, avaliações externas, premiação de escolas e acompanhamento das ações. Os dois programas receberão investimentos de mais de R$ 30 milhões ao ano.
Geral
Policial penal de Tangará da Serra é condenado a mais de 11 anos por esquema de tráfico e corrupção dentro de presídio
JB News
Por Emerson Teixeira
A condenação de um policial penal por envolvimento em um esquema de entrada de celulares e drogas no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Tangará da Serra expõe uma grave quebra de confiança dentro do sistema prisional de Mato Grosso. A sentença foi assinada pelo juiz Ricardo Frazon Menegucci, que reconheceu a prática de tráfico de drogas, corrupção passiva e facilitação da entrada de aparelhos telefônicos na unidade.
Segundo a decisão judicial, o servidor se aproveitou da função pública para introduzir de forma clandestina celulares, acessórios e entorpecentes dentro do presídio, beneficiando detentos e recebendo vantagens indevidas para isso. Em uma das situações investigadas, ficou comprovado que ele recebeu R$ 2,5 mil para facilitar a entrada de um aparelho celular no interior da unidade prisional.
As investigações reuniram um conjunto de provas que incluiu apreensão de celulares, drogas e acessórios, além de depoimentos de testemunhas e imagens do sistema de monitoramento interno. O processo apontou que o policial utilizava o acesso privilegiado a áreas restritas do CDP para viabilizar a entrada dos materiais ilícitos, driblando a fiscalização interna.
Em um dos episódios, ele foi flagrado ao tentar ingressar novamente com celulares e acessórios no presídio, mas acabou interceptado antes de concluir a ação. Em outro caso, ficou comprovada a entrada de porções de maconha e cocaína destinadas a presos da unidade.
Na sentença, o magistrado ressaltou a gravidade da conduta, principalmente pelo fato de o condenado ser um agente público encarregado de zelar pela segurança do sistema prisional. Para o juiz, a atuação do servidor comprometeu a confiança da administração pública e fortaleceu a atuação de grupos criminosos dentro do cárcere.
Ao final do julgamento, o policial penal foi condenado a 11 anos e 6 meses de reclusão, além de 5 meses e 18 dias de detenção, em razão do concurso material dos crimes, e ao pagamento de multa. A decisão também determinou a perda do cargo público e do porte de arma, por incompatibilidade entre a permanência na função e a gravidade dos crimes praticados.
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