SUSTENTABILIDADE
MPMT debate questões práticas da atuação ministerial
JB News
Com objetivo de uniformizar os instrumentos de controle e combate ao desmatamento ilegal, o Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) do Ministério Público de Mato Grosso reuniu, nesta sexta-feira (21), 85 integrantes em uma oficina sobre as questões controvertidas da Lei federal 12.651/2012, que dispõe sobre a proteção da vegetação nativa, e a legislação estadual aplicada aos desmatamentos ilegais.
Durante a abertura do evento virtual, a promotora de Justiça Ana Peterlini destacou que o objetivo é assegurar a uniformização de entendimento e reduzir formas diversas de interpretações das normas legais, além da definição de estratégias de atuação. “As discussões travadas durante o evento possibilitarão a criação de enunciados para orientar e uniformizar a atuação dos Promotores Ambientais no combate ao desmatamento, especialmente em temas mais polêmicos e controvertidos”.
A promotora de Justiça Maria Fernanda Corrêa da Costa argumentou que a demanda na área ambiental é alta e a definição de parâmetros pode orientar os promotores sobre quando solicitar uma investigação mais apurada. “Nosso objetivo é garantir a responsabilização de quem está lucrando com os ilícitos ambientais”.
O titular da Procuradoria Especializada na Defesa do Meio Ambiente e da Ordem Urbanística do MPMT, procurador de Justiça Luiz Alberto Esteves Scaloppe, enfatizou que a uniformização das práticas ministeriais fortalecerá a luta contra o desmatamento. De acordo com o ICV (Instituto Centro de Vida), 89% da área desmatada no Cerrado e na Amazônia mato-grossenses em 2020 ocorreram de forma irregular, ou seja, sem as autorizações da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema/MT). “Nosso objetivo é a responsabilização do infrator ambiental e frear estes ilícitos”.
O promotor de Justiça Daniel Balan Zappia ressaltou que a iniciativa busca assegurar o compartilhamento de experiências que visam não só a condenação por práticas criminosas, mas também a reparação dos danos causados. Ele apresentou algumas complexidades e divergências na celebração de Termos de Ajustamento de Conduta (TACs), prescrição, tipificação de crime, meios de prova da materialidade, necessidade de auto de infração, perícia oficial, nexo de causalidade e reparação dos danos ambientais. “A área ambiental é ampla, multidisciplinar e por isso demanda enfoques distintos e até mesmo soluções criativas dependendo das circunstâncias”.
O analista engenheiro florestal José Guilherme Roquette, do Centro de Apoio Operacional (CAO) do Meio Ambiente do MPMT, também apresentou ferramentas para aporte de informações técnicas na atuação das Promotorias de Justiça, como a perícia técnica, imagens de satélite e recursos disponibilizados pelo projeto Satélites Alerta.
A oficina sobre as questões controvertidas da Lei federal 12.651/2012 teve um primeiro encontro no dia 14 de maio e tratou das formas de reparação e suspensão das atividades econômicas e recuperação imediata da área de reserva legal; drenagem de áreas úmidas; área consolidada; Cadastro Ambiental Rural (CAR) e Programa de Regularização Ambiental (PRA); desmatamento x declaração de limpeza de áreas; Autorização Provisória de Funcionamento (APF) x Licença Ambiental Única (LAU); e obrigação ambiental e prescrição da reposição florestal.
A proposta, segundo o procurador de Justiça Luiz Alberto Esteves Scaloppe, é promover a mesma discussão em relação ao meio ambiente urbano. “Já estamos programando um outro encontro para também uniformizar entendimentos na luta contra a expansão urbana desordenada das cidades”.
SUSTENTABILIDADE
Registro de 99 espécies entre Cerrado e Pantanal ajuda cientistas a analisarem futuro dos biomas
O mapeamento de espécies tem papel fundamental para orientar ações de conservação e preservação da fauna. Para acompanhar os impactos das mudanças climáticas e os efeitos causados pelo homem, pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisa do Pantanal (INPP) e da Universidade Federal de Mato Grosso registraram 99 espécies do Cerrado e do Pantanal, entre elas, 36 espécies de anfíbios. A pesquisa foi feita no Parque Sesc Serra Azul, em Mato Grosso (MT), no decorrer de 11 meses.
Leia o estudo sobre a diversidade de anfíbios e répteis do Parque Sesc Serra Azul (inglês)
Para o biólogo e pesquisador do INPP Leonardo Moreira, a partir desse estudo será possível criar uma linha base para identificar mudanças a longo prazo, como a diminuição ou o desaparecimento de espécies mais sensíveis ou a expansão de outras em ambientes mais alterados. O especialista, que é um dos autores do levantamento, destaca que muitas dessas alterações não acontecem isoladamente. “É necessário um conjunto de fatores, como clima, expansão agrícola e mineração para que isso ocorra”, pontua.
Segundo Moreira, a transformação das áreas naturais afeta o regime hídrico. O excesso de água na estação das chuvas no Cerrado abastece a planície pantaneira. Porém, o uso indevido das áreas úmidas, como o abastecimento, a irrigação e a indústria, interfere no armazenamento de água no Pantanal. Isso impacta diretamente nas áreas fundamentais para a reprodução de anfíbios.
O estudo contou com a participação de colaboradores locais do parque. Os pesquisadores passaram instruções sobre como fotografar e registrar os animais e as informações que eles precisavam enviar com os registros. Quinze voluntários participaram e ajudaram a registrar 38 espécies de répteis.
A participação das pessoas que vivem ou trabalham na região pode fazer uma diferença enorme para a ciência. O grupo de pesquisadores registrou 36 espécies de anfíbios (entre sapos, rãs e pererecas) e 63 répteis (incluindo cobras, lagartos, jabutis, cágados e jacarés). Desse total, 11 não teriam sido encontrados pela equipe de pesquisadores sem a participação da população.
O crescimento de infraestruturas, como estradas e áreas urbanas, tem uma série de efeitos negativos sobre a fauna, juntando-se aos desafios impostos pela mudança do clima em andamento. Algumas espécies tendem a ser mais dependentes de condições específicas e assim acabam sendo mais vulneráveis a mudanças no ambiente. Entender como esses animais estão lidando com o efeito dos conjuntos de tanta transformação é essencial para uma melhor ação de preservação.
As informações Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação
-
Policial5 dias atrásPolícia conclui investigação contra quadrilha que investiu R$ 3,5 milhões em mega-assalto frustrado em Confresa; cerco terminou com 18 mortos
-
Policial7 dias atrásPivetta aposta em polícia comunitária nos maiores municípios e a reorganização do efetivo para conter avanço do crime em MT, VEJA
-
Policial5 dias atrásAdolescente de 16 anos é atraído por falsa ligação da namorada, sequestrado em VG, espancado e jogado em praça de Cuiabá em estado grave e encontrado pela família cinco dias depois no Pronto Socorro
-
Policial5 dias atrásMotorista de carreta com 50 toneladas de soja diz não saber se moto estava parada ou em movimento em acidente que matou casal na BR-163, Vítimas são identificadas
-
Cidades5 dias atrásIdosos de 75 e 66 anos são presos em flagrante após assassinato brutal de jovem de 20 anos e tentativa de ocultação do corpo em Tapurah
-
Policial6 dias atrás“Estava doidão”, diz ex-companheiro que matou jovem estrangulada com toalha após consumo de cocaína, MDMA e álcool em Sinop, VEJA O VÍDEO
-
Destaque7 dias atrásDesembargador reverte absolvição e condena irmãos por desvio milionário na Assembleia Legislativa de Mato Grosso
-
Cidades6 dias atrásImagens de circuito interno expõem último homem visto com jovem antes de morte por estrangulamento em Sinop








