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Medeiros critica depoimento e pede afastamento de Fávaro e mais dois ministros

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*ESCÂNDALO DO ARROZ*

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Da Redação

_Deputado defende a abertura de uma CPI para investigar a compra bilionária de arroz_

O deputado federal José Medeiros (PL-MT) criticou o depoimento do ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro (PSD), ocorrido nesta quarta-feira (19) na Comissão de Agricultura da Câmara Federal, afirmando que não contribuiu em nada para esclarecer o escândalo envolvendo o leilão milionário para compra de arroz, que foi anulado pelo Governo Federal. Para Medeiros, Fávaro compareceu com um roteiro pronto e não elucidou as irregularidades nem a demissão de Neri Geller (PP) da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura.

O parlamentar, um dos autores da convocação do ministro da Agricultura, defendeu que a única maneira de investigar o escândalo envolvendo a importação de toneladas de arroz é através da abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). Ele questionou a justificativa de Fávaro para a demissão de Neri e argumentou que tanto o ministro da Agricultura quanto os ministros Paulo Pimenta (Secretaria Extraordinária de Apoio à Reconstrução do Rio Grande do Sul) e Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar) deveriam ser afastados de forma preventiva.

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“Infelizmente, o ministro Carlos Fávaro não explicou nada. Assim como outros ministros, ele veio com um roteiro pronto e defendeu com veemência que o leilão do arroz foi correto e sem irregularidades. É difícil compreender diante de tantos pontos de interrogações. Por que suspenderam o leilão se não havia irregularidades? E por que a demissão do secretário Neri Geller? Sobre Neri, Fávaro justificou que foi uma medida preventiva para evitar dúvidas sobre o leilão. No entanto, se a demissão foi preventiva, então todos os envolvidos deveriam ter sido afastados com a mesma régua da moralidade, incluindo os ministros Fávaro, Pimenta e Teixeira, mas isso não ocorreu. Este é o governo Lula!”, destacou o deputado federal, que é membro da Comissão de Agricultura e um dos líderes da oposição na Câmara dos Deputados.

Sobre a CPI do Arroz, Medeiros afirmou que os depoimentos ensaiados de Fávaro e Neri nestes últimos dois dias devem contribuir para a instalação da comissão. Até o momento, cerca de 150 assinaturas foram coletadas na Câmara dos Deputados, sendo necessárias 171 para abertura da CPI.

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“Apesar da pressão para evitar a CPI, há questões muito graves ocorrendo no Governo do PT que precisam ser esclarecidas. A demissão de Neri e a suspensão do leilão são apenas uma cortina de fumaça. A decisão de importar arroz prejudica os produtores brasileiros e a população. Já a anulação do leilão levanta suspeitas de irregularidades e corrupção. Precisamos investigar”.

O Governo Federal destinou R$ 7,2 bilhões para a compra de até 1 milhão de toneladas de arroz importado, sendo que no leilão cancelado seriam adquiridas 263 mil toneladas de arroz. Empresas sem capacidade técnica e financeira estariam encarregadas do fornecimento do grão. O ministro da Agricultura garantiu que um novo leilão será realizado pelo governo.

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Pivetta rebate críticas Lula, diz VLT era “inviável” e garante definição de veículo e entrega do novo modal até o fim do mandato, “ Um verdadeiro pepino” VEJA O VÍDEO

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pir Nayara Cristina

lula critica “obra sem fim” em cuiabá, e pivetta reage ao embate sobre futuro do transporte coletivo

A recente troca de críticas entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador em exercício Otaviano Pivetta reacendeu um dos capítulos mais emblemáticos e prolongados da infraestrutura urbana de Mato Grosso: o impasse envolvendo os modais de transporte coletivo entre Cuiabá e Várzea Grande.

Durante agenda recente, Lula fez críticas diretas à descontinuidade do projeto do VLT e à substituição pelo BRT, classificando o caso como exemplo de obras públicas paralisadas e decisões que resultam em desperdício de recursos. O presidente citou, inclusive, o fato de os vagões originalmente adquiridos para Cuiabá terem sido vendidos ao governo da Bahia e hoje estarem em operação em Salvador. Para ele, a situação evidencia falhas de gestão e a interrupção de projetos por motivações políticas, ressaltando que, na capital mato-grossense, “nem o VLT, nem o BRT, nem qualquer solução está funcionando”  .

A crítica ocorre sobre um histórico que se arrasta há mais de uma década. O VLT começou a ser implantado em 2012 como uma das principais obras de mobilidade para a Copa do Mundo de 2014, com previsão de ligar pontos estratégicos entre Cuiabá e Várzea Grande. No entanto, o projeto foi interrompido em 2015 em meio a investigações sobre irregularidades e suspeitas de fraudes, tornando-se símbolo de atrasos e problemas administrativos  . Em 2020, o governo estadual decidiu abandonar definitivamente o modelo e substituí-lo pelo BRT, alegando inviabilidade econômica e técnica do sistema sobre trilhos.

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Apesar da mudança, o BRT também não avançou no ritmo esperado. As obras seguem incompletas, com sucessivos entraves contratuais e operacionais, alimentando a percepção de um ciclo contínuo de indefinições. Dados recentes apontam que o novo sistema ainda não alcançou sequer um terço da execução prevista  .

A resposta de Pivetta veio em tom firme. O governador rebateu as declarações do presidente e afirmou que Lula não possui conhecimento técnico suficiente para avaliar a viabilidade dos modais. Segundo ele, o VLT era “completamente inviável” desde sua concepção, destacando que houve erros estruturais no projeto, como a compra antecipada dos trens antes mesmo da conclusão da infraestrutura. Pivetta classificou o legado recebido como um “pepino” herdado de gestões anteriores e defendeu que a venda dos vagões foi uma solução para reduzir prejuízos e viabilizar um novo modelo de transporte mais moderno e eficiente  .

O governador também afirmou que os recursos obtidos com a venda dos trens serão integralmente destinados à implantação de um sistema atualizado, com possibilidade de incorporar novas tecnologias e fontes energéticas, como etanol, biodiesel e energia solar. Embora mantenha o BRT como base, ele não descartou a análise de outros formatos de transporte coletivo, indicando que a decisão final ainda está em avaliação técnica.

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O embate político ocorre em meio a uma população que convive há anos com obras inacabadas, desvios viários e a ausência de um sistema estruturado de mobilidade urbana. O caso do VLT/BRT tornou-se um símbolo local de promessas não cumpridas, mudanças de rumo e disputas entre diferentes gestões.

Agora, com o debate reaberto em nível nacional, a pressão aumenta para que o Estado finalmente apresente uma solução definitiva. Enquanto isso, Cuiabá e Várzea Grande seguem aguardando o desfecho de uma obra que começou há mais de uma década e que ainda não conseguiu sair do papel — independentemente do modal escolhido.

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