Tecnologia
MCTI e governo da Bahia anunciam mais de R$ 67 milhões para impulsionar a educação científica no estado
Com investimento total de R$ 67,3 milhões, a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Luciana Santos, e o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, lançam, nesta segunda-feira (19/5), às 14h, um conjunto de ações inéditas voltadas ao fortalecimento e à popularização da ciência, tecnologia e educação científica nas escolas baianas. O evento será realizado no auditório da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), em Salvador, durante a abertura da Caravana da Ciência.
O programa Mais Ciência na Escola é um dos destaques da agenda, com investimento de R$ 18 milhões pelo MCTI. O Governo da Bahia aportará mais R$ 3 milhões para a criação de clubes de ciência, em parceria com a Fiocruz.
As ações contemplam comunidades quilombolas, indígenas, ribeirinhas, pescadores artesanais e moradores de pequenos municípios, promovendo o acesso à ciência como ferramenta de transformação social e desenvolvimento sustentável.
Na ocasião, será lançada a Caravana da Ciência, iniciativa em comemoração aos 40 anos do MCTI que vai percorrer todos os estados brasileiros levando informações sobre atividades de fomento e pesquisa a empresas e pesquisadores, além de oficinas abertas à população.
Serviço:
Abertura da Caravana da Ciência e anúncio de investimentos na Bahia
Data: 19 de maio de 2025 (segunda-feira)
Horário: 14h
Local: Auditório da Universidade do Estado da Bahia (UNEB)
Tecnologia
Projeto Entre Ciências seleciona seis propostas sobre sociobiodiversidade
Como cuidar melhor da floresta, da terra e da biodiversidade? Parte dessa resposta está no diálogo entre diferentes formas de conhecimento. Com o objetivo de fortalecer a participação de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares na produção de conhecimento sobre a sociobiodiversidade, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) vai selecionar seis iniciativas para o projeto Entre Ciências: Territórios de Saber em Diálogo.
Foram avaliadas 60 propostas de arranjos de pesquisa colaborativa, envolvendo comunidades e academia, vindas de diferentes regiões da Amazônia e do Cerrado. Os trabalhos foram selecionados por uma comissão formada por especialistas e representantes das próprias comunidades, levando em conta não só critérios técnicos, mas também a diversidade dos territórios e protagonismo de mulheres, jovens e anciãos.
Projetos selecionados
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Associação dos Seringueiros do Seringal Cazumbá. Parceiro acadêmico: Instituto Federal do Acre (Ifac) — Campus Rio Branco;
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Associação Quilombo Kalunga. Parceiro acadêmico: Universidade de Brasília (UnB) – Programa de Mestrado Profissional em Sustentabilidade junto a Povos e Terras Tradicionais (Mespt) e Programa da Licenciatura em Educação do Campo (Ledoc);
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Organização Baniwa e Koripako — Nadzoeri. Parceiros acadêmicos: UnB, Universidade Federal Fluminense (UFF) e Universidade de São Paulo (USP);
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Associação de Mulheres Indígenas em Mutirão (Amim). Parceiro acadêmico: Instituto Federal do Amapá;
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Centro de Agricultura Alternativa Vicente Nica. Parceiro acadêmico: Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e do Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (IFNMG) — Campus Almenara;
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Coletivo Mulheres Retireiras do Araguaia. Parceiro acadêmico: Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao MCTI, e Instituto Juruá.
Com os novos arranjos selecionados, o projeto passa a apoiar oito experiências em diferentes territórios, ampliando uma rede que conecta ciência dos povos e comunidades com a ciência acadêmica, cultura e meio ambiente.
Para a secretária de Políticas e Programas Estratégicos do MCTI, Andrea Latgé, a iniciativa reforça a importância de integrar diferentes formas de conhecimento na produção científica. “O Entre Ciências mostra que o conhecimento também nasce nos territórios. Ao valorizar saberes de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares, fortalecemos uma ciência mais diversa e conectada aos desafios do País”, destaca.
O Entre Ciências aposta em uma ideia simples e poderosa: quem vive nos territórios também produz conhecimento. O projeto fortalece o papel de povos indígenas e comunidades tradicionais na pesquisa sobre biodiversidade, em temas prioritários para o próprio território, incentivando a parceria com atores acadêmicos comprometidos e com respeito às diferentes formas de conhecimento.
Além do apoio aos projetos, a iniciativa oferece formação, bolsas para pesquisadores locais das comunidades, intercâmbios e suporte para a gestão de dados e informações produzidas pelas próprias comunidades.
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