POLITICA
Max Russi desmente migração de chapa a Federal do União Brasil para o Podemos e encerra conversa com Antônio Galvan, VEJA O VÍDEO
JB News
por Nayara Cristina
O deputado Max Russi segue avançando na construção do Podemos em Mato Grosso e tratou de esclarecer, nesta semana, uma série de especulações que têm circulado nos bastidores políticos sobre a formação de chapas para as eleições de 2026. Em meio a um cenário de intensa movimentação partidária, Russi reforçou que o partido trabalha com estratégia própria e sem depender de movimentos em bloco de outras siglas.
O parlamentar desmentiu de forma direta os rumores de que a chapa de deputados federais do União Brasil poderia migrar integralmente para o Podemos. Segundo ele, essa possibilidade nunca esteve em discussão concreta e faz parte apenas do ambiente de especulação típico do período pré-eleitoral. Ao contrário, Russi reconheceu que o União Brasil, inclusive em composição com o PP, possui uma chapa competitiva e bem estruturada para a disputa federal.
Durante a conversa com a imprensa, o deputado também confirmou que houve convite ao ex-deputado Fábio Garcia, embora tenha ressaltado que não houve avanço nas tratativas até o momento. Da mesma forma, destacou que a presidente nacional do Podemos, Renata Abreu, orientou que ele inicie um diálogo com a deputada federal Gisela Simona, convite que já foi feito em nível nacional e deve ser reforçado em Brasília.
Russi afirmou que ainda não conversou diretamente com Gisela, mas que pretende fazê-lo nos próximos dias, seguindo a estratégia definida pela direção nacional da sigla. Ele pontuou que, até o momento, não houve qualquer encaminhamento concreto sobre a filiação da parlamentar, tratando o tema com cautela.
Outro ponto abordado foi a situação do agropecuarista Antonio Galvan. Russi indicou que Galvan deve seguir outro caminho partidário dentro da construção política para 2026, mas deixou claro que não houve veto ou impedimento por parte do Podemos, apenas uma definição natural dentro das articulações em andamento.
O deputado também reforçou que muitas das informações divulgadas recentemente fazem parte de um cenário de especulação política, comum em momentos de pré-definição eleitoral, quando lideranças buscam espaço e viabilidade dentro das chapas. “Não teve nenhum encaminhamento, é mais especulação”, resumiu.
Enquanto isso, o Podemos segue focado na montagem de chapas proporcionais competitivas, tanto para deputado estadual quanto federal, buscando nomes com densidade eleitoral e alinhamento com o projeto do partido. A estratégia, segundo Russi, é construir uma base sólida sem depender de movimentos abruptos ou migrações em massa.
Com um discurso de cautela e organização, Max Russi tenta consolidar o Podemos como protagonista no cenário político mato-grossense, equilibrando articulações nacionais e regionais em meio a um tabuleiro ainda indefinido para 2026.
Veja :
POLITICA
Pivetta rebate críticas Lula, diz VLT era “inviável” e garante definição de veículo e entrega do novo modal até o fim do mandato, “ Um verdadeiro pepino” VEJA O VÍDEO
JB News
pir Nayara Cristina
lula critica “obra sem fim” em cuiabá, e pivetta reage ao embate sobre futuro do transporte coletivo
A recente troca de críticas entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador em exercício Otaviano Pivetta reacendeu um dos capítulos mais emblemáticos e prolongados da infraestrutura urbana de Mato Grosso: o impasse envolvendo os modais de transporte coletivo entre Cuiabá e Várzea Grande.
Durante agenda recente, Lula fez críticas diretas à descontinuidade do projeto do VLT e à substituição pelo BRT, classificando o caso como exemplo de obras públicas paralisadas e decisões que resultam em desperdício de recursos. O presidente citou, inclusive, o fato de os vagões originalmente adquiridos para Cuiabá terem sido vendidos ao governo da Bahia e hoje estarem em operação em Salvador. Para ele, a situação evidencia falhas de gestão e a interrupção de projetos por motivações políticas, ressaltando que, na capital mato-grossense, “nem o VLT, nem o BRT, nem qualquer solução está funcionando” .
A crítica ocorre sobre um histórico que se arrasta há mais de uma década. O VLT começou a ser implantado em 2012 como uma das principais obras de mobilidade para a Copa do Mundo de 2014, com previsão de ligar pontos estratégicos entre Cuiabá e Várzea Grande. No entanto, o projeto foi interrompido em 2015 em meio a investigações sobre irregularidades e suspeitas de fraudes, tornando-se símbolo de atrasos e problemas administrativos . Em 2020, o governo estadual decidiu abandonar definitivamente o modelo e substituí-lo pelo BRT, alegando inviabilidade econômica e técnica do sistema sobre trilhos.
Apesar da mudança, o BRT também não avançou no ritmo esperado. As obras seguem incompletas, com sucessivos entraves contratuais e operacionais, alimentando a percepção de um ciclo contínuo de indefinições. Dados recentes apontam que o novo sistema ainda não alcançou sequer um terço da execução prevista .
A resposta de Pivetta veio em tom firme. O governador rebateu as declarações do presidente e afirmou que Lula não possui conhecimento técnico suficiente para avaliar a viabilidade dos modais. Segundo ele, o VLT era “completamente inviável” desde sua concepção, destacando que houve erros estruturais no projeto, como a compra antecipada dos trens antes mesmo da conclusão da infraestrutura. Pivetta classificou o legado recebido como um “pepino” herdado de gestões anteriores e defendeu que a venda dos vagões foi uma solução para reduzir prejuízos e viabilizar um novo modelo de transporte mais moderno e eficiente .
O governador também afirmou que os recursos obtidos com a venda dos trens serão integralmente destinados à implantação de um sistema atualizado, com possibilidade de incorporar novas tecnologias e fontes energéticas, como etanol, biodiesel e energia solar. Embora mantenha o BRT como base, ele não descartou a análise de outros formatos de transporte coletivo, indicando que a decisão final ainda está em avaliação técnica.
O embate político ocorre em meio a uma população que convive há anos com obras inacabadas, desvios viários e a ausência de um sistema estruturado de mobilidade urbana. O caso do VLT/BRT tornou-se um símbolo local de promessas não cumpridas, mudanças de rumo e disputas entre diferentes gestões.
Agora, com o debate reaberto em nível nacional, a pressão aumenta para que o Estado finalmente apresente uma solução definitiva. Enquanto isso, Cuiabá e Várzea Grande seguem aguardando o desfecho de uma obra que começou há mais de uma década e que ainda não conseguiu sair do papel — independentemente do modal escolhido.
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