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Produtos Recicláveis podem ser trocados por créditos para celular , ganhar descontos e outros benefícios em Cuiabá

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Recicláveis podem ser trocados por créditos para celular, cartão transporte e outros benefícios

A medida é faz parte do programa Cidade Limpa, desenvolvido pela Prefeitura de Cuiabá

BRUNO VICENTE

Luiz Alves

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A partir dessa sexta-feira (17), a população cuiabana começou a trocar materiais recicláveis por créditos para celular, recarga no cartão transporte e desconto em livraria. A medida faz parte do programa Cidade Limpa, desenvolvido pela Prefeitura de Cuiabá. Por meio da iniciativa, a cidade passa a contar com as maquinas Cuiabá Recicla, que estão distribuídas em pontos estratégicos.

No total, são oito equipamentos nos quais é possível depositar garrafas pet, latas de alumínio, embalagens de aço e tetra pak e copos descartáveis. Ao realizar o descarte em uma das máquinas, além de contribuir coma limpeza urbana, o participante ainda acumula pontos que, posteriormente, podem ser trocados pelos benefícios. Além disso, o sistema permite optar pela transformação dos pontos em doações para entidades filantrópicas.

“Essa é mais uma iniciativa inovadora dentro da área de sustentabilidade que lançamos. A Prefeitura de Cuiabá sai mais uma vez na frente, tornando-se o primeiro órgão público de uma capital brasileira a implantar essa atividade. É uma ação que vem para consolidar a nossa gestão sustentável. Por isso, não vamos parar nessas oito máquinas. Até o fim de fevereiro vamos instalar mais sete e, ao fim de 2020, queremos chegar a 31”, destaca o prefeito Emanuel Pinheiro.

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A cooperação popular dentro do programa é extremamente simples e gratuita. Na própria máquina, no site www.cuiaba.mt.gov.br/cuiaba-recicla/ ou no aplicativo Retorna Machine (disponível para Android e IOS), o cidadão efetua o seu cadastro no Cuiabá Recicla. A partir disso, todas as vezes em quem ele depositar uma embalagem no compartimento, os pontos estabelecidos para cada uma delas serão direcionados para a conta ativada.

Cada maquina tem capacidade para receber cerca de 1.200 embalagens. Somado a isso, todas elas são equipadas com um sensor que envia um alerta quando o acondicionamento atinge 80% da capacidade. A implantação dos equipamentos na Capital também reforça o compromisso do Município com a inclusão dos trabalhadores da reciclagem, já que todo material recolhido será destinado às cooperativas parceiras da Prefeitura.

Neste primeiro momento, as máquinas estão disponíveis para utilização nos seguintes locais: EMEB Ranulpho Paes de Barros; Shopping Popular; Central de Abastecimento de Cuiabá (CAC); Parque das Águas; Parque Tia Nair; Parque da Família; Mercado Varejista Antônio Moisés Nadaf (Mercado do Porto); Estação Alencastro.

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“O funcionamento é bem simples. Cada material equivale a uma pontuação. Ou seja, alumínio vale 15 pontos, aço 10 pontos, pet 10 pontos e tetra pak cinco pontos. Então, cada vez que o cidadão fizer esse descarte, esses pontos vão direto para sua conta cadastrada. É importante reforçar que a máquina só aceita embalagem com código de barras”, explica o gestor de Sustentabilidade da Prefeitura de Cuiabá, Alex Vieira.

Participaram do lançamento a secretária de Agricultura, Trabalho e Desenvolvimento Econômico, Débora Marques, e o secretário-adjunto de Proteção e Defesa do Consumidor, Genilto Nogueira. O presidente da Câmara de Cuiabá, Misael Galvão, e os vereadores Marcos Veloso, Toninho de Souza e Clebinho Borges também estiveram presentes.

 

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Registro de 99 espécies entre Cerrado e Pantanal ajuda cientistas a analisarem futuro dos biomas

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JB News

O mapeamento de espécies tem papel fundamental para orientar ações de conservação e preservação da fauna. Para acompanhar os impactos das mudanças climáticas e os efeitos causados pelo homem, pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisa do Pantanal (INPP) e da Universidade Federal de Mato Grosso registraram 99 espécies do Cerrado e do Pantanal, entre elas, 36 espécies de anfíbios. A pesquisa foi feita no Parque Sesc Serra Azul, em Mato Grosso (MT), no decorrer de 11 meses.

Leia o estudo sobre a diversidade de anfíbios e répteis do Parque Sesc Serra Azul (inglês)

Para o biólogo e pesquisador do INPP Leonardo Moreira, a partir desse estudo será possível criar uma linha base para identificar mudanças a longo prazo, como a diminuição ou o desaparecimento de espécies mais sensíveis ou a expansão de outras em ambientes mais alterados. O especialista, que é um dos autores do levantamento, destaca que muitas dessas alterações não acontecem isoladamente. “É necessário um conjunto de fatores, como clima, expansão agrícola e mineração para que isso ocorra”, pontua.

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Segundo Moreira, a transformação das áreas naturais afeta o regime hídrico. O excesso de água na estação das chuvas no Cerrado abastece a planície pantaneira. Porém, o uso indevido das áreas úmidas, como o abastecimento, a irrigação e a indústria, interfere no armazenamento de água no Pantanal. Isso impacta diretamente nas áreas fundamentais para a reprodução de anfíbios.

O estudo contou com a participação de colaboradores locais do parque. Os pesquisadores passaram instruções sobre como fotografar e registrar os animais e as informações que eles precisavam enviar com os registros. Quinze voluntários participaram e ajudaram a registrar 38 espécies de répteis.

A participação das pessoas que vivem ou trabalham na região pode fazer uma diferença enorme para a ciência. O grupo de pesquisadores registrou 36 espécies de anfíbios (entre sapos, rãs e pererecas) e 63 répteis (incluindo cobras, lagartos, jabutis, cágados e jacarés). Desse total, 11 não teriam sido encontrados pela equipe de pesquisadores sem a participação da população.

O crescimento de infraestruturas, como estradas e áreas urbanas, tem uma série de efeitos negativos sobre a fauna, juntando-se aos desafios impostos pela mudança do clima em andamento. Algumas espécies tendem a ser mais dependentes de condições específicas e assim acabam sendo mais vulneráveis a mudanças no ambiente. Entender como esses animais estão lidando com o efeito dos conjuntos de tanta transformação é essencial para uma melhor ação de preservação.

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As informações Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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