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Jayme Campos mostra indignação com frieza de jovens assassinos de motoristas de APP, que também tem suspeita de assassinar casal de idosos “Tem que tomar pancadas”

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Da Redação

O senador Jayme Campos (União Brasil) expressou indignação em relação aos jovens detidos pelo assassinato de três motoristas de aplicativos na região metropolitana de Cuiabá no início de abril.

O Jovem, Lucas Ferreira da Silva, de 21 anos, relatou durante uma audiência de custódia que foi agredido com violência quando foi detido em 15 de abril. Ele afirmou ter recebido “vários socos no rosto” enquanto estava na delegacia de polícia.

Para Jayme, a brutalidade dos crimes cometidos justifica qualquer forma de agressão contra os responsáveis.

“O promotor de Justiça perguntou se um deles foi agredido. Mas por que não seria? Eles merecem é levar pancada, soco. Um jovem de 15 anos que sabe tirar a vida com uma faca de serrinha merece ser punido com toda violência” afirmou Jayme.

*O caso:*

Além de matar os motoristas de aplicativos em VG identificados como, Elizeu Coelho, Nilson Nogueira e Márcio Rogério Carneiro, Lucas estaria envolvido em mais um assassinato ocorridos a dois anos atrás.

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Na tarde desta terça-feira,23, Lucas Rodrigues da Silva, prestou depoimento sobre um caso de duplo homicídio ocorrido em julho de 2022, em Nova Monte Verde, distante 944 km de Cuiabá.

O crime envolveu Maria Aparecida Soares Alves, 75 anos, e Juarez Rodrigues do Nascimento, 85 anos, residentes da Comunidade Santa Terezinha I.

De acordo com o delegado de investigação, Alexandre Kemp, o modus operandi de Lucas no caso dos motoristas de aplicativo foi semelhante ao crime ocorrido em Nova Monte Verde. O padrão envolve abordagem da vítima, seguida de assassinato e roubo de pertences.

O depoimento de Lucas marca quase dois anos após o crime, ainda sob investigação. Ainda não há informações precisas sobre seu envolvimento no caso em questão. Além de Lucas, um segundo suspeito também é investigado, mas sua identidade não foi divulgada.

As investigações indicam que Lucas, ciente de que os idosos guardavam dinheiro em casa, decidiu invadir o local. Juarez foi encontrado morto na frente da casa, com as mãos amarradas, enquanto sua esposa Maria Aparecida estava no banheiro, também sem vida.

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Na residência havia sangue, espalhado por toda casa, e o que parecia ter acontecido uma luta corporal.

No quarto de Juarez, foram encontrados cerca de R$ 7,2 mil em dinheiro.

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Ciúme, rejeição e crime brutal: empresário é condenado a 13 anos de prisão por matar mulher trans e abandonar corpo em lavoura de MT

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Lá JB News

por Emerson Teixeira

A condenação do empresário Jorlan Cristiano Ferreira a 13 anos e seis meses de prisão, decidida nesta quarta-feira (15), encerra uma das etapas mais marcantes de um caso que chocou Mato Grosso pela crueldade, pela tentativa de apagar vestígios do crime e pelo reconhecimento, pelo Tribunal do Júri, de que a vítima foi morta em razão de sua condição de mulher. A sentença foi proferida em Lucas do Rio Verde e reconheceu os crimes de feminicídio, fraude processual e ocultação de cadáver.

A vítima, Mayla Rafaela Martins, foi assassinada na madrugada de 16 de janeiro de 2024, nos fundos de um estabelecimento comercial localizado no bairro Parque das Emas. Segundo a denúncia do Ministério Público, Mayla foi morta com golpes de arma branca depois de recusar manter um relacionamento com o empresário. Para a acusação, o crime teve como pano de fundo o inconformismo do réu diante da negativa da vítima, revelando sentimento de posse, intolerância e desprezo à autonomia de Mayla.

Durante o julgamento, os jurados acolheram a tese do Ministério Público de que o homicídio foi praticado em razão da condição feminina da vítima. O reconhecimento de feminicídio em um caso envolvendo uma mulher transexual foi apontado pela acusação como um avanço importante na aplicação da lei e no combate à violência de gênero. A decisão reforça o entendimento de que mulheres trans também estão protegidas pela legislação que pune crimes motivados por misoginia, discriminação e menosprezo.

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As investigações mostraram que, após matar Mayla, o empresário tentou eliminar qualquer vestígio que pudesse ligá-lo ao crime. Conforme os autos, ele limpou o local do assassinato, descartou pertences pessoais da vítima e organizou o transporte do corpo para longe da cena do crime. O cadáver foi levado até uma área rural no município de Sorriso, onde foi abandonado em uma lavoura, numa tentativa de dificultar a localização e retardar o trabalho da polícia.

A frieza demonstrada na tentativa de ocultação do corpo e de manipular a cena do crime foi um dos pontos centrais levados em consideração durante o processo. A acusação sustentou que não se tratava de um crime impulsivo isolado, mas de uma sequência de atos voltados a esconder a autoria e impedir a responsabilização penal. O Tribunal do Júri acolheu essa linha de argumentação ao também condenar o réu por fraude processual e ocultação de cadáver.

O promotor de Justiça Samuel Telles Costa, que atuou no plenário, afirmou que a decisão representa uma resposta firme contra a violência motivada por preconceito de gênero. Para ele, o julgamento reafirma que crimes praticados contra mulheres — inclusive mulheres trans — não podem ser relativizados nem tratados com tolerância institucional.

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O caso provocou grande repercussão desde o início, tanto pela violência do assassinato quanto pelo simbolismo da vítima: uma jovem que teve a vida interrompida de forma brutal. A condenação de Jorlan não apaga a dor da perda, mas estabelece um precedente importante no enfrentamento à violência contra a população trans, historicamente exposta a altos índices de agressão, discriminação e mortes violentas.

Para familiares, amigos e movimentos de defesa dos direitos humanos, a sentença representa um passo importante por justiça. A história de Mayla agora se transforma também em símbolo de resistência e de luta para que crimes motivados por ódio, rejeição e discriminação sejam punidos com o rigor da lei.

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