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Formação de consultores prioriza territorialização da participação social

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Foram quatro dias de programação intensa com consultores nacionais, estaduais e distrital, para apresentar o que foi colhido nas pesquisas sobre territorialização e nos encontros dos Fóruns de Participação Social nas Políticas Públicas do Governo Federal nos Estados e no Distrito Federal. Uma iniciativa para subsidiar a elaboração da estratégia territorial. Foi a segunda jornada de formação deste ano, com agenda de atividades para os próximos meses, realizada de 3 a 6 de junho.

Os Fóruns – instituídos pela portaria SG/PR nº 188, de 22 de outubro de 2024 – têm, entre outros objetivos, o de contribuir na implantação do Programa de Participação Social com Educação Popular nos Territórios.

Na primeira reunião, os participantes discutiram os desafios da priorização das políticas públicas nos estados, no Distrito Federal e nos territórios para os processos participativos. A atuação dos consultores e dos fóruns deverá reconhecer as organizações territoriais considerando o acúmulo das populações.

O secretário nacional de Participação Social da Secretaria-Geral da Presidência da República, Renato Simões, disse que para avançar no conceito de territórios de identidade, o trabalho não parte de uma visão territorial ou administrativa dos estados.

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“Partimos da construção histórica que o povo de cada uma das regiões constrói sobre o seu pertencimento econômico, cultural e participativo que são a base do conceito de identidade. Fazemos isso tanto no meio rural, quanto no meio urbano, identificando territórios de identidade intermunicipais e intramunicipais com o objetivo de fortalecer a participação social de acordo com as condições próprias de cada território”, explicou.

A Secretaria Nacional de Participação Social está debatendo com os fóruns, as prioridades para a territorialização da participação social em cada estado e no distrito federal. Um dos instrumentos para esse trabalho é o programa de Extensão em Participação Social, parceria do Ministério da Educação e da Secretaria-Geral da Presidência, que também contribuirá para alcançar os territórios com o enraizamento das universidades e institutos federais na sociedade. “Toda política pública deve ter participação social. O território é central. Para a participação social são necessários processos formativos pautados pela educação popular”, ressaltou.

As consultorias nacionais apresentaram temas de incidência nos territórios de identidade: diversidade, grupos específicos, direito e política, políticas públicas, meio ambiente, sindical, rural, questões urbanas, organizações sociais, profissional, alimentação e economia.

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A secretária-executiva da Secretaria-Geral da Presidência, Kelli Mafort, disse que a territorialização deve impulsionar a participação social no segundo semestre. “Temos muita esperança que, de fato, a gente consiga fazer uma articulação nacional e integrar várias ações de outros ministérios que têm agentes territoriais. E a gente consiga se encontrar de maneira harmônica no território e consiga dar um salto de qualidade”, afirmou

Fonte: Secretaria-Geral

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Prazo de consulta pública sobre o Guia de Uso Ético de Inteligência Artificial é prorrogado até 4 de maio

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Brasília, 22/4/26 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Direitos Digitais (Sedigi), prorrogou até 4 de maio o prazo para contribuições à consulta pública do Guia de Uso Ético de Inteligência Artificial para o Usuário Brasileiro. A decisão foi formalizada pelo Edital nº 3/2026, assinado pelo secretário nacional de Direitos Digitais, Victor Oliveira Fernandes, e publicado no Diário Oficial da União (DOU) na sexta-feira (17).

Lançada em 20 de março, a consulta tinha prazo original de encerramento em 19 de abril. A prorrogação amplia a janela de participação e garante que cidadãos, especialistas, servidores públicos, pesquisadores e organizações da sociedade civil possam contribuir para o aperfeiçoamento do documento. As sugestões, devidamente fundamentadas, devem ser encaminhadas pela Plataforma Brasil Participativo, no portal Brasil Participativo, no campo específico relativo à consulta. Ao encerrar o prazo, a Sedigi realizará a consolidação e análise das contribuições, que poderão ser incorporadas à versão final do guia.

“A consulta pública tem registrado ampla adesão, com contribuições qualificadas de diversos atores públicos e privados. Diante de solicitações de prorrogação e do elevado nível técnico dos debates, considerou-se oportuno ampliar o prazo, a fim de fortalecer a participação e aprofundar ainda mais a qualidade das contribuições”, afirma o diretor de Promoção de Direitos Digitais da Sedigi, Victor Durigan.

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Elaborado em parceria com o Centro de Inteligência Artificial e Aprendizado de Máquina da Universidade de São Paulo (CIAAM/USP) e com apoio da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), a versão atual do Guia do Usuário Brasileiro de Inteligência Artificial – Definições, Direitos e Governança de IA no Brasil, com 75 páginas, serve de base para que os interessados respondam ao questionário e apresentem suas contribuições.

Com escrita em linguagem simples e acessível, o guia orienta a população sobre o funcionamento da inteligência artificial, seus usos, limitações, riscos e os direitos e deveres dos cidadãos na interação com essas tecnologias.

O documento está organizado em três partes:

A Parte I apresenta uma visão geral em formato de perguntas e respostas — o que é IA, como ela é criada, o que são alucinações, como a tecnologia impacta o cotidiano e quais são os direitos e deveres de usuários e desenvolvedores.

A Parte II aprofunda os conceitos: algoritmos, aprendizado de máquina, big data, ciclo de vida da IA e seu potencial prático no Brasil, além de tratar de limites e desafios como vieses e discriminação, opacidade, deepfakes, desinformação, privacidade e os impactos específicos sobre crianças, adolescentes e saúde mental.

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A Parte III aborda direitos e governança, reunindo temas como transparência e explicabilidade, contestação e revisão de decisões automatizadas, proteção de dados, direitos do consumidor, equidade, sustentabilidade e responsabilização. O guia ainda conta com glossário e referências bibliográficas.

A iniciativa integra a Ação 50 do Eixo 5 do Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA), principal instrumento da política federal para o desenvolvimento e uso responsável da tecnologia, com previsão de investimentos superiores a R$ 20 bilhões entre 2024 e 2028.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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