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Esquema milionário: empresários usaram offshores em paraíso fiscal para lavar dinheiro de emendas, diz PF

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JB News

Por Alisson Gonçalves

A Polícia Federal revelou um sofisticado esquema de lavagem de dinheiro envolvendo empresários do setor da construção civil que, segundo as investigações, teriam utilizado empresas offshore em paraísos fiscais para ocultar recursos públicos desviados de emendas parlamentares.

A Operação Overclean, que apura contratos com prefeituras em cinco estados brasileiros — Bahia, Tocantins, Amapá, Rio de Janeiro e Goiás —, identificou que, só em 2024, os envolvidos arrecadaram mais de R$ 825 milhões em contratos públicos.

De acordo com a PF, os irmãos Alex Rezende Parente e Fábio Rezende Parente, apontados como líderes do esquema, criaram em novembro de 2024 três empresas nas Ilhas Virgens Britânicas — Lexpar Capital & Assets Corp, Biopar Capital & Assets Corp e Flap Jet Assets Management Corp — para dificultar o rastreamento do dinheiro obtido de forma ilícita.

A investigação indica a utilização de diversas camadas de ocultação patrimonial, incluindo movimentações internacionais e contratos de gaveta usados para aquisição de imóveis com verbas irregulares.

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A partir da análise de mensagens no celular de Fábio Parente e documentos encontrados na sede da empresa Larclean Saúde Ambiental Ltda., a PF conseguiu traçar o caminho do dinheiro e identificar os mecanismos usados para lavagem e ocultação dos bens. Alex Parente é descrito no relatório como o mentor das operações, enquanto Fábio assumia o papel de operador financeiro. Ambos negam envolvimento.

Na primeira fase da operação, em dezembro de 2024, R$ 1,5 milhão em dinheiro foi apreendido com Alex Parente dentro de um jatinho em Brasília. O caso ganhou contornos políticos ao chegar ao Supremo Tribunal Federal (STF), devido à menção ao deputado Elmar Nascimento (União-BA), que tem foro privilegiado.

Em nota, o parlamentar alegou que “quem indica emendas não executa obras nem fiscaliza os contratos”.

A defesa dos empresários, representada pelo advogado Sebástian Mello, declarou que os fatos ainda serão esclarecidos após o acesso completo aos autos do processo.

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Prazo de consulta pública sobre o Guia de Uso Ético de Inteligência Artificial é prorrogado até 4 de maio

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Brasília, 22/4/26 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Direitos Digitais (Sedigi), prorrogou até 4 de maio o prazo para contribuições à consulta pública do Guia de Uso Ético de Inteligência Artificial para o Usuário Brasileiro. A decisão foi formalizada pelo Edital nº 3/2026, assinado pelo secretário nacional de Direitos Digitais, Victor Oliveira Fernandes, e publicado no Diário Oficial da União (DOU) na sexta-feira (17).

Lançada em 20 de março, a consulta tinha prazo original de encerramento em 19 de abril. A prorrogação amplia a janela de participação e garante que cidadãos, especialistas, servidores públicos, pesquisadores e organizações da sociedade civil possam contribuir para o aperfeiçoamento do documento. As sugestões, devidamente fundamentadas, devem ser encaminhadas pela Plataforma Brasil Participativo, no portal Brasil Participativo, no campo específico relativo à consulta. Ao encerrar o prazo, a Sedigi realizará a consolidação e análise das contribuições, que poderão ser incorporadas à versão final do guia.

“A consulta pública tem registrado ampla adesão, com contribuições qualificadas de diversos atores públicos e privados. Diante de solicitações de prorrogação e do elevado nível técnico dos debates, considerou-se oportuno ampliar o prazo, a fim de fortalecer a participação e aprofundar ainda mais a qualidade das contribuições”, afirma o diretor de Promoção de Direitos Digitais da Sedigi, Victor Durigan.

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Elaborado em parceria com o Centro de Inteligência Artificial e Aprendizado de Máquina da Universidade de São Paulo (CIAAM/USP) e com apoio da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), a versão atual do Guia do Usuário Brasileiro de Inteligência Artificial – Definições, Direitos e Governança de IA no Brasil, com 75 páginas, serve de base para que os interessados respondam ao questionário e apresentem suas contribuições.

Com escrita em linguagem simples e acessível, o guia orienta a população sobre o funcionamento da inteligência artificial, seus usos, limitações, riscos e os direitos e deveres dos cidadãos na interação com essas tecnologias.

O documento está organizado em três partes:

A Parte I apresenta uma visão geral em formato de perguntas e respostas — o que é IA, como ela é criada, o que são alucinações, como a tecnologia impacta o cotidiano e quais são os direitos e deveres de usuários e desenvolvedores.

A Parte II aprofunda os conceitos: algoritmos, aprendizado de máquina, big data, ciclo de vida da IA e seu potencial prático no Brasil, além de tratar de limites e desafios como vieses e discriminação, opacidade, deepfakes, desinformação, privacidade e os impactos específicos sobre crianças, adolescentes e saúde mental.

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A Parte III aborda direitos e governança, reunindo temas como transparência e explicabilidade, contestação e revisão de decisões automatizadas, proteção de dados, direitos do consumidor, equidade, sustentabilidade e responsabilização. O guia ainda conta com glossário e referências bibliográficas.

A iniciativa integra a Ação 50 do Eixo 5 do Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA), principal instrumento da política federal para o desenvolvimento e uso responsável da tecnologia, com previsão de investimentos superiores a R$ 20 bilhões entre 2024 e 2028.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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