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Ezequias Souza Ribeiro responsável pela chacina em Sinop é morto em troca de tiros com o Bope

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Da Redação

Ezequias Souza Ribeiro de 27 anos foi morto nesta quarta-feira 22.02, em troca de tiros com o Bope, a informação foi dada pelo comandante Geral da Polícia Policia Militar de MT, Alexandre Mendes.

Ezequias estava sendo procurado desde ontem terça-feira 21.02, após matar 7 pessoas, com ajuda do comparsa Edgar Ribeiro de Oliveira de 30 anos, em um bar no município de Sinop. 500 km de Cuiabá.

As mortes ocorreram por conta de apostas em jogo de sinuca, ambos perderam e não se conformarão com a situação, e resolveram matar todos que estavam no bar.

Entre as vítimas está Elizeu Santos da Silva, 47, Getúlio Rodrigues Frazão, de 36 anos e sua filha, L.F.A., 12 anos, Maciel Bruno de Andrade Costa, de 35 anos, Josué Ramos Tenório, de 48 anos, Adriano Balbinote, de 46 anos e Orisberto Pereira Souza, de 38 anos.

Segundo às informações, Ezequias estava escondido em uma região de mata na cidade, ele teria resitido a prisão e trocado tiros com o Bope, sendo morto no local.

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Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), criou uma força-tarefa para intensificar as buscas aos dois suspeitos nesta tarde de quarta feira, por determinação do governador Mauro Mendes.

As informações são de que Edgar de Oliveira de 30 anos, ainda foragido irá se entregar nesta quinta-feira 23.02 para não ser morto pela polícia.

A busca continua por Edgar Ribeiro.

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Ciúme, rejeição e crime brutal: empresário é condenado a 13 anos de prisão por matar mulher trans e abandonar corpo em lavoura de MT

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Lá JB News

por Emerson Teixeira

A condenação do empresário Jorlan Cristiano Ferreira a 13 anos e seis meses de prisão, decidida nesta quarta-feira (15), encerra uma das etapas mais marcantes de um caso que chocou Mato Grosso pela crueldade, pela tentativa de apagar vestígios do crime e pelo reconhecimento, pelo Tribunal do Júri, de que a vítima foi morta em razão de sua condição de mulher. A sentença foi proferida em Lucas do Rio Verde e reconheceu os crimes de feminicídio, fraude processual e ocultação de cadáver.

A vítima, Mayla Rafaela Martins, foi assassinada na madrugada de 16 de janeiro de 2024, nos fundos de um estabelecimento comercial localizado no bairro Parque das Emas. Segundo a denúncia do Ministério Público, Mayla foi morta com golpes de arma branca depois de recusar manter um relacionamento com o empresário. Para a acusação, o crime teve como pano de fundo o inconformismo do réu diante da negativa da vítima, revelando sentimento de posse, intolerância e desprezo à autonomia de Mayla.

Durante o julgamento, os jurados acolheram a tese do Ministério Público de que o homicídio foi praticado em razão da condição feminina da vítima. O reconhecimento de feminicídio em um caso envolvendo uma mulher transexual foi apontado pela acusação como um avanço importante na aplicação da lei e no combate à violência de gênero. A decisão reforça o entendimento de que mulheres trans também estão protegidas pela legislação que pune crimes motivados por misoginia, discriminação e menosprezo.

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As investigações mostraram que, após matar Mayla, o empresário tentou eliminar qualquer vestígio que pudesse ligá-lo ao crime. Conforme os autos, ele limpou o local do assassinato, descartou pertences pessoais da vítima e organizou o transporte do corpo para longe da cena do crime. O cadáver foi levado até uma área rural no município de Sorriso, onde foi abandonado em uma lavoura, numa tentativa de dificultar a localização e retardar o trabalho da polícia.

A frieza demonstrada na tentativa de ocultação do corpo e de manipular a cena do crime foi um dos pontos centrais levados em consideração durante o processo. A acusação sustentou que não se tratava de um crime impulsivo isolado, mas de uma sequência de atos voltados a esconder a autoria e impedir a responsabilização penal. O Tribunal do Júri acolheu essa linha de argumentação ao também condenar o réu por fraude processual e ocultação de cadáver.

O promotor de Justiça Samuel Telles Costa, que atuou no plenário, afirmou que a decisão representa uma resposta firme contra a violência motivada por preconceito de gênero. Para ele, o julgamento reafirma que crimes praticados contra mulheres — inclusive mulheres trans — não podem ser relativizados nem tratados com tolerância institucional.

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O caso provocou grande repercussão desde o início, tanto pela violência do assassinato quanto pelo simbolismo da vítima: uma jovem que teve a vida interrompida de forma brutal. A condenação de Jorlan não apaga a dor da perda, mas estabelece um precedente importante no enfrentamento à violência contra a população trans, historicamente exposta a altos índices de agressão, discriminação e mortes violentas.

Para familiares, amigos e movimentos de defesa dos direitos humanos, a sentença representa um passo importante por justiça. A história de Mayla agora se transforma também em símbolo de resistência e de luta para que crimes motivados por ódio, rejeição e discriminação sejam punidos com o rigor da lei.

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