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PF deflagra operação para Investigar “caixa 2” para a compra de votos em campanha eleitoral de candidato em MT

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Por Alisson Gonçalves

Nesta quarta-feira,04, a Polícia Federal realizou a operação Rustius, focada na apuração de irregularidades financeiras na campanha eleitoral de um candidato à prefeitura de Sorriso, Mato Grosso.

A ação, que também se estendeu a Cuiabá, incluiu o cumprimento de nove mandados de busca e apreensão, além de medidas restritivas contra os investigados, como a entrega de passaportes e proibição de saídas da cidade.

A investigação, coordenada pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), foi motivada pela apreensão de R$ 300 mil em espécie, dias antes das eleições, na rodovia BR-163.

O montante foi encontrado com o filho de um agricultor, um dos principais apoiadores do candidato, que tentou fugir da abordagem policial em uma Toyota Hilux.

Há indícios de que o valor seria destinado de forma ilícita para a campanha, configurando crime de “Caixa 2”.

Segundo os agentes, a operação também revelou esquemas financeiros ilegais envolvendo empresários locais, com uso de “laranjas” e transações não declaradas na prestação de contas da campanha.

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A Polícia Federal continua coletando provas para esclarecer o caso, que pode ter desdobramentos significativos para as eleições municipais e seus envolvidos.

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Polícia Federal

Ex-assessor de ministras preso pela PF vazou informações sigilosas e monitorava delegado em esquema com lobista de MT

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Por Emerson Teixeira

 

Ex-assessor é preso após monitorar delegado e vazar decisões judiciais em esquema milionário de corrupção

A prisão de Márcio José Toledo Pinto, realizada pela Polícia Federal no fim da tarde desta terça-feira (31), elevou o nível de gravidade das investigações da Operação Sisamnes e revelou novos elementos sobre um suposto esquema de corrupção e venda de decisões judiciais em instâncias superiores. Apontado como peça-chave na engrenagem criminosa, o ex-assessor é acusado de receber cerca de R$ 4 milhões do lobista Anderson de Oliveira Gonçalves para manipular informações e atuar em processos de interesse privado.

A nova ordem de prisão preventiva foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Cristiano Zanin, após a Polícia Federal apresentar indícios adicionais colhidos a partir da análise do celular do investigado. Inicialmente, o pedido de prisão temporária havia sido negado, mas o avanço das investigações levou à decretação da medida mais rigorosa.

Um dos pontos mais graves identificados pela Polícia Federal foi o monitoramento de um delegado responsável pelo caso. O próprio investigador percebeu que estava sendo seguido, realizou a abordagem e identificou Márcio. Para os agentes, a conduta configura tentativa de obstrução das investigações.

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Segundo relatos, o ex-assessor alegou que apenas acompanhava o delegado porque ele estaria utilizando um veículo apreendido, justificativa que não convenceu os investigadores.

De acordo com relatório enviado ao STF, Márcio foi indiciado por violação de sigilo funcional e corrupção passiva. As investigações apontam que ele produziu minutas e decisões com base em jurisprudências para atender interesses de terceiros, além de vazar informações sigilosas de gabinetes ligados a tribunais superiores.

Márcio já havia sido alvo de busca e apreensão na primeira fase da Operação Sisamnes, deflagrada em novembro de 2024. Ele atuou nos gabinetes das ministras Nancy Andrighi e Isabel Gallotti.

As quebras de sigilo bancário indicaram que o lobista teria repassado cerca de R$ 4 milhões ao investigado por meio de uma empresa em nome da esposa de Márcio, reforçando a suspeita de pagamento por favorecimento em decisões judiciais.

Apesar da gravidade do caso, o novo relatório elaborado pelo delegado José Heloíse dos Santos Neto aponta que não há, até o momento, indícios de participação de ministros de tribunais superiores no esquema.

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A defesa do investigado ainda não se manifestou. Em declarações anteriores, Márcio negou envolvimento nas irregularidades.

A prisão aprofunda a crise envolvendo suspeitas de corrupção no Judiciário e coloca sob pressão um dos esquemas mais sensíveis já investigados pela Polícia Federal nos últimos anos.

 

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