Destaque
Entidades defendem fortalecimento da rede de proteção a crianças e adolescentes
JB News
A prevenção no combate ao abuso sexual de crianças e adolescentes foi amplamente defendida durante o 1º Fórum Mato-grossense de Combate ao Abuso Sexual Contra Crianças e Adolescentes, realizado nesta terça-feira (17), com a participação de representantes de prefeituras e várias instituições que promovem ações ligadas à temática. O evento, on-line, foi promovido pela Associação Mato-grossense dos Municípios – AMM, Associação para o Desenvolvimento Social dos Municípios de Mato Grosso – APDM e Colegiado Estadual dos Gestores Municipais de Assistência Social – Coegemas.
O presidente da AMM, Neurilan Fraga, ressaltou que é preciso uma ação integrada entre poder público e comunidade para combater essa mazela social, ainda muito presente na sociedade. “Prefeitos e gestores da área social lidam frequentemente com esse problema, cujo enfrentamento exige prioridade e urgência. Na pandemia houve um crescimento no número de casos de abuso contra a infância, e agora é o momento da sociedade e do poder público darem uma resposta, fortalecendo a rede de proteção a crianças e adolescentes”, frisou.
Fraga destacou a importância da escola como aliada nesse processo. “Em Mato Grosso temos cerca de 70 mil crianças e adolescentes fora da escola e essa exclusão acaba deixando a nossa infância ainda mais vulnerável a todo o tipo de violência”, assinalou, lembrando que a AMM também é parceria na iniciativa do Busca Ativa Escolar que visa a retomada dessas crianças para as salas de aula.
O titular da Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Criança e do Adolescente, procurador Paulo Prado, afirmou que crianças e adolescentes são considerados prioridades absolutas, com direitos assegurados constitucionalmente. Conforme o artigo 227 da CF/88, “é dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, ao adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão”.
Prado propôs aos prefeitos um esforço concentrado para fortalecer os órgãos municipais que atuam na defesa da criança e adolescente, como o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), as secretarias municipais de Assistência Social e de Educação, entre outros. “No município tem que existir o centro integrado de defesa da criança e adolescente. Como estão os fundos municipais? Os conselhos de direitos? Os municípios já conseguiram elaborar o plano municipal de direito da criança e do adolescente?”, indagou.

A vice-presidente da Comissão da Infância e Juventude da OAB-MT, Tatiane Ramalho, disse que o abuso sexual é um grave problema social e de saúde pública. “Abuso sexual é um tema difícil de ser abordado devido ao preconceito, tabu e silêncio das vítimas, que nem sempre compreendem o que está acontecendo. O direito das crianças é adquirido, garantido pela Constituição, mas muitas vezes não é colocado em prática”, salientou, ressaltando o papel da escola como amparo social. ‘É imprescindível que a escola seja um espaço de conscientização e respeito. Crianças e adolescentes abusados sexualmente apresentam vários indícios. Cabe ao professor estar aberto ao diálogo com os alunos, com a realidade a sua volta”, frisou.
As presidentes do Coegemas, Jucélia Ferro, e da APDM, Scheila Pedroso, também reforçaram o trabalho de prevenção e proteção nesse contexto. “A APDM tem o papel de levar informação a todos os municípios, gestores, primeiras-damas, além de contribuir para a disseminação de campanhas como essa de combate ao abuso sexual de crianças e adolescentes”, frisou Scheila. “Muitos municípios não têm o suporte e condição financeira para executar o trabalho de prevenção a todas as crianças e adolescentes. É importante ampliar o olhar para todos os municípios”, pontuou Jucélia.
O Fórum realizado nesta terça-feira antecede o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual contra Crianças e Adolescentes, que será celebrado nesta quarta-feira, 18 de maio, com o tema Esquecer é Permitir, Lembrar é Combater. A AMM, APDM e Coegemas fizeram um trabalho de mobilização dos gestores para que a data seja marcada por atos e manifestações locais que alertem a sociedade para os prejuízos causados pela mazela social.
Agência de Notícias da AMM
Destaque
Integração entre Samu e Corpo de Bombeiros amplia atendimento pré-hospitalar em Mato Grosso
Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) não será interrompido e seguirá atendendo normalmente
Crédito – Secom-MT
A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) reforça que o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) segue ativo e não será interrompido em Mato Grosso. O serviço é essencial para a assistência à população e continuará operando normalmente, de forma integrada ao Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT).
Firmada em junho de 2025, a atuação conjunta entre Samu e Corpo de Bombeiros ampliou a capacidade de resposta no atendimento pré-hospitalar em todo o Estado. O tempo-resposta às chamadas já foi reduzido em 36%, enquanto o número de atendimentos prestados à população aumentou em 30%. A cooperação também possibilitou a ampliação em 100% da cobertura na região da Baixada Cuiabana.
A integração permite maior agilidade no socorro às vítimas, especialmente em ocorrências como acidentes de trânsito, emergências clínicas, resgates e situações de risco.
“O Samu permanece como um dos pilares do atendimento de urgência e emergência em Mato Grosso. A integração com o Corpo de Bombeiros vem para somar esforços e garantir um serviço ainda mais eficiente à população”, destacou o secretário de Estado de Saúde, Juliano Melo.
Com a cooperação entre as instituições, o Samu passou a fazer parte do Centro Integrado de Operações da Segurança Pública (Ciosp) e as chamadas para os números de emergência médica 192, do SAMU, e 193, do Corpo de Bombeiros, são direcionadas para uma única central de atendimento, que envia a ambulância mais próxima da ocorrência, agilizando o resgate.
A SES faz a gestão direta do Samu da Baixada Cuiabana – nos municípios de Cuiabá, Várzea Grande, Chapada dos Guimarães e Poconé. Os 20 serviços de Samu que estão ativos em outras cidades do interior são administrados pelos próprios municípios.
A Secretaria enfatiza que não há qualquer medida para o encerramento do Samu. Ao contrário, o Estado tem promovido ações para qualificar o serviço, como a renovação da frota de ambulâncias, a capacitação de profissionais, o aprimoramento da estrutura de regulação e a implantação de pelo menos 20 novos serviços municipais do Samu, com aporte financeiro do Estado.
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