Nacional
Em reunião do Consea, presidente Lula celebra saída do Brasil do Mapa da Fome
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou do encerramento da reunião plenária do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), nesta terça-feira, 5. Na cerimônia no Palácio do Planalto, Lula, ministros e integrantes do órgão comemoraram a saída do Brasil do Mapa da Fome, anunciada pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO/ONU) na semana passada. O Consea atua no assessoramento da Presidência da República, responsável pela gestão intersetorial de políticas públicas vinculadas à implementação e execução das Políticas de Segurança Alimentar e Nutricional.
“Vocês não sabem a alegria que eu estou, porque a gente está mostrando ao mundo que é possível. E não é possível por conta de um governo, é possível porque existem vocês. Sozinhos, a gente não teria feito 10% do que fizemos. Se não fossem vocês, cada membro do Consea espalhado pelo país inteiro, cada companheiro do movimento social e sindical, assistente social, sindicalista, gente ligada às igrejas, se não fosse essa comunhão de pessoas humildes, interessadas e com boa vontade, a gente não teria chegado a isso. O que o governo fez foi pedir socorro para vocês”, declarou o presidente Lula.
A saída do Brasil do Mapa da Fome é resultado de decisões políticas do governo brasileiro que priorizaram a redução da pobreza, o estímulo à geração de emprego e renda, o apoio à agricultura familiar, o fortalecimento da alimentação escolar e o acesso à alimentação saudável.
Lula se emocionou ao contar histórias sobre quando passou fome. E apontou que essa experiência o motiva a ter o combate à fome como uma de suas prioridades enquanto líder da nação. “É muito fácil fazer discurso, mas cuidar do pobre de verdade, você não cuida com a consciência da cabeça, é com o coração. Você tem que ter sentido aquilo, tem que ter sentimento sobre aquilo. Você precisa ou ter vivido ou ter conhecido alguém que viveu aquilo, porque a fome não dói. A fome vai corroendo você por dentro”, afirmou.
“Não dá pra ter política ‘quebra-galho’. Com política quebra-galho, a gente não resolve esse problema. A gente está provando que não se resolve isso se não tiver política pública de Estado. [A fome] é responsabilidade do Estado. Caso contrário, não tem solução”, frisou.
EXEMPLO – O ministro da Secretaria-Geral da Presidência e secretário-geral do Consea, Márcio Macêdo, enfatizou que a saída do Brasil do Mapa da Fome foi possível devido à união de esforços em prol desse objetivo. “Esse processo foi construído a várias mãos, pela política econômica do presidente Lula, de recuperação do salário mínimo, de investimento na renda, no emprego; nas ações para recuperar o nosso país e nas políticas sociais de combate à fome, à miséria, com a participação da sociedade civil brasileira”, declarou.
O ministro do Desenvolvimento Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, ressaltou que o Brasil serve de exemplo para o mundo no enfrentamento à insegurança alimentar. “O Brasil, mais uma vez, mostra ao mundo que é possível acabar com a fome, com políticas públicas bem desenhadas, com participação social, intersetoriais e com foco nos mais vulneráveis”, disse.
“Essa é a segunda vez que, sob sua liderança, presidente, o Brasil sai da fome. A primeira foi em 2014, infelizmente voltamos a ela em 2021, quando as políticas sociais foram desmontadas. Mas hoje celebramos a retomada desse caminho que nos levou a atingir a meta antes do prazo”, afirmou Dias, lembrando que a meta do governo era alcançar esse objetivo até 2026. O ministro também apontou o compromisso de seguir trabalhando em prol da segurança alimentar e nutricional.
BRASIL SEM FOME – Essa é a segunda vez que o governo do presidente Lula retira o país dessa condição: a primeira foi em 2014, após 11 anos de políticas consistentes. No entanto, a partir de 2018, o desmonte de programas sociais fez o Brasil retroceder e retornar ao Mapa da Fome no triênio 2018/2019/2020.
Para a presidente do Consea, Elisabetta Recine, o Brasil ter conseguido sair do Mapa da Fome, de novo, em apenas dois anos demonstra que o país aprendeu a desenvolver e executar políticas públicas eficazes. “Por mais que nós tenhamos chegado a uma situação dramática, nós não esquecemos a lição, não esquecemos como fazer políticas públicas integradas, dirigidas aos principais problemas que esse país tem. São políticas dirigidas às comunidades em situação de maior vulnerabilidade, protegendo a agricultura familiar, incentivando a produção e aumentando a renda das pessoas”, argumentou.
CONQUISTA – O resultado anunciado pela FAO/ONU reflete a média trienal 2022/2024, que colocou o país abaixo do patamar de 2,5% da população em risco de subnutrição ou de falta de acesso à alimentação suficiente. A conquista foi alcançada em apenas dois anos, tendo em vista que 2022 foi um período considerado crítico para a fome no Brasil.
Em dois anos do atual governo, o Brasil teve reduções históricas da insegurança alimentar grave e da pobreza. Os números nacionais da fome, captados por meio da aplicação da Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (Ebia) nas pesquisas do IBGE, mostraram que, até o final de 2023, o país retirou cerca de 24 milhões de pessoas da insegurança alimentar grave.
DEBATES – Pela manhã, o evento do Consea teve mesas de debates sobre a relação entre a Agenda Climática e a segurança alimentar. Participaram o ministro Márcio Macêdo, o presidente da COP-30, embaixador André Corrêa do Lago, além de secretários, técnicos e representantes de instituições não governamentais.
Fonte: Secretaria-Geral
Nacional
Prazo de consulta pública sobre o Guia de Uso Ético de Inteligência Artificial é prorrogado até 4 de maio
Brasília, 22/4/26 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Direitos Digitais (Sedigi), prorrogou até 4 de maio o prazo para contribuições à consulta pública do Guia de Uso Ético de Inteligência Artificial para o Usuário Brasileiro. A decisão foi formalizada pelo Edital nº 3/2026, assinado pelo secretário nacional de Direitos Digitais, Victor Oliveira Fernandes, e publicado no Diário Oficial da União (DOU) na sexta-feira (17).
Lançada em 20 de março, a consulta tinha prazo original de encerramento em 19 de abril. A prorrogação amplia a janela de participação e garante que cidadãos, especialistas, servidores públicos, pesquisadores e organizações da sociedade civil possam contribuir para o aperfeiçoamento do documento. As sugestões, devidamente fundamentadas, devem ser encaminhadas pela Plataforma Brasil Participativo, no portal Brasil Participativo, no campo específico relativo à consulta. Ao encerrar o prazo, a Sedigi realizará a consolidação e análise das contribuições, que poderão ser incorporadas à versão final do guia.
“A consulta pública tem registrado ampla adesão, com contribuições qualificadas de diversos atores públicos e privados. Diante de solicitações de prorrogação e do elevado nível técnico dos debates, considerou-se oportuno ampliar o prazo, a fim de fortalecer a participação e aprofundar ainda mais a qualidade das contribuições”, afirma o diretor de Promoção de Direitos Digitais da Sedigi, Victor Durigan.
Elaborado em parceria com o Centro de Inteligência Artificial e Aprendizado de Máquina da Universidade de São Paulo (CIAAM/USP) e com apoio da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), a versão atual do Guia do Usuário Brasileiro de Inteligência Artificial – Definições, Direitos e Governança de IA no Brasil, com 75 páginas, serve de base para que os interessados respondam ao questionário e apresentem suas contribuições.
Com escrita em linguagem simples e acessível, o guia orienta a população sobre o funcionamento da inteligência artificial, seus usos, limitações, riscos e os direitos e deveres dos cidadãos na interação com essas tecnologias.
O documento está organizado em três partes:
A Parte I apresenta uma visão geral em formato de perguntas e respostas — o que é IA, como ela é criada, o que são alucinações, como a tecnologia impacta o cotidiano e quais são os direitos e deveres de usuários e desenvolvedores.
A Parte II aprofunda os conceitos: algoritmos, aprendizado de máquina, big data, ciclo de vida da IA e seu potencial prático no Brasil, além de tratar de limites e desafios como vieses e discriminação, opacidade, deepfakes, desinformação, privacidade e os impactos específicos sobre crianças, adolescentes e saúde mental.
A Parte III aborda direitos e governança, reunindo temas como transparência e explicabilidade, contestação e revisão de decisões automatizadas, proteção de dados, direitos do consumidor, equidade, sustentabilidade e responsabilização. O guia ainda conta com glossário e referências bibliográficas.
A iniciativa integra a Ação 50 do Eixo 5 do Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA), principal instrumento da política federal para o desenvolvimento e uso responsável da tecnologia, com previsão de investimentos superiores a R$ 20 bilhões entre 2024 e 2028.
-
Cidades6 dias atrásIncêndio de grade proporção atinge casa noturna Gerônimo West Music no centro de Cuiabá, VEJA O VÍDEO
-
POLITICA5 dias atrás“São pessoas que não tocam a vida pra frente”, dispara Flávia Moretti ao reagir a áudios e suposto grampo em Várzea Grande
-
Destaque7 dias atrásTJMT abre debate sobre sigilo judicial e convoca imprensa para ajudar a frear escalada da violência contra a mulher em Mato Grosso
-
Destaque7 dias atrásDesembargadora Maria Erotides recebe Diploma Bertha Lutz por atuação no combate à violência contra a mulher
-
Nacional5 dias atrásMinistro Boulos na feira da cidadania em Fortaleza: “Não tem que marcar hora, não tem burocracia. É chegar e ser atendido”
-
Policial7 dias atrásCiúme, rejeição e crime brutal: empresário é condenado a 13 anos de prisão por matar mulher trans e abandonar corpo em lavoura de MT
-
Policial4 dias atrásPM recupera revólver roubado do IML após fuga e confronto com suspeito em Cuiabá
-
Policial5 dias atrásMotociclista morre após ser atingido por caminhonete durante perseguição policial em Rondonópolis









