Economia

Edital de fomento à bacia leiteira segue com inscrições abertas até 21 de fevereiro

Publicados

em

O envio de propostas para o chamamento público, iniciado no dia 20 de janeiro, pode ser feito via site da Seaf ou presencialmente na secretaria

Luciana Cury | Seaf-MT

Exemplares como esses serão adquiridos pelo Governo do Estado. São novilhas da raça Girolando ½ sangue, já prenhas com embrião sexado fêmea, também Girolando – Foto por: Seaf-MT
A | A

O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf), está com inscrições abertas para o edital de seleção de associações sem fins lucrativos ligadas à produção da cadeia leiteira que estão interessados em investir, com contrapartida do Estado, na aquisição de novilhas Girolando ½ sangue, com gestação de embrião sexado fêmea, também Girolando.

O envio de propostas ao edital de chamamento público, aberto no dia 20 de janeiro, pode ser feito até o dia 21 de fevereiro, via site da Seaf ou presencialmente na secretaria, localizada na Rua Eng. Agrônomo Arnaldo Duarte Monteiro, Edifício Engenheiro José Morbeck, 2º andar, Centro Político Administrativo, em Cuiabá.

Leia Também:  Setor de hotéis, restaurantes e bares pedem apoio do senador Carlos Fávaro para retomada das atividades

Serão selecionadas até 20 associações, todas obrigatoriamente do segmento da agricultura familiar e que, comprovadamente, desenvolvam atividades relacionadas à cadeia produtiva do leite. Conforme estabelece o edital, cada associação terá que apresentar condições financeiras para adquirir no mínimo de 15 novilhas prenhas, algo em torno de R$ 270 mil. A contrapartida do Governo do Estado é doar a mesma quantidade de animais que a associação se propor adquirir.

Para essa ação, foram destinados R$ 17,9 milhões em recursos estaduais, com o objetivo de fazer o melhoramento genético do rebanho de bovinos leiteiros do Estado por meio da compra de mil novilhas confirmadamente prenhas, com gestação entre quatro a oito meses.

“A associação, juntamente com a Empaer, será a responsável por selecionar os produtores familiares que receberão as novilhas. Nós, da Seaf, ficaremos responsáveis por coordenar, acompanhar e monitorar do projeto, com o apoio da Empaer”,  explica o servidor da Seaf, Jurandyr José Pinto.

No dia 28 de fevereiro serão divulgadas as propostas selecionadas. Para outras informações: (65) 3613-6252/6200 e 3613-6224 (setor responsável), o atendimento da secretaria é das 7h30 às 11h30 e das 13h30 às 17h30.

Leia Também:  "Municípios devem se preparar para a nova realidade", diz Gallo sobre o novo regime tributário

MT Produtivo Leite

O Governo do Estado vem, desde 2019, investindo na compra de maquinários e serviços destinados ao fortalecimento e expansão da bacia leiteira mato-grossense. Até o momento já foram adquiridos 375 resfriadores de leite, 50 ordenhadeiras de leite, 7 mil doses de sêmen bovino, 1,5 mil prenhezes, 40 mil toneladas de calcário para correção de pastagem e 5 caminhões isotérmicos para o transporte de leite. Juntos, esses investimentos no segmento chegam à soma de R$ 8,5 milhões.

COMENTE ABAIXO:

AGRONEGÓCIOS

“Fim do Fethab 2 reflete nos investimentos de infraestrutura, logística estabilidade econômica em MT” diz Max Russi ao citar momentos de contribuição e dificuldades do Agro, VEJA O VÍDEO

Publicados

em

Por

JB News

por Nayara Cristina

A decisão de encerrar a cobrança do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (FETHAB 2) a partir do próximo ano marca uma inflexão importante na política econômica de Mato Grosso e sinaliza um novo momento de maturidade fiscal e estrutural do estado. O tema ganhou força após articulações conduzidas pelo vice-governador Otaviano Pivetta junto à classe empresarial do agronegócio, em uma série de reuniões e diálogos diretos com lideranças do setor produtivo.

Nos bastidores, a sinalização de Pivetta foi clara: o Estado não pretende mais sustentar a infraestrutura com base em contribuições extraordinárias. A fala, segundo relatos de participantes dessas discussões, ocorreu em tom de segurança fiscal e confiança na capacidade atual de investimento do governo, indicando que Mato Grosso já atingiu um nível de organização que permite abrir mão do adicional do fundo sem comprometer obras e serviços.

Criado como mecanismo emergencial para financiar obras estruturantes, o adicional do FETHAB incidiu principalmente sobre a produção agropecuária e, ao longo dos últimos anos, movimentou cifras bilionárias. Embora os valores variem conforme a produção e o mercado, estimativas baseadas na arrecadação recente indicam que o fundo — especialmente em sua modalidade adicional — representa algo entre R$ 800 milhões e R$ 1 bilhão por ano.

Leia Também:  Termo é editado autorizado a abertura do comércio em Cuiabá e VG

Com o fim da cobrança, a renúncia fiscal projetada é significativa. Em um horizonte de três a quatro anos, o Estado pode deixar de arrecadar entre R$ 2,5 bilhões e R$ 3 bilhões, considerando um cenário conservador. Ainda assim, a avaliação interna do governo é de que o impacto é absorvível diante do equilíbrio das contas públicas e do avanço já consolidado na infraestrutura estadual.

A recepção por parte do setor produtivo foi, majoritariamente, positiva. Produtores e representantes do agronegócio interpretaram o posicionamento como um gesto de reconhecimento ao momento econômico enfrentado pelo campo, marcado por custos elevados, crédito mais restrito e margens pressionadas. Ao mesmo tempo, a medida foi vista como um reforço na previsibilidade e na segurança jurídica — fatores considerados estratégicos para novos investimentos.

Na avaliação do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi, o encerramento do FETHAB 2 reflete exatamente esse novo estágio vivido pelo estado. Segundo ele, não há perspectiva de que o tema avance no Legislativo sem uma iniciativa formal do Executivo.

Leia Também:  Setor de hotéis, restaurantes e bares pedem apoio do senador Carlos Fávaro para retomada das atividades

“O projeto não deve sequer chegar à Assembleia para prorrogação. Esse debate só existiria se houvesse interesse do governo, e isso teria que acontecer ainda este ano”, afirmou.

Max Russi também destacou que a retirada do fundo dialoga com o atual cenário do setor agropecuário e com os avanços já alcançados na infraestrutura. Para o parlamentar, Mato Grosso conseguiu transformar os recursos arrecadados em obras concretas, como pavimentação de rodovias e estruturação de corredores logísticos, criando uma base sólida para sustentar o crescimento sem a necessidade de manter cobranças adicionais.

O fim do FETHAB 2, nesse contexto, consolida uma mudança de modelo: de um estado que dependia de fundos extraordinários para acelerar investimentos para outro que passa a operar com planejamento de longo prazo, equilíbrio fiscal e maior capacidade de atração de capital privado. O desafio, a partir de agora, será manter o ritmo de expansão da infraestrutura diante da renúncia bilionária, sem comprometer a competitividade que colocou Mato Grosso como protagonista do agronegócio nacional.

Veja :

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

VÁRZEA GRANDE

POLÍTICA

POLICIAL

MAIS LIDAS DA SEMANA