Nacional
Delegação brasileira destaca redes temáticas no combate ao crime em reunião do El Paccto 2.0
Lima, 17/06/2025 — A primeira reunião anual do Programa Regional para o Reforço da Parceria Estratégica em Matéria de Justiça e Segurança Contra a Criminalidade Organizada entre a União Europeia, a América Latina e o Caribe, denominada El Paccto 2.0, começou nessa segunda-feira (16), em Lima, no Peru. O evento segue até quinta-feira (19) e tem a participação do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).
Lançado em julho de 2023, o El Paccto 2.0 é um fórum de diálogo estratégico, que tem como objetivo reforçar as alianças entre as regiões para abordar os principais desafios comuns em matéria de cooperação jurídica internacional e de segurança pública.
O secretário Nacional de Justiça, Jean Keiji Uema, lidera a delegação do MJSP, composta pelo diretor de Operações Integradas e de Inteligência, da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), Rodney da Silva; pela diretora de Gestão de Ativos e Justiça, da Secretaria Nacional de Política de Drogas e Gestão de Ativos (Senad), Tatiane da Costa Almeida; pelo delegado da Diretoria de Relações Internacionais da Polícia Federal, Carlos Frederico Portella; e pelos representantes da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen): o diretor de Inteligência, Antônio Glautter, e o coordenador de Assuntos Internacionais, Felipe Magalhães.
Uema participou do painel intitulado Estratégias Regionais Coordenadas Frente ao Crime Organizado, ao lado de autoridades do Chile, El Salvador, Itália e São Vicente e Granadinas. Ele falou sobre a experiência brasileira na articulação de respostas integradas para combater as diversas dimensões do crime organizado. “A integração regional de inteligência, tecnologias e operações é essencial para o sucesso das estratégias nacionais e binacionais”, afirmou o secretário, ao citar o Acordo de Cooperação Policial para a Tríplice Fronteira, assinado entre o Brasil, a Argentina e o Paraguai.
Durante o painel, o secretário também explicou a proposta de constitucionalização do Sistema Único de Segurança Pública (Susp), em tramitação no Congresso Nacional, e lembrou que o Governo Federal tem dado prioridade à articulação com estados e municípios para fortalecer a segurança pública com respeito às competências federativas. “Estamos investindo em redes temáticas”, declarou.
A Rede Nacional de Unidades Especializadas no Combate às Organizações Criminosas (Renorcrim); a Rede Nacional de Recuperação de Ativos (Recupera); e a Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento do Narcotráfico (Renarc), são exemplos dessas redes. O objetivo é garantir ações articuladas e efetivas contra o crime organizado, inclusive nas suas novas formas de atuação em mercados lícitos.
Por fim, o chefe da delegação brasileira em Lima destacou que a asfixia financeira das organizações criminosas, aliada à cooperação internacional e ao uso de novas tecnologias, é o caminho mais efetivo para combater o crime transnacional. Ele citou ainda a Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (Enccla) como exemplo de articulação interinstitucional que tem sido referência internacional, inclusive em fóruns como o Grupo de Ação Financeira (Gafi/FATF) e a Organização das Nações Unidas.
Nacional
Prazo de consulta pública sobre o Guia de Uso Ético de Inteligência Artificial é prorrogado até 4 de maio
Brasília, 22/4/26 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Direitos Digitais (Sedigi), prorrogou até 4 de maio o prazo para contribuições à consulta pública do Guia de Uso Ético de Inteligência Artificial para o Usuário Brasileiro. A decisão foi formalizada pelo Edital nº 3/2026, assinado pelo secretário nacional de Direitos Digitais, Victor Oliveira Fernandes, e publicado no Diário Oficial da União (DOU) na sexta-feira (17).
Lançada em 20 de março, a consulta tinha prazo original de encerramento em 19 de abril. A prorrogação amplia a janela de participação e garante que cidadãos, especialistas, servidores públicos, pesquisadores e organizações da sociedade civil possam contribuir para o aperfeiçoamento do documento. As sugestões, devidamente fundamentadas, devem ser encaminhadas pela Plataforma Brasil Participativo, no portal Brasil Participativo, no campo específico relativo à consulta. Ao encerrar o prazo, a Sedigi realizará a consolidação e análise das contribuições, que poderão ser incorporadas à versão final do guia.
“A consulta pública tem registrado ampla adesão, com contribuições qualificadas de diversos atores públicos e privados. Diante de solicitações de prorrogação e do elevado nível técnico dos debates, considerou-se oportuno ampliar o prazo, a fim de fortalecer a participação e aprofundar ainda mais a qualidade das contribuições”, afirma o diretor de Promoção de Direitos Digitais da Sedigi, Victor Durigan.
Elaborado em parceria com o Centro de Inteligência Artificial e Aprendizado de Máquina da Universidade de São Paulo (CIAAM/USP) e com apoio da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), a versão atual do Guia do Usuário Brasileiro de Inteligência Artificial – Definições, Direitos e Governança de IA no Brasil, com 75 páginas, serve de base para que os interessados respondam ao questionário e apresentem suas contribuições.
Com escrita em linguagem simples e acessível, o guia orienta a população sobre o funcionamento da inteligência artificial, seus usos, limitações, riscos e os direitos e deveres dos cidadãos na interação com essas tecnologias.
O documento está organizado em três partes:
A Parte I apresenta uma visão geral em formato de perguntas e respostas — o que é IA, como ela é criada, o que são alucinações, como a tecnologia impacta o cotidiano e quais são os direitos e deveres de usuários e desenvolvedores.
A Parte II aprofunda os conceitos: algoritmos, aprendizado de máquina, big data, ciclo de vida da IA e seu potencial prático no Brasil, além de tratar de limites e desafios como vieses e discriminação, opacidade, deepfakes, desinformação, privacidade e os impactos específicos sobre crianças, adolescentes e saúde mental.
A Parte III aborda direitos e governança, reunindo temas como transparência e explicabilidade, contestação e revisão de decisões automatizadas, proteção de dados, direitos do consumidor, equidade, sustentabilidade e responsabilização. O guia ainda conta com glossário e referências bibliográficas.
A iniciativa integra a Ação 50 do Eixo 5 do Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA), principal instrumento da política federal para o desenvolvimento e uso responsável da tecnologia, com previsão de investimentos superiores a R$ 20 bilhões entre 2024 e 2028.
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