POLITICA
Carlos Fávaro libera R$ 42 milhões em recursos para Rondonópolis
JB News
Por Glaucio Nogueira
O senador Carlos Fávaro (PSD-MT) destinou mais de R$ 40 milhões em recursos para Rondonópolis. O montante será usado pelo município, o terceiro maior de Mato Grosso, para obras de infraestrutura e serviços de saúde. O parlamentar esteve na cidade nesta segunda-feira (4) participando de uma série de eventos, inclusive a assinatura de um convênio para obras de asfaltamento e drenagem de um dos distritos industriais da cidade.
A atuação de Fávaro em Rondonópolis foi destacada pelo prefeito José Carlos do Pátio (SD), que afirmou ser do senador a maior emenda individual da história do município. “O senador deu um resultado muito rápido para a nossa cidade. Em um ano de mandato já trouxe mais de R$ 21 milhões para os distritos industriais Augusto Bortoli Razia e Vetorasso e, agora, destinou mais R$ 20 milhões para o distrito industrial Rondonópolis, o mais antigo da cidade”.
No caso dos dois primeiros distritos, o Governo de Mato Grosso assegurou outros R$ 21 milhões e, com isso, serão 103,5 mil metros quadrados de asfalto novo, além de drenagem, calçamento e sinalização. “Temos uma parceria com o governador Mauro Mendes. Para cada real que trazemos a Mato Grosso, o governo aporta outro real. Trouxemos só para esta etapa R$ 21 milhões e, com isso, a gestão investiu outros R$ 21 milhões. Tenho a certeza de que este recurso vai mudar para melhor a vida do cidadão rondonopolitano”, explicou Fávaro.
Presidente da Associação Comercial e Industrial de Rondonópolis (Acir), Renato Del Cistia lembrou que a luta pela melhoria dos distritos industriais começou há muitos anos e, hoje, isso se torna realidade. “Muitos aqui pensam que as obras vão beneficiar apenas os empresários, mas elas vão beneficiar a todos, incluindo os trabalhadores, que passavam seis meses comendo pó e poeira e os outros seis comendo lama, porque chovia e a maioria deles se locomove de moto ou bicicleta. Todos ganham com a melhoria”. Os distritos industriais de Rondonópolis contam com mais de 500 empresas e geram cerca de 13 mil empregos.
Para o ano que vem, Fávaro já destinou outros R$ 20 milhões que serão alocados no distrito industrial Rondonópolis, mesma quantia que será aportada pelo Estado. “Falei com o governador da minha preocupação com este outro distrito e ele anunciou R$ 20 milhões em recursos. De pronto, o senador já assegurou mais R$ 20 milhões, formando uma grande parceria em prol do nosso município. Por isso, só tenho a agradecer”, pontou José Carlos do Pátio.
Além dos R$ 41 milhões, Fávaro destinou mais R$ 1 milhão para a Saúde da cidade. Os recursos serão usados para o tratamento de pacientes oncológicos, segundo a administração municipal. “Política boa é a que traz resultados, que muda para melhor a vida das pessoas. Esta é a minha maior missão e seguirei fazendo isso, buscando um Mato Grosso melhor para todos os mato-grossenses”, finalizou o senador.
POLITICA
Pivetta rebate críticas Lula, diz VLT era “inviável” e garante definição de veículo e entrega do novo modal até o fim do mandato, “ Um verdadeiro pepino” VEJA O VÍDEO
JB News
pir Nayara Cristina
lula critica “obra sem fim” em cuiabá, e pivetta reage ao embate sobre futuro do transporte coletivo
A recente troca de críticas entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador em exercício Otaviano Pivetta reacendeu um dos capítulos mais emblemáticos e prolongados da infraestrutura urbana de Mato Grosso: o impasse envolvendo os modais de transporte coletivo entre Cuiabá e Várzea Grande.
Durante agenda recente, Lula fez críticas diretas à descontinuidade do projeto do VLT e à substituição pelo BRT, classificando o caso como exemplo de obras públicas paralisadas e decisões que resultam em desperdício de recursos. O presidente citou, inclusive, o fato de os vagões originalmente adquiridos para Cuiabá terem sido vendidos ao governo da Bahia e hoje estarem em operação em Salvador. Para ele, a situação evidencia falhas de gestão e a interrupção de projetos por motivações políticas, ressaltando que, na capital mato-grossense, “nem o VLT, nem o BRT, nem qualquer solução está funcionando” .
A crítica ocorre sobre um histórico que se arrasta há mais de uma década. O VLT começou a ser implantado em 2012 como uma das principais obras de mobilidade para a Copa do Mundo de 2014, com previsão de ligar pontos estratégicos entre Cuiabá e Várzea Grande. No entanto, o projeto foi interrompido em 2015 em meio a investigações sobre irregularidades e suspeitas de fraudes, tornando-se símbolo de atrasos e problemas administrativos . Em 2020, o governo estadual decidiu abandonar definitivamente o modelo e substituí-lo pelo BRT, alegando inviabilidade econômica e técnica do sistema sobre trilhos.
Apesar da mudança, o BRT também não avançou no ritmo esperado. As obras seguem incompletas, com sucessivos entraves contratuais e operacionais, alimentando a percepção de um ciclo contínuo de indefinições. Dados recentes apontam que o novo sistema ainda não alcançou sequer um terço da execução prevista .
A resposta de Pivetta veio em tom firme. O governador rebateu as declarações do presidente e afirmou que Lula não possui conhecimento técnico suficiente para avaliar a viabilidade dos modais. Segundo ele, o VLT era “completamente inviável” desde sua concepção, destacando que houve erros estruturais no projeto, como a compra antecipada dos trens antes mesmo da conclusão da infraestrutura. Pivetta classificou o legado recebido como um “pepino” herdado de gestões anteriores e defendeu que a venda dos vagões foi uma solução para reduzir prejuízos e viabilizar um novo modelo de transporte mais moderno e eficiente .
O governador também afirmou que os recursos obtidos com a venda dos trens serão integralmente destinados à implantação de um sistema atualizado, com possibilidade de incorporar novas tecnologias e fontes energéticas, como etanol, biodiesel e energia solar. Embora mantenha o BRT como base, ele não descartou a análise de outros formatos de transporte coletivo, indicando que a decisão final ainda está em avaliação técnica.
O embate político ocorre em meio a uma população que convive há anos com obras inacabadas, desvios viários e a ausência de um sistema estruturado de mobilidade urbana. O caso do VLT/BRT tornou-se um símbolo local de promessas não cumpridas, mudanças de rumo e disputas entre diferentes gestões.
Agora, com o debate reaberto em nível nacional, a pressão aumenta para que o Estado finalmente apresente uma solução definitiva. Enquanto isso, Cuiabá e Várzea Grande seguem aguardando o desfecho de uma obra que começou há mais de uma década e que ainda não conseguiu sair do papel — independentemente do modal escolhido.
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