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Caminhão tanque dará suporte às operações aéreas de combate a incêndios florestaise MT

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Equipamento que dará suporte a operações aéreas foi adquirido com recursos do Programa Rem Mato Grosso

Juliana Carvalho

Veículo tem capacidade para dois mil litros de combustível, assegurando autonomia de 12 horas de voo – Foto por: Mayke Toscano/Secom-MT
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Para realizar as operações aéreas contra crimes ambientais em regiões mais longínquas do Estado, Mato Grosso terá o reforço de um caminhão-tanque. O veículo foi adquirido com recursos do Programa REDD+ para Pioneiros (REM-Mato Grosso) e tem capacidade para dois mil litros de combustível, assegurando até 12 horas de autonomia de voo. O veículo ficará em Sorriso na primeira base aérea de combate a incêndios florestais da Amazônia Legal.

O comandante do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), coronel PM Juliano Chiroli, explica que antes o helicóptero ia até o ponto a ser fiscalizado e tinha que voltar para algum aeroporto para abastecer novamente, prejudicando a logística da missão. “Agora, podemos enviar o caminhão até um município mais próximo e a aeronave poderá fazer mais deslocamentos em uma mesma região”.

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A secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, reforça a importância da entrega: “Essa é uma das entregas que estavam previstas no Plano de Combate ao Desmatamento e aos Incêndios Florestais. A entrega desse veículo que dará apoio ao abastecimento das aeronaves era uma demanda antiga que visa atender as ações em regiões muito distantes, onde não é possível abastecer as aeronaves em aeroportos convencionais. E isso permite que nossas ações de combate cheguem ao extremo de Mato Grosso”.

O Programa REM-MT investiu R$ 550 mil na aquisição do veículo em atendimento as propostas do eixo de fortalecimento institucional de entidades governamentais do Estado e na aplicação e desenvolvimento de políticas públicas estruturantes. Para essa frente, será destinado 40% dos recursos. Já o restante, 60%, serão investidos nos subprogramas de agricultura familiar, povos e comunidades tradicionais na Amazônia, Cerrado e Pantanal; territórios indígenas; e produção sustentável, inovação e mercados.

O REM- MT remunera e premia o esforço de mitigação das mudanças climáticas de pioneiros do REDD+ (Early Movers) em nível estadual, subnacional ou nacional para fomentar o desenvolvimento sustentável, além de gerar aprendizados até que um mecanismo global de REDD seja operativo. O principal objetivo do programa é a valorização da floresta em pé. O REM segue todos os princípios e critérios da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC, na sigla em inglês), na qual não ocorre transferência de créditos de carbono.

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O contrato do REM Mato Grosso prevê recursos na ordem de 44 milhões de euros do governo da Alemanha por meio do Banco Alemão de Desenvolvimento (KfW), e o governo do Reino Unido, por meio do Departamento Britânico para Energia e Estratégia Industrial (BEIS). A totalidade do recurso só será liberado se o estado se mantiver o desmatamento abaixo do limite, chamado de gatilho de performance, que é de 1.788 Km2/ano.

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Registro de 99 espécies entre Cerrado e Pantanal ajuda cientistas a analisarem futuro dos biomas

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JB News

O mapeamento de espécies tem papel fundamental para orientar ações de conservação e preservação da fauna. Para acompanhar os impactos das mudanças climáticas e os efeitos causados pelo homem, pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisa do Pantanal (INPP) e da Universidade Federal de Mato Grosso registraram 99 espécies do Cerrado e do Pantanal, entre elas, 36 espécies de anfíbios. A pesquisa foi feita no Parque Sesc Serra Azul, em Mato Grosso (MT), no decorrer de 11 meses.

Leia o estudo sobre a diversidade de anfíbios e répteis do Parque Sesc Serra Azul (inglês)

Para o biólogo e pesquisador do INPP Leonardo Moreira, a partir desse estudo será possível criar uma linha base para identificar mudanças a longo prazo, como a diminuição ou o desaparecimento de espécies mais sensíveis ou a expansão de outras em ambientes mais alterados. O especialista, que é um dos autores do levantamento, destaca que muitas dessas alterações não acontecem isoladamente. “É necessário um conjunto de fatores, como clima, expansão agrícola e mineração para que isso ocorra”, pontua.

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Segundo Moreira, a transformação das áreas naturais afeta o regime hídrico. O excesso de água na estação das chuvas no Cerrado abastece a planície pantaneira. Porém, o uso indevido das áreas úmidas, como o abastecimento, a irrigação e a indústria, interfere no armazenamento de água no Pantanal. Isso impacta diretamente nas áreas fundamentais para a reprodução de anfíbios.

O estudo contou com a participação de colaboradores locais do parque. Os pesquisadores passaram instruções sobre como fotografar e registrar os animais e as informações que eles precisavam enviar com os registros. Quinze voluntários participaram e ajudaram a registrar 38 espécies de répteis.

A participação das pessoas que vivem ou trabalham na região pode fazer uma diferença enorme para a ciência. O grupo de pesquisadores registrou 36 espécies de anfíbios (entre sapos, rãs e pererecas) e 63 répteis (incluindo cobras, lagartos, jabutis, cágados e jacarés). Desse total, 11 não teriam sido encontrados pela equipe de pesquisadores sem a participação da população.

O crescimento de infraestruturas, como estradas e áreas urbanas, tem uma série de efeitos negativos sobre a fauna, juntando-se aos desafios impostos pela mudança do clima em andamento. Algumas espécies tendem a ser mais dependentes de condições específicas e assim acabam sendo mais vulneráveis a mudanças no ambiente. Entender como esses animais estão lidando com o efeito dos conjuntos de tanta transformação é essencial para uma melhor ação de preservação.

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As informações Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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