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Cacique declara apoio ao Coronel Assis e pede autonomia para produção em terras indígenas

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O cacique Dodowai Enawene, da etnia Enawerê-Nawê, declarou apoio ao candidato a deputado federal Coronel Assis, e afirma que busca autonomia para garantir a produção em terras indígenas. Na avaliação do candidato, as novas perspectivas dos povos indígenas se fundamentam na necessidade de mudança da realidade e garantia de vida com dignidade para as comunidades.

“Nosso apoio ao Coronel Assis é porque ele está alinhado com o presidente Jair Bolsonaro e entendeu que precisamos produzir, plantar, melhorar a vida do nosso povo com internet, geração de renda na aldeia. Índio também quer poder andar de caminhonete e ter a vida com dignidade”, declara Dodowai Enawenê.

O cacique lidera duas aldeias, uma em Sapezal e outra em Juína, e afirma que os povos indígenas não são mais como antigamente quando “viviam isolados ou escondidos”. Nas duas aldeias vivem cerca de mil pessoas.

Em julho deste ano, Dodowai esteve com o presidente Jair Bolsonaro, em Brasília, de quem se declara apoiador por “ter sido o único a realmente ajudar nosso povo”. Na ocasião, protocolou junto à Fundação Nacional do Índio (Funai) pedido para que haja liberação de produção agrícola nas terras das aldeias onde é líder.

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Para o Coronel Assis, a garantia de produção pelos povos indígenas é um direito pelo qual ele vai lutar na Câmara Federal. “Estamos diante do clamor dos próprios indígenas pelo direito de fazer uso de suas terras para gerar qualidade de vida, com condições de produção e exploração naquilo que for mais apropriado para eles. Precisamos olhar para essas realidades sem aquela perspectiva assistencialista que por muitos anos foi tratada como política indigenista no Brasil e que nada fez para garantir qualidade de vida para essa população, que em muitos casos vive em condição de miséria”.

A reunião com a liderança indígena, em Sapezal, aconteceu nesta quarta-feira (21). No município, Coronel Assis, em agenda de campanha, também se encontrou com o presidente do Sindicato Rural do município, Cleto Weber e outros produtores rurais, além de colaboradores do Grupo Weber, para os quais reforçou seu compromisso com a segurança no campo, assim como quando criou a Patrulha Rural Georreferenciada, quando foi Comandante-Geral da Polícia Militar de Mato Grosso.

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“Brasil e Mato Grosso mais seguros é garantir que todos, sejam indígenas ou não, possam produzir, se desenvolver com segurança e liberdade. Esse é o Mato Grosso e o Brasil que eu vou fortalecer lá no Congresso Nacional”, pontua o Coronel.

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Pivetta rebate críticas Lula, diz VLT era “inviável” e garante definição de veículo e entrega do novo modal até o fim do mandato, “ Um verdadeiro pepino” VEJA O VÍDEO

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pir Nayara Cristina

lula critica “obra sem fim” em cuiabá, e pivetta reage ao embate sobre futuro do transporte coletivo

A recente troca de críticas entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador em exercício Otaviano Pivetta reacendeu um dos capítulos mais emblemáticos e prolongados da infraestrutura urbana de Mato Grosso: o impasse envolvendo os modais de transporte coletivo entre Cuiabá e Várzea Grande.

Durante agenda recente, Lula fez críticas diretas à descontinuidade do projeto do VLT e à substituição pelo BRT, classificando o caso como exemplo de obras públicas paralisadas e decisões que resultam em desperdício de recursos. O presidente citou, inclusive, o fato de os vagões originalmente adquiridos para Cuiabá terem sido vendidos ao governo da Bahia e hoje estarem em operação em Salvador. Para ele, a situação evidencia falhas de gestão e a interrupção de projetos por motivações políticas, ressaltando que, na capital mato-grossense, “nem o VLT, nem o BRT, nem qualquer solução está funcionando”  .

A crítica ocorre sobre um histórico que se arrasta há mais de uma década. O VLT começou a ser implantado em 2012 como uma das principais obras de mobilidade para a Copa do Mundo de 2014, com previsão de ligar pontos estratégicos entre Cuiabá e Várzea Grande. No entanto, o projeto foi interrompido em 2015 em meio a investigações sobre irregularidades e suspeitas de fraudes, tornando-se símbolo de atrasos e problemas administrativos  . Em 2020, o governo estadual decidiu abandonar definitivamente o modelo e substituí-lo pelo BRT, alegando inviabilidade econômica e técnica do sistema sobre trilhos.

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Apesar da mudança, o BRT também não avançou no ritmo esperado. As obras seguem incompletas, com sucessivos entraves contratuais e operacionais, alimentando a percepção de um ciclo contínuo de indefinições. Dados recentes apontam que o novo sistema ainda não alcançou sequer um terço da execução prevista  .

A resposta de Pivetta veio em tom firme. O governador rebateu as declarações do presidente e afirmou que Lula não possui conhecimento técnico suficiente para avaliar a viabilidade dos modais. Segundo ele, o VLT era “completamente inviável” desde sua concepção, destacando que houve erros estruturais no projeto, como a compra antecipada dos trens antes mesmo da conclusão da infraestrutura. Pivetta classificou o legado recebido como um “pepino” herdado de gestões anteriores e defendeu que a venda dos vagões foi uma solução para reduzir prejuízos e viabilizar um novo modelo de transporte mais moderno e eficiente  .

O governador também afirmou que os recursos obtidos com a venda dos trens serão integralmente destinados à implantação de um sistema atualizado, com possibilidade de incorporar novas tecnologias e fontes energéticas, como etanol, biodiesel e energia solar. Embora mantenha o BRT como base, ele não descartou a análise de outros formatos de transporte coletivo, indicando que a decisão final ainda está em avaliação técnica.

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O embate político ocorre em meio a uma população que convive há anos com obras inacabadas, desvios viários e a ausência de um sistema estruturado de mobilidade urbana. O caso do VLT/BRT tornou-se um símbolo local de promessas não cumpridas, mudanças de rumo e disputas entre diferentes gestões.

Agora, com o debate reaberto em nível nacional, a pressão aumenta para que o Estado finalmente apresente uma solução definitiva. Enquanto isso, Cuiabá e Várzea Grande seguem aguardando o desfecho de uma obra que começou há mais de uma década e que ainda não conseguiu sair do papel — independentemente do modal escolhido.

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