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Abertura de Microempresas Individuais em MT cresce mais de 100% em um ano

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Até outubro de 2021 foram abertas 50.869 novas empresas em Mato GrossoViviane Moura | Sedec-MT

– Foto por: Chico Valdiner (Gcom/MT)

 

Em 12 meses, o número de Microempresas individuais (MEIs) abertas em Mato Grosso cresceu 116,93%. Segundo dados da Junta Comercial de Mato Grosso (Jucemat), até outubro de 2020 foram registradas 43.504 empresas, enquanto que no mesmo período deste ano foram constituídos 50.869 novos estabelecimentos.

De acordo com o presidente da Jucemat, Manoel Lourenço de Amorim, apesar da pandemia ter afetado muitos setores econômicos de forma significativa houve um avanço em relação ao empreendedorismo no Estado. “Mesmo com o impacto econômico gerado pela covid-19 no mundo, os mato-grossenses continuaram a acreditar que era possível abrir um novo negócio e gerar renda neste período”, ressalta.

Amorim acredita que as linhas de crédito estaduais ofertadas pela Agência de Fomento de Mato Grosso – Desenvolve MT também colaboraram significativamente para o percentual elevado de novos MEIs no Estado. A agência oferece crédito com juro zero para empréstimos de até R$10 mil, caso as parcelas sejam pagas na data prevista em contrato.

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“A economia mato-grossense está em franco crescimento porque temos um Governo que tem fortalecido o empreendedor, que acredita no potencial do trabalho do seu povo e age para oferecer condições favoráveis ao desenvolvimento do nosso Estado”, enfatiza o secretário de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso, César Miranda.

Centro-Oeste

Mato Grosso se destaca em relação aos estados que integram a região Centro-Oeste, ficando na 1ª posição em número de aberturas de MEIs no ano, com 50.869. Em segundo aparece o Distrito Federal com 49.663, na terceira colocação está Mato Grosso do Sul com 43.504. Os dados do estado de Goiás não foram disponibilizados pela Junta Comercial do Estado de Goiás.

A projeção positiva de Mato Grosso compõe as estatísticas brasileiras divulgadas pela Serasa Experian, já que 1.654.167 foram criados MEIs em todo o país, somente no primeiro semestre de 2021.

Em média, um MEI é formalizado no Brasil a cada dois segundos.

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AGRONEGÓCIOS

“Fim do Fethab 2 reflete nos investimentos de infraestrutura, logística estabilidade econômica em MT” diz Max Russi ao citar momentos de contribuição e dificuldades do Agro, VEJA O VÍDEO

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JB News

por Nayara Cristina

A decisão de encerrar a cobrança do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (FETHAB 2) a partir do próximo ano marca uma inflexão importante na política econômica de Mato Grosso e sinaliza um novo momento de maturidade fiscal e estrutural do estado. O tema ganhou força após articulações conduzidas pelo vice-governador Otaviano Pivetta junto à classe empresarial do agronegócio, em uma série de reuniões e diálogos diretos com lideranças do setor produtivo.

Nos bastidores, a sinalização de Pivetta foi clara: o Estado não pretende mais sustentar a infraestrutura com base em contribuições extraordinárias. A fala, segundo relatos de participantes dessas discussões, ocorreu em tom de segurança fiscal e confiança na capacidade atual de investimento do governo, indicando que Mato Grosso já atingiu um nível de organização que permite abrir mão do adicional do fundo sem comprometer obras e serviços.

Criado como mecanismo emergencial para financiar obras estruturantes, o adicional do FETHAB incidiu principalmente sobre a produção agropecuária e, ao longo dos últimos anos, movimentou cifras bilionárias. Embora os valores variem conforme a produção e o mercado, estimativas baseadas na arrecadação recente indicam que o fundo — especialmente em sua modalidade adicional — representa algo entre R$ 800 milhões e R$ 1 bilhão por ano.

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Com o fim da cobrança, a renúncia fiscal projetada é significativa. Em um horizonte de três a quatro anos, o Estado pode deixar de arrecadar entre R$ 2,5 bilhões e R$ 3 bilhões, considerando um cenário conservador. Ainda assim, a avaliação interna do governo é de que o impacto é absorvível diante do equilíbrio das contas públicas e do avanço já consolidado na infraestrutura estadual.

A recepção por parte do setor produtivo foi, majoritariamente, positiva. Produtores e representantes do agronegócio interpretaram o posicionamento como um gesto de reconhecimento ao momento econômico enfrentado pelo campo, marcado por custos elevados, crédito mais restrito e margens pressionadas. Ao mesmo tempo, a medida foi vista como um reforço na previsibilidade e na segurança jurídica — fatores considerados estratégicos para novos investimentos.

Na avaliação do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi, o encerramento do FETHAB 2 reflete exatamente esse novo estágio vivido pelo estado. Segundo ele, não há perspectiva de que o tema avance no Legislativo sem uma iniciativa formal do Executivo.

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“O projeto não deve sequer chegar à Assembleia para prorrogação. Esse debate só existiria se houvesse interesse do governo, e isso teria que acontecer ainda este ano”, afirmou.

Max Russi também destacou que a retirada do fundo dialoga com o atual cenário do setor agropecuário e com os avanços já alcançados na infraestrutura. Para o parlamentar, Mato Grosso conseguiu transformar os recursos arrecadados em obras concretas, como pavimentação de rodovias e estruturação de corredores logísticos, criando uma base sólida para sustentar o crescimento sem a necessidade de manter cobranças adicionais.

O fim do FETHAB 2, nesse contexto, consolida uma mudança de modelo: de um estado que dependia de fundos extraordinários para acelerar investimentos para outro que passa a operar com planejamento de longo prazo, equilíbrio fiscal e maior capacidade de atração de capital privado. O desafio, a partir de agora, será manter o ritmo de expansão da infraestrutura diante da renúncia bilionária, sem comprometer a competitividade que colocou Mato Grosso como protagonista do agronegócio nacional.

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