Economia

Empreendedores embarcam com negócio cuiabano para França

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Fernanda Motta e Klinger de Castro levarão ‘plataforma 360°’ para casamento no país europeu

 

 

A cuiabana Fernanda Motta e o manauara Klinger de Castro embarcam para a França no mês de outubro. O objetivo dos dois é levar ao país as plataformas 360°, uma “febre” nos eventos festivos e corporativos desde o fim do ano passado.

 

A estrutura é um “mini-palco”, com câmeras instaladas ao redor do mesmo, que giram enquanto as pessoas dançam e são filmadas e/ou fotografadas.

 

O negócio, criado há cerca de um ano em Cuiabá, foi uma ideia dos amigos e sócios para gerar uma renda extra e auxiliar a pagar as contas do dia a dia. Ela, engenheira florestal, atuava informalmente no mercado de eventos na capital de Mato Grosso e ele, músico, sempre cantou em bares e casas de show.

 

A ideia inicial, no entanto, foi além do previsto. Hoje, os dois se dedicam integralmente a Slow Take e já somam mais de 200 eventos, em mais de seis estados do país e, agora, até fora dele. “Foi uma grata surpresa este convite.  Já rodamos tanto e, agora, iremos levar o nome do nosso estado para fora, atravessar o Oceano Atlântico e trabalhar em um outro país”, destaca Klinger.

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Para Fernanda, o fato se deve a qualidade do serviço e também em sempre buscar ir além do que está sendo feito pela concorrência. “Como as plataformas já estão sendo muito conhecidas, todo evento tem, mas com a qualidade e compromisso são poucos. Outro diferencial nosso é que estamos sempre em busca de conhecimento e de apresentar novos produtos ao público. Foi assim com os móveis de led, as ‘selfie take’, o espelho mágico e a tatuagem digital”, completa.

 

Mais informações

 

Para conhecer um pouco mais dos dois e do trabalho da Slow Take, confira aqui: https://www.instagram.com/slowtakeoficial/

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AGRONEGÓCIOS

“Fim do Fethab 2 reflete nos investimentos de infraestrutura, logística estabilidade econômica em MT” diz Max Russi ao citar momentos de contribuição e dificuldades do Agro, VEJA O VÍDEO

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JB News

por Nayara Cristina

A decisão de encerrar a cobrança do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (FETHAB 2) a partir do próximo ano marca uma inflexão importante na política econômica de Mato Grosso e sinaliza um novo momento de maturidade fiscal e estrutural do estado. O tema ganhou força após articulações conduzidas pelo vice-governador Otaviano Pivetta junto à classe empresarial do agronegócio, em uma série de reuniões e diálogos diretos com lideranças do setor produtivo.

Nos bastidores, a sinalização de Pivetta foi clara: o Estado não pretende mais sustentar a infraestrutura com base em contribuições extraordinárias. A fala, segundo relatos de participantes dessas discussões, ocorreu em tom de segurança fiscal e confiança na capacidade atual de investimento do governo, indicando que Mato Grosso já atingiu um nível de organização que permite abrir mão do adicional do fundo sem comprometer obras e serviços.

Criado como mecanismo emergencial para financiar obras estruturantes, o adicional do FETHAB incidiu principalmente sobre a produção agropecuária e, ao longo dos últimos anos, movimentou cifras bilionárias. Embora os valores variem conforme a produção e o mercado, estimativas baseadas na arrecadação recente indicam que o fundo — especialmente em sua modalidade adicional — representa algo entre R$ 800 milhões e R$ 1 bilhão por ano.

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Com o fim da cobrança, a renúncia fiscal projetada é significativa. Em um horizonte de três a quatro anos, o Estado pode deixar de arrecadar entre R$ 2,5 bilhões e R$ 3 bilhões, considerando um cenário conservador. Ainda assim, a avaliação interna do governo é de que o impacto é absorvível diante do equilíbrio das contas públicas e do avanço já consolidado na infraestrutura estadual.

A recepção por parte do setor produtivo foi, majoritariamente, positiva. Produtores e representantes do agronegócio interpretaram o posicionamento como um gesto de reconhecimento ao momento econômico enfrentado pelo campo, marcado por custos elevados, crédito mais restrito e margens pressionadas. Ao mesmo tempo, a medida foi vista como um reforço na previsibilidade e na segurança jurídica — fatores considerados estratégicos para novos investimentos.

Na avaliação do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi, o encerramento do FETHAB 2 reflete exatamente esse novo estágio vivido pelo estado. Segundo ele, não há perspectiva de que o tema avance no Legislativo sem uma iniciativa formal do Executivo.

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“O projeto não deve sequer chegar à Assembleia para prorrogação. Esse debate só existiria se houvesse interesse do governo, e isso teria que acontecer ainda este ano”, afirmou.

Max Russi também destacou que a retirada do fundo dialoga com o atual cenário do setor agropecuário e com os avanços já alcançados na infraestrutura. Para o parlamentar, Mato Grosso conseguiu transformar os recursos arrecadados em obras concretas, como pavimentação de rodovias e estruturação de corredores logísticos, criando uma base sólida para sustentar o crescimento sem a necessidade de manter cobranças adicionais.

O fim do FETHAB 2, nesse contexto, consolida uma mudança de modelo: de um estado que dependia de fundos extraordinários para acelerar investimentos para outro que passa a operar com planejamento de longo prazo, equilíbrio fiscal e maior capacidade de atração de capital privado. O desafio, a partir de agora, será manter o ritmo de expansão da infraestrutura diante da renúncia bilionária, sem comprometer a competitividade que colocou Mato Grosso como protagonista do agronegócio nacional.

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