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Evento on-line e gratuito sobre turismo e geoparques terá palestras nacionais e internacionais  

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Nos dias 18 a 20 e 25 a 27 de agosto de 2020, ocorrerá a Semana do Turismo IFMT 2020 e o II Workshop do Geoparque Chapada dos Guimarães. O evento, gratuito e on-line, possui como temática geoparques, geoturismo e educação ambiental. Entre os palestrantes convidados então referências nacionais e internacionais sobre a temática.

Atualmente está em discussão uma proposta para se criar o Geoparque de Chapada dos Guimarães, devido a relevância científica e beleza cênica do local, culminando no melhor aproveitamento turístico dos atrativos locais ampliando as possibilidades de geração de renda para a comunidade.   O título de Geoparque Mundial é concedido pela Unesco para são áreas geográficas unificadas, onde sítios e paisagens de relevância geológica internacional são administrados com base em um conceito holístico de proteção, educação e sustentabilidade. Sua abordagem ascendente que combina a conservação com desenvolvimento sustentável e que, ao mesmo tempo, envolve as comunidades locais, está se tornando cada vez mais popular.

O palestrante Prof. Dr. José Bernardo Rodrigues Brilha, da Universidade do Minho em Portugal, irá abordar na abertura do evento sobre “Patrimônio geológico e Geoparques Mundiais da UNESCO”.

A mesa redonda sobre “Geoturismo e as comunidades” contará com a presença do Eng. Carlos Merizalde Leiton – Imbabura Geoparque Mundial (Equador) e da Profª. Dra. Jasmine Cardozo – Departamento de Turismo, Universidade Estadual de Ponta Grossa.

Diretamente da Espanha a Profª. Dra. Araceli Serantes Pazos abordará sobre “Por que son importantes os equipamentos para a educación ambiental para a conservación de espacios naturais”.

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Pesquisadores do México também estarão apresentes. O Prof. Dr. José Francisco Domínguez Estrada abordará sobre “Inventarios de Patrimonio Cultural y Natural para proyectos turísticos” e a Profª. Dra. Maribel Osório García sobre a “La importancia del análisis social en las Áreas Naturales Protegidas (ANP): el caso del Nevado de Toluca, México”.  

A “Experienciando o turismo na Irlanda” será o assunto abordado pela Turismóloga Claudia Ozelame. Já a Profa. Dra. Luana de Almeida Rangel apresentará sobre “Trilhas geoturísticas em Unidade de Conservação no litoral do estado do Rio de Janeiro: potencialidades e desafios”

               Outros projetos de Geoparque e Geoparques aspirantes da UNESCO, também farão parte da programação. A mesa “Projetos de geoparque do Brasil” contará com a presença do Prof. Dr. Marcos Nascimento, do Projeto Geoparque Seridó (UFRN), do Prof. Dr. André Weissheimer de Borba, do Projeto Geoparque Caçapava (UFSM) e do Dr. Renato Azevedo, do Projeto Geoparque Serra do Sincorá. Além disso, a Profª Dra. Leila Beltrão abordará sobre a “Geoconservação do Geoparque Caminhos dos Cânions do Sul”. Estes são alguns dos projetos mais avançados no Brasil e podem em breve se tornarem Geoparque Unesco, assim como o Geoparque do Araripe, sendo este o único existem hoje no território nacional.

               A programação conta com outras palestras nacionais e palestras locais, que abordam sobre o turismo em Chapada dos Guimarães, além da geologia, paleontologia, meio físico, arqueologia entre outros aspectos do município.

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O evento é destinado a pesquisadores, empresários, estudantes, professores, gestores públicos, guias, condutores e demais interessados nas belezas naturais do estado de Mato Grosso e no desenvolvimento socioeconômico da região. E tudo, sem nenhum custo. Junto ao encontro, ocorrerão também vários concursos, abordando fotografia e artes, com premiações para os primeiros colocados, as informações e regulamentos sobre essas atividades estão no site do evento.

O encontro está sendo organizado por professores e discentes do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) e a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), e conta com o apoio da Prefeitura de Chapada dos Guimarães e de diversas instituições não governamentais, como Associação dos Geólogos de Cuiabá (GEOCLUBE), Associação dos Profissionais Geólogos do Estado De Mato Grosso (AGEMAT), Movimento Arte Chapada e Associação de Guias e Condutores de Ecoturismo (AGCE) e patrocínio da Sociedade Brasileira de Geologia (SBG-Núcleo Centro Oeste),  da Euromáquinas Mineração, da Puríssima Água mineral natural, da Federação Brasileira de Geólogos (FEBRAGEO), do Mirante Alto do Céu,  da Eco Turismo Cultural, da Geominas, da Ômega Ambiental, da Geoconsult e do Grupo Villa Guimarães.

Confira a programação completa e o dia e horário de cada atividade.

www.even3.com.br/semanaturismogeoparque

E acompanhe as informações pelas redes sociais:

https://www.facebook.com/geoparquechapadamt/

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Com informações do professor  Caiubi Emanuel Souza Kuhn

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Registro de 99 espécies entre Cerrado e Pantanal ajuda cientistas a analisarem futuro dos biomas

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O mapeamento de espécies tem papel fundamental para orientar ações de conservação e preservação da fauna. Para acompanhar os impactos das mudanças climáticas e os efeitos causados pelo homem, pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisa do Pantanal (INPP) e da Universidade Federal de Mato Grosso registraram 99 espécies do Cerrado e do Pantanal, entre elas, 36 espécies de anfíbios. A pesquisa foi feita no Parque Sesc Serra Azul, em Mato Grosso (MT), no decorrer de 11 meses.

Leia o estudo sobre a diversidade de anfíbios e répteis do Parque Sesc Serra Azul (inglês)

Para o biólogo e pesquisador do INPP Leonardo Moreira, a partir desse estudo será possível criar uma linha base para identificar mudanças a longo prazo, como a diminuição ou o desaparecimento de espécies mais sensíveis ou a expansão de outras em ambientes mais alterados. O especialista, que é um dos autores do levantamento, destaca que muitas dessas alterações não acontecem isoladamente. “É necessário um conjunto de fatores, como clima, expansão agrícola e mineração para que isso ocorra”, pontua.

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Segundo Moreira, a transformação das áreas naturais afeta o regime hídrico. O excesso de água na estação das chuvas no Cerrado abastece a planície pantaneira. Porém, o uso indevido das áreas úmidas, como o abastecimento, a irrigação e a indústria, interfere no armazenamento de água no Pantanal. Isso impacta diretamente nas áreas fundamentais para a reprodução de anfíbios.

O estudo contou com a participação de colaboradores locais do parque. Os pesquisadores passaram instruções sobre como fotografar e registrar os animais e as informações que eles precisavam enviar com os registros. Quinze voluntários participaram e ajudaram a registrar 38 espécies de répteis.

A participação das pessoas que vivem ou trabalham na região pode fazer uma diferença enorme para a ciência. O grupo de pesquisadores registrou 36 espécies de anfíbios (entre sapos, rãs e pererecas) e 63 répteis (incluindo cobras, lagartos, jabutis, cágados e jacarés). Desse total, 11 não teriam sido encontrados pela equipe de pesquisadores sem a participação da população.

O crescimento de infraestruturas, como estradas e áreas urbanas, tem uma série de efeitos negativos sobre a fauna, juntando-se aos desafios impostos pela mudança do clima em andamento. Algumas espécies tendem a ser mais dependentes de condições específicas e assim acabam sendo mais vulneráveis a mudanças no ambiente. Entender como esses animais estão lidando com o efeito dos conjuntos de tanta transformação é essencial para uma melhor ação de preservação.

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As informações Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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