Policial
Organização criminosa desmantelada pela Polícia Civil movimentou R$ 6 milhões com furtos e roubos de cargas
Policiais civis de MT cumpriram mandados de prisão e de buscas e apreensões em cidades do interior paulista, nesta semana
Raquel Teixeira | Polícia Civil-MT
A organização criminosa que atuava no roubo e furtos de cargas de grãos no estado e foi presa nesta semana pela Polícia Civil de Mato Grosso no interior de São Paulo movimentou, aproximadamente, R$ 6 milhões com o esquema criminoso praticado em território mato-grossense e em outras unidades da federação.
Oito investigados, entre eles os cabeças da organização criminosa e donos da transportadora envolvida nos roubos e furtos, foram presos nesta semana durante a Operação Safra, coordenada pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e Delegacia da Polícia Civil de Paranatinga.
O homem de 35 anos e a a mulher dele, de 37 anos, foram presos na cidade de Irati (PR), quando tentavam fugir do interior de São Paulo para a região sul do País. As outras prisões foram cumpridas nas cidades de Ponta Grossa (PR) e Avaré, Assis e Garça (SP).
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Os mandados judiciais decretados pela Justiça de Mato Grosso foram cumpridos em cidades do interior paulista e do Paraná. Em Assis, sede da transportadora usada pelo casal que liderava o esquema criminoso, foram aprendidos quatro caminhões e seis carretas, e a empresa foi fechada.
As cargas de grãos, principalmente soja, eram desviadas ou furtadas de fazendas produtoras ou armazéns graneleiros, onde os criminosos agiam utilizando notas fiscais frias para a retirada dos produtos. Depois que revendiam as cargas, ainda dentro de Mato Grosso, saíam do estado com o dinheiro obtido no esquema, agindo como ‘piratas’, conforme apurou a investigação que reuniu ocorrências registradas em 40 boletins comunicados à Polícia Civil de Mato Grosso.
Policiais civis das Delegacias de Paranatinga e de Primavera do Leste, da GCCO, Gerência de Operações Especiais e Polinter também cumpriram 11 mandados de buscas contra alvos da investigação nas cidades do interior paulista, como Assis, Avaré, Conchas, São Miguel Arcanjo, Paraguaçu Paulista, Maracaí e Tarumã; e em Campo Mourão, no Paraná.
A Operação Safra contou com apoio da seccional da Polícia Civil de São Paulo em Assis.
Esquema criminoso

As investigações iniciaram na Delegacia de Paranatinga, que apurou os furtos de duas cargas de soja ocorridos em março deste ano. A partir de outras ocorrências registradas nas cidades de Sorriso e de Ipiranga do Norte, a Gerência de Combate ao Crime Organizado da Polícia Civil de Mato Grosso identificou o esquema criminoso envolvendo uma empresa de transportes sediada no município de Assis e utilizada para a prática dos crimes.
Durante anos, o proprietário e demais integrantes da quadrilha desviaram toneladas de grãos em Mato Grosso, conforme constam em mais de 40 boletins de ocorrência registrados pelas empresas proprietárias das cargas.
A investigação da Polícia Civil apontou que o proprietário da empresa, de 35 anos e o grupo criminoso liderado por ele atuavam como ‘piratas’ ao entrar no estado para furtar as cargas e depois sair com o dinheiro obtido nas vendas criminosas. A apuração apontou que a quadrilha utilizava-se das mais variadas fraudes, aproveitando-se falhas no sistema de controle das fazendas e das transportadoras contratantes. Depois de praticarem os furtos, voltavam à cidade de Assis levando o “espólio, valores em dinheiro.
O delegado de Paranatinga, Hugo Abdon, destaca que a operação foi realizada para reunir informações contra os alvos investigados e também interromper as condutas criminosas. “Além disso, o objetivo era também atingir o patrimônio da organização criminosa, ressarcir as vítimas dos prejuízos sofridos e, por fim, levar à punição dos associados”, explicou.
O delegado Vitor Hugo Bruzulato Teixeira, pontua que o inquérito instaurado pela GCCO apura os crimes de organização criminosa, furto qualificado pela fraude e por concurso de pessoas, além de haver indícios da prática de lavagem de dinheiro e sonegação fiscal.

Além dos furtos, a organização criminosa passou a agir também roubando cargas, com uso de armas de fogo e mantendo as vítimas reféns durante a ação. “Ou seja, a quadrilha está também praticando os mais variados crimes, inclusive, usando de violência, com emprego de arma de fogo e zombando do sistema de justiça e do principal sistema produtivo brasileiro, que é o agronegócio”, apontou o delegado Vitor Hugo.
Somente em Paranatinga, a quadrilha causou um prejuízo de R$ 300 mil com as duas cargas de soja furtadas. Em Ipiranga do Norte, os criminosos desviaram quatro cargas completas de soja avaliadas em aproximadamente R$ 600 mil.
Policial
Polícia Militar frustra furto de gado em zona rural de Barra do Garças e prende suspeitos em flagrante
Policiais militares do 2° Batalhão frustraram, nesta quinta-feira (16.4), um furto de gado na zona rural do município de Barra do Garças (520 km de Cuiabá). As equipes prenderam dois homens e uma mulher em flagrante suspeitos da ação criminosa.
Durante desdobramento da Operação Tolerância Zero, as equipes do Núcleo da Polícia Militar de Indianápolis localizaram os envolvidos, um caminhão boiadeiro carregado com 30 animais, em atitude suspeita, em uma estrada vicinal.
Na abordagem, os ocupantes do veículo apresentaram informações contraditórias sobre a origem e destino da carga e constataram que a carga havia sido furtada de uma propriedade rural.
Em contato com o proprietário da fazenda, foi confirmado que não havia autorização para a retirada ou comercialização dos animais, sendo que um dos envolvidos exercia função de confiança na fazenda. Os policiais também identificaram indícios de receptação, uma vez que parte dos envolvidos alegou ter adquirido os animais de forma ilícita.
Os policiais militares constataram que um dos animais morreu devido às condições precárias de transporte. Os suspeitos foram encaminhados à Delegacia da Polícia Judiciária Civil para as providências cabíveis.
Disque-denúncia
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.
Fonte: Governo MT – MT
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