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TJ determina a suspensão de TAC que impedia a emissão de novas outorgas de utilização de poços tubulares em Cuiabá

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TJ determina a suspensão de TAC que impedia a emissão de novas outorgas

O desembargador Márcio Vidal, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), concedeu liminar que volta a autorizar a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) a renovar e conceder novas outorgas para utilização de poços tubulares (artesianos) no município de Cuiabá. A decisão foi dada no último dia 19.

O agravo foi provocado pelos usuários instalados na região do Distrito Industrial, dentre os quais estão a Associação das Empresas do Distrito Industrial de Cuiabá (AEDIC), o Sindicato das Indústrias da Construção do Estado de Mato Grosso (SINDUSCON-MT), o Sindicato Intermunicipal das Indústrias Metalúrgicas, Mecânica de Manutenção Industrial e de Material Elétrico do Estado de Mato Grosso (SINDIMEC) e a Associação Brasileira de Águas Subterrâneas (ABAS).

A advogada dos interessados, Alessandra Panizi, afirma que a decisão é um ato que merece ser engrandecido, pois “garante o direito daqueles que necessitam do uso de água subterrânea e que possuem outorga, ou seja, aquelas pessoas que têm poços tubulares, no qual a Sema, ao regularizar esses poços, já cobra uma qualidade e quantidade de água determinadas a esses usuários. Isso quer dizer que não se usa água de forma indiscriminada, mas de forma consciente”, destaca.

Panizi enfatiza que o desembargador também reconheceu a legitimidade dessas instituições, uma vez que o Ministério Público Estadual (MPE) tem tentado alegar que esses grupos de usuários não são partes legítimas para defender o acesso à água. A advogada lembra que não se defende apenas o direito de acesso a água, mas, também, o direito da coletividade que necessita desse bem de domínio público.

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Na decisão, o desembargador enfatiza que “embora seja recomendável que as edificações permanentes urbanas devam estar conectadas às redes públicas de abastecimento de água, além de o ato administrativo de outorga ser condicionado ao interesse público, de sorte que o uso das águas subterrâneas não se constitui em direito adquirido ou absoluto do particular, o fato de o poder público ter reconhecido, por meio das outorgas concedidas, o direito do uso das águas subterrâneas, é lícito supor que essa exploração é, em tese, viável e não coloca em risco esse recurso natural, porque, a princípio, foram observados os regulamentos para a perfuração do solo e o uso do bem”.

Vidal ainda deixa claro em sua decisão que “a decisão proferida na instância de piso mantém a cláusula do TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) que prevê a adoção das medidas cabíveis com relação aos poços irregulares/clandestinos, o que, a princípio, assegura, nesse momento, a salubridade das águas subterrâneas, notadamente com relação a uma possível contaminação”.

Para a presidente da AEDIC, Margareth Buzetti, essa decisão é importante e se alinha ao que o juiz da Vara Especializada do Meio Ambiente em Cuiabá, Rodrigo Roberto Curvo, havia estabelecido. “É importante frisar que nós defendemos não só as empresas e indústrias, mas também, condomínios, hospitais e escolas que seriam prejudicadas em benefício de uma única empresa que não tem como garantir o fornecimento de água”.

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“Com essa decisão, o desembargador Márcio Vidal reconhece que essas entidades são legítimas para defender o direito da coletividade e do meio ambiente, uma vez que se defende o consumo de água por poços tubulares regularizados. E, ainda, desde a nossa primeira ação, fomos categóricos em defender que os poços tubulares que não possuem regularidade ambiental por meio do cadastro ou da outorga devem ser tamponados. Nós somos a favor da legalidade”, reforça a advogada.

ENTENDA O CASO

As indústrias e empresas instaladas no Distrito precisam dos poços tubulares (artesianos) para garantir o abastecimento regular de água a contento. Porém, desde janeiro de 2019, a SEMA estava impedida de emitir novas outorgas ou renovações para utilização dos poços em decorrência da assinatura de um TAC entre a concessionária Águas Cuiabá e o próprio Ministério Público Estadual. A alegação para tal medida foi uma possível contaminação das águas subterrâneas da região pelo uso dos poços, porém, sem apresentar estudos técnicos que a comprovem.

“É importante lembrar que o desembargador também fundamentou a decisão dele mostrando que não existe estudo contundente que prove que a água, da forma como está sendo utilizada, se caracteriza como mau uso, mas sim, que está sendo utilizada de forma racional, dentro do que a Sema permite. Ou seja, o MP não tem instrumentos e estudos suficientes para provar a razão desse TAC”, finaliza Alessandra Panizi.

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Governo entrega R$ 2 milhões em máquinas e veículos para produtores de 13 municípios de MT

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A Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf) entregou, nesta sexta-feira (29.8), cerca de R$ 2 milhões em máquinas, veículos e equipamentos para fortalecer a agricultura familiar em 13 municípios do Estado.

Com recursos de emenda parlamentar, foram entregues sete veículos pick-up (Hilux e Saveiro), seis carretas agrícolas basculantes de 6 toneladas, seis tratores cabinados de 80 cv, cinco microtratores a diesel, cinco pulverizadores, uma colhedora de forragem de área total, uma plantadora de mandioca de duas linhas e uma grade aradora de 16 discos.

As entregas abrangem os municípios de Acorizal, Marcelândia, Rio Branco, Barão de Melgaço, Brasnorte, Vila Rica, São José do Xingu, Diamantino, São José do Povo, Nova Ubiratã, Cuiabá, Serra Nova Dourada e Sinop.

Assessoria

A secretária de Estado de Agricultura Familiar, Andréia Fujioka, destacou que a mecanização é um dos principais instrumentos para garantir o futuro da agricultura familiar no Estado e estimular a permanência dos jovens no campo.

“O governo trabalha para que todos tenham acesso a equipamentos, investimentos e créditos. Com máquinas, sementes e mudas, reduzimos o êxodo rural e mostramos que há futuro para o jovem no campo. O desenvolvimento da agricultura familiar é a chave para reduzir desigualdades e garantir qualidade de vida às famílias mato-grossenses”, pontuou.

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Autora da emenda, a ex-deputada federal e diretora da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Rosa Neide, apontou que a entrega dos veículos e equipamentos representa uma transformação na vida do pequeno produtor. “Um trator entregue a quem planta e cuida da terra faz toda a diferença. O trabalho dessas comunidades é o que pode tirar o Brasil do mapa da fome”, avaliou.

Uma das máquinas, um trator, foi entregue à Terra Indígena (TI) Erikpatsa, em Brasnorte. Para Neiriane Taerik, primeira presidente mulher da Associação Indígena da Aldeia Barranco Vermelho (ASIBV), o equipamento recebido vai ajudar na produção de alimentos e também na venda do excedente. O território conta com cerca de 3 mil indígenas.

“Agora poderemos fortalecer a agricultura familiar de cada comunidade, produzindo cará, batata, milho e melancia, tanto para nosso consumo quanto para a venda do excedente”, frisou.

O prefeito de São José do Povo, Ivanildo Vilela da Silva, conhecido como Júnior da Saúde, também destacou que os veículos vão ajudar 700 propriedades ligadas à agricultura familiar, principalmente no setor leiteiro, no município. “O carro vai auxiliar no transporte de combustível, alimentação e no suporte às equipes. Esse tipo de investimento fortalece quem produz”, disse.

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O prefeito de São José do Povo, Ivanildo Vilela da Silva, conhecido como Júnior da Saúde, também frisou o impacto da ação. “O carro vai auxiliar no transporte de combustível, alimentação e no suporte às equipes”. O município conta com pelo menos 700 propriedades ligadas à agricultura familiar, principalmente no setor leiteiro. “Esse tipo de investimento fortalece quem produz e ajuda a manter o jovem no campo”, avaliou.

Em Campinápolis, na Terra Indígena Parabubure, o vereador Pedro Paulo Sereparã, do povo Xavante, ressaltou que as máquinas vão ajudar nove mil indígenas na região. “Esses equipamentos vão nos permitir aumentar a produção e ampliar as vendas. Receber uma carreta e uma grade significa garantir comida e também aumentar a renda do nosso povo. É um passo para a nova geração”, concluiu.

Fonte: Governo MT – MT

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