POLITICA
“Pedro Pinóquio vai a Brasília mentir para senadores como mentiu para Mato Grosso”, dispara Mauro Mendes após denúncias sobre acordo com a Oi
JB News
por Emerson Teixeira
A tensão política entre o ex-governador Pedro Taques e o atual governador Mauro Mendes ganhou novos capítulos nesta segunda-feira (23), em meio a acusações graves envolvendo um acordo milionário firmado entre o Governo de Mato Grosso e a empresa Oi S.A. O embate, que já vinha sendo travado nos bastidores, veio a público de forma contundente após Taques denunciar um suposto desvio de R$ 308 milhões relacionados ao pagamento do acordo homologado pela Justiça.
A denúncia, no entanto, foi rebatida com força por órgãos de controle. O Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) instaurou procedimento para apurar o caso, mas já indicou, em decisão preliminar, que a conciliação firmada pelo Estado foi conduzida com elevado grau de transparência, responsabilidade e vantajosidade econômica. Segundo o entendimento técnico, houve equilíbrio entre a pretensão máxima da empresa credora e os interesses da administração pública, afastando indícios de irregularidades.
No mesmo sentido, o Ministério Público do Estado de Mato Grosso também emitiu parecer apontando que não há ilegalidade no acordo, reforçando que o procedimento seguiu critérios legais e técnicos adequados.
Diante desse cenário, o governador Mauro Mendes elevou o tom contra seu antecessor durante entrevista coletiva concedida no fim da tarde desta segunda-feira. Irritado com as acusações, Mendes acusou Pedro Taques de disseminar informações falsas e afirmou que o ex-governador pretende levar uma narrativa distorcida ao Senado Federal.
“Eu não sei o que ele vai fazer lá, mas se for falar sobre isso, já está comprovado que é uma grande mentira. Quem acreditou nele, acreditou numa mentira. Ele quis enganar a população de Mato Grosso. O Tribunal de Contas já falou que está tudo certo, o Ministério Público também. Não tem ilegalidade, tem vantajosidade”, declarou Mendes.
Em tom ainda mais duro, o governador partiu para o ataque pessoal e chamou Taques de “Pedro Pinóquio”, afirmando que o ex-chefe do Executivo estadual tenta repetir, em Brasília, o que classificou como uma tentativa de enganar os mato-grossenses.
“Se ele for lá, vai tentar mentir para os senadores como tentou mentir para a população de Mato Grosso. Mentira tem perna curta. O Pedro Pinóquio vai acabar sendo desmascarado”, disparou.
O caso deve ganhar novos desdobramentos nos próximos dias, especialmente com a possível ida de Pedro Taques ao Senado Federal para reforçar suas denúncias. Enquanto isso, o governo do Estado se apoia nos pareceres técnicos dos órgãos de controle para sustentar a legalidade e a economicidade do acordo firmado com a Oi, transformando o episódio em mais um capítulo de forte disputa política em Mato Grosso.
Veja
POLITICA
Pivetta rebate críticas Lula, diz VLT era “inviável” e garante definição de veículo e entrega do novo modal até o fim do mandato, “ Um verdadeiro pepino” VEJA O VÍDEO
JB News
pir Nayara Cristina
lula critica “obra sem fim” em cuiabá, e pivetta reage ao embate sobre futuro do transporte coletivo
A recente troca de críticas entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador em exercício Otaviano Pivetta reacendeu um dos capítulos mais emblemáticos e prolongados da infraestrutura urbana de Mato Grosso: o impasse envolvendo os modais de transporte coletivo entre Cuiabá e Várzea Grande.
Durante agenda recente, Lula fez críticas diretas à descontinuidade do projeto do VLT e à substituição pelo BRT, classificando o caso como exemplo de obras públicas paralisadas e decisões que resultam em desperdício de recursos. O presidente citou, inclusive, o fato de os vagões originalmente adquiridos para Cuiabá terem sido vendidos ao governo da Bahia e hoje estarem em operação em Salvador. Para ele, a situação evidencia falhas de gestão e a interrupção de projetos por motivações políticas, ressaltando que, na capital mato-grossense, “nem o VLT, nem o BRT, nem qualquer solução está funcionando” .
A crítica ocorre sobre um histórico que se arrasta há mais de uma década. O VLT começou a ser implantado em 2012 como uma das principais obras de mobilidade para a Copa do Mundo de 2014, com previsão de ligar pontos estratégicos entre Cuiabá e Várzea Grande. No entanto, o projeto foi interrompido em 2015 em meio a investigações sobre irregularidades e suspeitas de fraudes, tornando-se símbolo de atrasos e problemas administrativos . Em 2020, o governo estadual decidiu abandonar definitivamente o modelo e substituí-lo pelo BRT, alegando inviabilidade econômica e técnica do sistema sobre trilhos.
Apesar da mudança, o BRT também não avançou no ritmo esperado. As obras seguem incompletas, com sucessivos entraves contratuais e operacionais, alimentando a percepção de um ciclo contínuo de indefinições. Dados recentes apontam que o novo sistema ainda não alcançou sequer um terço da execução prevista .
A resposta de Pivetta veio em tom firme. O governador rebateu as declarações do presidente e afirmou que Lula não possui conhecimento técnico suficiente para avaliar a viabilidade dos modais. Segundo ele, o VLT era “completamente inviável” desde sua concepção, destacando que houve erros estruturais no projeto, como a compra antecipada dos trens antes mesmo da conclusão da infraestrutura. Pivetta classificou o legado recebido como um “pepino” herdado de gestões anteriores e defendeu que a venda dos vagões foi uma solução para reduzir prejuízos e viabilizar um novo modelo de transporte mais moderno e eficiente .
O governador também afirmou que os recursos obtidos com a venda dos trens serão integralmente destinados à implantação de um sistema atualizado, com possibilidade de incorporar novas tecnologias e fontes energéticas, como etanol, biodiesel e energia solar. Embora mantenha o BRT como base, ele não descartou a análise de outros formatos de transporte coletivo, indicando que a decisão final ainda está em avaliação técnica.
O embate político ocorre em meio a uma população que convive há anos com obras inacabadas, desvios viários e a ausência de um sistema estruturado de mobilidade urbana. O caso do VLT/BRT tornou-se um símbolo local de promessas não cumpridas, mudanças de rumo e disputas entre diferentes gestões.
Agora, com o debate reaberto em nível nacional, a pressão aumenta para que o Estado finalmente apresente uma solução definitiva. Enquanto isso, Cuiabá e Várzea Grande seguem aguardando o desfecho de uma obra que começou há mais de uma década e que ainda não conseguiu sair do papel — independentemente do modal escolhido.
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