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Dia Mundial da Alimentação é celebrado com ato público durante o 13º Congresso Brasileiro de Agroecologia no Semiárido

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Um ato público marcou as celebrações do Dia Mundial da Alimentação, comemorado na última quinta-feira (16), durante o 13º Congresso Brasileiro de Agroecologia (CBA), realizado em Juazeiro (BA). O evento, encerrado no sábado (18), reuniu autoridades, representantes da sociedade civil, pesquisadores e estudantes, consolidando-se como um espaço estratégico de diálogo sobre segurança alimentar e nutricional, agroecologia e a importância do fortalecimento de políticas públicas no Brasil. Elisabetta Recine, presidenta do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), participou do ato.

Esta edição do CBA foi especialmente simbólica por ser a primeira sediada no Semiárido brasileiro, terra que abriga vastas riquezas e grandes desafios. Nessa região a convivência com longos períodos de seca e altas taxas de evapotranspiração é uma realidade. O território abriga uma rica biodiversidade: são mais de onze mil espécies vegetais catalogadas, tendo a Caatinga como bioma predominante.

O Sertão tem um outro morador ilustre: o Velho Chico. O Rio São Francisco, antes de ser conhecido por nome de santo, já tinha sido batizado pelos povos originários de Opará, nome de origem tupi-guarani que faz significa “rio-mar”. E foi Juazeiro, cidade que faz parte dessa dicotomia entre a escassez e a fartura, quem abrigou reflexões profundas e necessárias sobre os rumos que precisam ser tomados para o fortalecimento do direito humano a alimentação adequada para a população de todo o país.

Conselheiras destacam a agroecologia como estratégia de fortalecimento dos sistemas alimentares

Roselita Albuquerque, conselheira do Consea, destacou a relevância da realização do congresso no Semiárido, alertou para os riscos representados pelas sementes transgênicas à agrobiodiversidade e defendeu a luta por alimentos acessíveis para toda a população. Em sua fala afirmou: “Nós aprendemos que não é lutando contra a seca que vamos diminuir as desigualdades sociais que marcaram nossa história, mas é convivendo com ela, trazendo os territórios, as experiências de convivência com o Semiárido e a agroecologia que conseguimos que os povos permaneçam firmes e fortes”.

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Leila Santana, conselheira suplente do Consea, também reforçou a importância política do direito à alimentação: “A alimentação não deve ser território de disputa ou ser vista apenas como mercadoria, ela é um elemento fundamental para uma qualidade de vida digna”, destacou. Leila afirmou ainda que a soberania alimentar e hídrica são mais do que bandeiras: são propostas concretas para o enfrentamento da escassez de alimentos e água e, ao mesmo tempo, soluções ambientais. “Somente a agricultura camponesa, familiar, originária e popular, em tempos de mudança climática, terá capacidade de esfriar o planeta, produzir e reproduzir”, concluiu.

Presidenta do Consea enfatizou a importância da participação popular

Elisabetta Recine, destacou a relevância da mobilização da sociedade civil em prol das ações que contribuem no fortalecimento da segurança alimentar e nutricional no Brasil e também a importância do investimento nas políticas públicas voltadas para esse tema. Em sua fala, Elisabetta reforçou que as conquistas recentes resultam de um trabalho em conjunto. “O Brasil não saiu do mapa da fome, nós tiramos o Brasil do mapa da fome”, afirmou.

Entre os programas que vão ao encontro deste objetivo, Elisabetta destacou a relevância do Plano Nacional de Abastecimento Alimentar (Planaab), lançado no mesmo dia do evento. Segundo ela, o programa é estratégico porque trata do abastecimento sob diferentes aspectos: “O Programa não vê o abastecimento como compra e venda, ele passa por todo o processo desde os produtores, mercados populares, feiras e é responsável por viabilizar a alimentação nas periferias, fazendo com que esse processo resulte em uma alimentação digna e saudável”, declarou.

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Elisabetta encerrou sua fala evidenciando a importância da participação da sociedade civil dentro dos espaços de decisão. “O nosso compromisso é de democratizar o governo tornando-o popular e representativo de fato. Que os espaços de participação social ultrapassem a representação formal e participem das decisões políticas e orçamentárias”. E concluiu: ” O poder popular precisa conquistar muito mais espaço”.

O Ministro Márcio Macêdo, da Secretária-Geral da Presidência da República, também exaltou a saída do país do Mapa da Fome e declarou: “Esse resultado só foi possível com a luta e a ação solidária da sociedade civil organizada e com a determinação do governo do presidente Lula”. O ministro mencionou ainda, os investimentos direcionados para agroecologia, entre eles foram citados o Programa Nacional de Redução de Agrotóxicos (Pronara) e as bolsas de extensão em participação social em parceria com o Ministério da Educação (MEC).

Outro destaque do evento foi o lançamento do Marco de Referência de Sistemas Alimentares e Clima para as Políticas Públicas. O documento, divulgado pelo ministro Wellington Dias responsável pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), define diretrizes específicas para a convergência entre sistemas alimentares e clima e tem a contribuição conjunta do governo e da sociedade civil.

Andrei Gonçalves, prefeito de Juazeiro da Bahia, celebrou a realização do encontro na cidade e entregou cestas de produtos da caatinga para as autoridades presentes.

Também prestigiaram o evento Paulo Teixeira, ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA); Kelli Mafort, secretária-executiva da Secretaria-Geral da Presidência da República (SGPR); o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues e autoridades do estado. A secretária-executiva, Marília Leão e a assessora Aline Figueiredo, representaram a Secretária-Executiva do Consea.

Fonte: Secretaria-Geral

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Ministério da Justiça e Segurança Pública notifica Google e Apple sobre aplicativos de bets ilegais

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Brasília – 18/4/26 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) enviou ofícios à Google Brasil e à Apple, nesta sexta-feira (17,) solicitando esclarecimentos sobre a disponibilização de aplicativos de apostas ilegais — os chamados bets — em suas respectivas lojas virtuais, a Play Store e a App Store, sem autorização do Ministério da Fazenda.

Os Ofícios nº 455 e nº 456/2026, assinados pelo Secretário Nacional de Direitos Digitais e pelo Secretário Nacional do Consumidor, foram produzidos a partir de monitoramento de rotina da Coordenação-Geral de Classificação Indicativa da Secretaria Nacional de Direitos Digitais (SEDIGI).

O levantamento identificou, em caráter preliminar, inúmeros aplicativos disponíveis para download que aparentemente promovem, ofertam ou viabilizam o acesso a apostas de quota fixa e outras modalidades lotéricas sem autorização regulatória emitida pela Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda.

De acordo com os ofícios, os aplicativos identificados não estão sequer dissimulados sob o pretexto de outras funcionalidades, sendo encontrados com facilidade por meio de termos de busca simples, como a expressão “jogo do Tigrinho”. Exemplos dos aplicativos levantados constam nos anexos dos documentos.

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O Ministério aponta que as condutas identificadas, em juízo preliminar, contrariam a legislação de proteção dos direitos da criança e do adolescente na internet — especificamente o art. 6°, inciso IV, da Lei nº 15.211/2025 — e o Código de Defesa do Consumidor (arts. 10, 18 e 39, inciso IV), podendo resultar em responsabilização solidária de toda a cadeia de fornecedores. Destaca-se ainda o art. 21 do Decreto 12.880/ 2026, que regulamenta o ECA Digital e determina expressamente que lojas de aplicações e sistemas operacionais devem impedir a disponibilização de produtos ou serviços que promovam acesso a loterias não autorizadas pelos órgãos competentes.

As empresas notificadas devem apresentar esclarecimentos circunstanciados e acompanhados de documentação comprobatória sobre as políticas internas aplicáveis à distribuição de aplicativos de apostas; os procedimentos de triagem prévia adotados para verificar autorizações regulatórias e mecanismos de verificação de idade; e uma relação nominal atualizada de todos os aplicativos das categorias Loterias, Apostas, Cassino, Bets e correlatas atualmente disponíveis para usuários no Brasil, com indicação do desenvolvedor responsável, classificação indicativa e autorização regulatória declarada.

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O Ministério ressalta que a lista oficial das operadoras de apostas de quota fixa regularmente autorizadas no âmbito federal é mantida pelo Ministério da Fazenda e está disponível para consulta pública em gov.br/fazenda (acrescentar link), o que torna a verificação da regularidade dos aplicativos uma providência de baixa complexidade operacional.

Os ofícios têm natureza informativa e instrutória, não constituindo, por si sós, aplicação de sanção. Contudo, as respostas apresentadas — ou sua ausência — poderão permitir a instauração de procedimento administrativo próprio.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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