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Lavatório: como as investigações apontam que o Banco Master, fundos e gestoras foram peças centrais na teia financeira do PCC

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Por José Teixeira

Uma megaoperação recente das autoridades brasileiras, batizada de “Carbono Oculto”, revelou um esquema multilayer de movimentação e oculta­mento de recursos relacionados ao Primeiro Comando da Capital (PCC) que se estendeu por fintechs, fundos de investimento e instituições financeiras tradicionais; segundo comunicações oficiais e reportagens nacionais e internacionais, investigadores encontraram indícios de que entre 2020 e 2024 centenas de empresas, postos de combustíveis, usinas e estruturas financeiras foram usadas para transformar receitas ilícitas em ativos aparentemente legítimos, com um volume que chega a bilhões de reais, e que parte substancial desses recursos passou por veículos financeiros conectados a gestoras e bancos que hoje estão no centro das apurações.

As apurações apontam que gestores e administradores de fundos — entre eles a REAG Investimentos, que negou veementemente participação em esquema ilícito — administravam fundos que tinham volumes expressivos de Certificados de Depósito Bancário (CDBs) emitidos pelo Banco Master em suas carteiras; relatórios jornalísticos mostram fundos que, no pico, chegaram a concentrar mais de R$ 1 bilhão em CDBs do Master, o que colocou a relação entre gestoras, fundos e o banco sob escrutínio da Receita Federal e da Polícia Federal.  Fontes abertas e documentos da investigação indicam que o padrão operacional seguia uma lógica repetida: o PCC e operadores vinculados ao grupo teriam utilizado fintechs e instrumentos de investimento para fragmentar, mascarar e reinserir recursos do narcotráfico e de fraudes fiscais no circuito formal — algumas instituições atuavam como pontos de entrada e consolidação (contas “bolsão”, fintechs que funcionavam como bancos paralelos) enquanto outros atores, como administradoras de fundos e bancos emissores de títulos, forneciam o verniz de legalidade que permitia movimentações em grandes volumes sem detecção imediata. 

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No caso específico do Banco Master, reportagens indicam que o banco ofereceu instrumentos de captação (CDBs e outros títulos) que foram adquiridos por fundos administrados por gestoras como a REAG; autoridades investigativas passam a analisar se houve conhecimento ou cumplicidade por parte de agentes internos do banco, ou se estruturas de terceiros aproveitaram lacunas de controles para empregar títulos do Master como meio de circulação de recursos.

O próprio Master, segundo veículos, confirmou que a REAG atuava como gestora e administradora de determinados fundos que mantinham exposição a papéis emitidos pelo banco, mas ressaltou que a gestora era apenas uma entre várias prestadoras de serviços.  Paralelamente, outras instituições — fintechs como o BK Bank, segundo investigação — foram identificadas como canais que movimentaram somas bilionárias de forma pouco rastreável, o que ajudou a compor o mapa da lavanderia financeira: a combinação de fintechs, fundos e bancos emitentes permitiu criar múltiplas camadas de transações, tornando a identificação de recursos criminosos mais difícil e distribuindo risco e exposição entre diversas entidades do mercado. 

A operação levou ao cumprimento de centenas de ordens de busca e apreensão, ao bloqueio de ativos e ao congelamento de recursos — ações que visaram desconstruir a engenharia financeira montada e responsabilizar operadores, gestores e eventuais facilitadores. Jornalistas e analistas de mercado também notaram o impacto reputacional imediato: ações e papéis de empresas relacionadas sofreram desvalorizações, negociações de venda e acordos em andamento (como a possível venda de fatias do Master a outras instituições) foram postergados ou reavaliados sob pressão regulatória. 

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Importante frisar que as apurações ainda estão em curso; acusações formais, indiciamentos e sentenças dependem do trabalho da polícia, do Ministério Público e do Judiciário, e por ora boa parte das informações públicas se baseia em mandados cumpridos, relatórios de investigação e notas oficiais de empresas implicadas que negam irregularidades e dizem colaborar com as autoridades. Em termos práticos, porém, a operação expôs vulnerabilidades sistêmicas: a facilidade com que grandes volumes puderam transitar entre fintechs, fundos e bancos — aliados a estruturas empresariais no setor de combustíveis e logística — evidenciou a necessidade de controles mais rígidos, diligência reforçada por parte de gestores e bancos, e integração mais eficaz entre órgãos reguladores, Receita e forças de segurança para rastrear fluxos internacionais e nacionais. 

Para leitores e editores: as provas definitivas quanto ao papel de cada entidade só serão confirmadas por decisões judiciais; enquanto isso, a matéria aqui sintetiza informações públicas e reportagens de investigação que colocam o Banco Master, gestores de fundos (como a REAG) e plataformas de pagamentos/fintechs no mapa das apurações sobre lavagem de dinheiro vinculada ao PCC — elementos que, somados, ajudam a explicar por que autoridades definiram o caso como um dos maiores golpes financeiros contra o crime organizado no país.  

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Alexandre Silveira destaca biocombustíveis como solução estratégica durante abertura do pavilhão brasileiro na Alemanha

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O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, participou, nesta segunda-feira (20/4), da abertura do pavilhão brasileiro na Hannover Messe 2026, realizada no “Messegelände”, Hall 12, em Hannover, na Alemanha. Ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro integrou uma das principais agendas da participação do Brasil como País-Parceiro Oficial da maior feira industrial do mundo.

Durante a visita ao espaço brasileiro, o principal destaque foi a agenda no estande da Be8, empresa responsável pelo desenvolvimento do biocombustível Bevant. A iniciativa evidencia o avanço do Brasil na produção de combustíveis renováveis e reforça o papel estratégico do país na oferta de soluções sustentáveis para a descarbonização da matriz energética global.

Para o ministro Alexandre Silveira, a experiência brasileira com biocombustíveis coloca o país em posição de liderança no cenário internacional.

“O Brasil reúne condições únicas para liderar a transição energética. Temos uma matriz limpa e tecnologia consolidada em biocombustíveis, que nos permite oferecer soluções eficientes, sustentáveis e competitivas para o mundo. É isso que estamos apresentando aqui, ao lado do presidente Lula”, disse Silveira. 

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A participação brasileira na feira evidenciou a força da matriz energética nacional, uma das mais limpas do mundo, e o potencial do país em liderar soluções com base em etanol e biodiesel. Ao longo da agenda, foi reforçada a capacidade do Brasil de oferecer alternativas eficientes para a redução de emissões, sem a necessidade de altos custos adicionais em adaptação tecnológica.

A agenda também reforçou o fortalecimento das relações entre Brasil e Alemanha, ampliando oportunidades de cooperação em áreas como inovação, indústria, energia e tecnologia. O diálogo entre governos e empresas destacou o interesse mútuo na construção de parcerias de longo prazo, com foco em investimentos, intercâmbio tecnológico e desenvolvimento sustentável.

 

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Fonte: Ministério de Minas e Energia

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