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MCTI inicia diálogo para cooperação bilateral entre Brasil e Palestina na área de ciência

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A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, recebeu a ministra de Estado para Assuntos Exteriores e Expatriados da Palestina, Varsen Aghabekian, e o embaixador Ibrahim Alzeber, nesta quarta-feira (19), em Brasília, para alinhar possíveis cooperações na área de ciência, tecnologia e inovação.  

Luciana Santos afirmou ser gratificante receber outra ministra mulher em seu gabinete. “Sua extensa experiência acadêmica e profissional, incluindo sua liderança na Universidade Al Quds e seu envolvimento em projetos de desenvolvimento e direitos humanos na Palestina, são inspiradores”, elogiou.  

A ministra da Palestina, Varsen Aghabekian, propôs criar um instrumento bilateral de cooperação em ciência e tecnologia entre os ministérios. “Nós temos com o Brasil sete acordos, mas não temos com o MCTI”, pontuou. Segundo a ministra palestina, o instrumento poderia incluir o treinamento de pessoas, transferência de tecnologia ou até transferência do saber.  

“Isso é muito bem-vindo. Tenho conhecimento dos esforços do país em promover a ciência e tecnologia, especialmente por meio da Academia Palestina de Ciência e Tecnologia e iniciativas como o Gaza Sky Geeks que apoiam o empreendedorismo tecnológico”, destacou Luciana Santos.

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A ministra Luciana Santos finalizou o encontro elogiando o papel das mulheres palestinas na área de tecnologia. “Estamos impressionados com o crescimento do setor de TIC na Palestina e com o grande número de mulheres graduadas em tecnologia”.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Projeto Entre Ciências seleciona seis propostas sobre sociobiodiversidade

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Como cuidar melhor da floresta, da terra e da biodiversidade? Parte dessa resposta está no diálogo entre diferentes formas de conhecimento. Com o objetivo de fortalecer a participação de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares na produção de conhecimento sobre a sociobiodiversidade, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) vai selecionar seis iniciativas para o projeto Entre Ciências: Territórios de Saber em Diálogo.     

Foram avaliadas 60 propostas de arranjos de pesquisa colaborativa, envolvendo comunidades e academia, vindas de diferentes regiões da Amazônia e do Cerrado. Os trabalhos foram selecionados por uma comissão formada por especialistas e representantes das próprias comunidades, levando em conta não só critérios técnicos, mas também a diversidade dos territórios e protagonismo de mulheres, jovens e anciãos.  

Projetos selecionados 

  • Associação dos Seringueiros do Seringal Cazumbá. Parceiro acadêmico: Instituto Federal do Acre (Ifac) — Campus Rio Branco;  

  • Associação Quilombo Kalunga. Parceiro acadêmico: Universidade de Brasília (UnB) – Programa de Mestrado Profissional em Sustentabilidade junto a Povos e Terras Tradicionais (Mespt) e Programa da Licenciatura em Educação do Campo (Ledoc); 

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  • Organização Baniwa e Koripako — NadzoeriParceiros acadêmicos: UnB, Universidade Federal Fluminense (UFF) e Universidade de São Paulo (USP);  

  • Associação de Mulheres Indígenas em Mutirão (Amim). Parceiro acadêmico: Instituto Federal do Amapá;  

  • Centro de Agricultura Alternativa Vicente Nica. Parceiro acadêmico: Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e do Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (IFNMG) — Campus Almenara; 

  • Coletivo Mulheres Retireiras do Araguaia. Parceiro acadêmico: Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao MCTI, e Instituto Juruá.  

Com os novos arranjos selecionados, o projeto passa a apoiar oito experiências em diferentes territórios, ampliando uma rede que conecta ciência dos povos e comunidades com a ciência acadêmica, cultura e meio ambiente.  

Para a secretária de Políticas e Programas Estratégicos do MCTI, Andrea Latgé, a iniciativa reforça a importância de integrar diferentes formas de conhecimento na produção científica. “O Entre Ciências mostra que o conhecimento também nasce nos territórios. Ao valorizar saberes de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares, fortalecemos uma ciência mais diversa e conectada aos desafios do País”, destaca.  

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O Entre Ciências aposta em uma ideia simples e poderosa: quem vive nos territórios também produz conhecimento. O projeto fortalece o papel de povos indígenas e comunidades tradicionais na pesquisa sobre biodiversidade, em temas prioritários para o próprio território, incentivando a parceria com atores acadêmicos comprometidos e com respeito às diferentes formas de conhecimento.  

Além do apoio aos projetos, a iniciativa oferece formação, bolsas para pesquisadores locais das comunidades, intercâmbios e suporte para a gestão de dados e informações produzidas pelas próprias comunidades. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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